O presidente-executivo da ABDIB, Venilton Tadini, participou nesta quarta-feira, dia 30 de outubro, no Palácio do Planalto da cerimônia de lançamento do detalhamento da Missão 3 da Nova Indústria Brasil – NIB. Essa fase do programa trata de infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis para a integração produtiva e bem-estar nas cidades. O encontro, que contou com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, foi aberto pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.
De acordo com o vice-presidente Alckmin, o Brasil vive um momento favorável de investimentos. Estão em curso no país, neste momento, investimentos privados da ordem de R$ 1,694 trilhão. “O Plano Mais Produção, que tinha recursos da ordem de R$ 300 bilhões, hoje conta com R$ 405 bilhões”, destacou Alckmin.
Além de Lula e Alckmin, estavam presentes os ministros da Casa Civil, Rui Costa, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro dos Transportes, Renan Filho, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, outros ministros e autoridades, representantes de entidades e de empresas privadas.
INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA — Em sua apresentação, o presidente-executivo da ABDIB apresentou os números relevantes dos investimentos em infraestrutura em 2024 — na sequência do desempenho que já havia sido positivo em 2023. “Este ano, vamos superar o recorde de investimentos de infraestrutura, que durava desde 2014. Com a diferença de que, naquele ano, a maioria dos investimentos foi feita com dinheiro públicos e, este ano, 75% dos recursos são privados”, apontou Tadini.
Segundo Tadini, as perspectivas para a infraestrutura para os próximos anos continuarão favoráveis. Para o período entre 2025 e 2029, estão previstos R$ 833 bilhões de investimentos em infraestrutura. As razões para isso estão na quantidade expressiva de projetos de concessões e de Parcerias Público-Privadas em estruturação no país e a introdução de um novo e inédito padrão de financiamento dos projetos.
Tadini mencionou, além disso, a necessidade de manter e até mesmo de aprimorar a autonomia técnica e orçamentária das agências reguladoras — que são fundamentais para criar um ambiente atraente para o capital privado. A defendeu a necessidade de readequar o IBAMA — a fim de apressar a liberação das licenças ambientais que têm atrasado a execução dos projetos de infraestrutura.

