Na última quarta-feira (28), Vinicius Caram, superintendente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que um grupo de pelo menos quatro redes de serviços móveis poderá ir a leilão em 2025. Assim, a Anatel poderá antecipar os leilões, uma vez que a tomada de subsídio ainda está em aberto. Isto porque a consulta pública ainda está aberta para obter sugestões sobre as novas redes móveis para o mercado brasileiro. O prazo de envio das contribuições finaliza no dia 25 de março. O mercado espera que mais redes sejam oferecidas para acomodar tecnologias que vão surgir a partir da evolução do padrão da quinta geração (5G). Já está em testes o chamado “5.5G” ou “5G Advanced”, além do6G,comsuaconcepção definida pela indústria. O superintendente disse que ainda não se sabe quanto vai custar as frequências para as operadoras no leilão. “A gente não sabe ainda. A gente não fez o cálculo do valor do espectro. A gente está fazendo essa tomada de subsídio justamente para isso, para saber como o setor quer organizar o uso do espectro”, disse, explicando que é preciso identificar “ecossistema” onde cada rede vai operar. Antes dos leilões, a Anatel costuma mapear como a licença será usada. Isso envolve fazer a projeção da receita ao longo do prazo de contrato e trazer a valor presente, quando define o montante que será cobrado das operadoras na forma de contrapartidas de investimentos. (Valor Econômico)

