Governo deve retirar restrição geográfica para voos do Santos Dumont
Ganhou força dentro do governo a ideia de substituir a restrição geográfica para os voos no aeroporto Santos Dumont por uma restrição de capacidade. Segundo fontes ouvidas pela coluna, a intenção do novo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, é dar uma solução que possa ser mais duradoura e que não corra risco de ser contestada judicialmente ou pelo Tribunal de Contas da União. Segundo essas fontes, o governo deve restringir a operação no Santos Dumont dos atuais 10 milhões de passageiros ao ano para algo entre 6,5 milhões e 7 milhões.
Chevron compra a americana Hess por US$ 53 bi
A Chevron acertou a compra da americana de petróleo e gás Hess por US$ 53 bilhões, toda em ações. O negócio redobra a aposta de que a demanda por combustíveis fósseis continuará robusta pelas próximas décadas. A transação é a maior da Chevron e estima o valor da Hess, incluindo dívida, em US$ 60 bilhões. A aquisição proporciona à gigante do petróleo uma base na Guiana, país em que ocorreu a maior descoberta de petróleo da última década (na Margem Equatorial). O negócio foi anunciado no momento em que uma onda de fusões e aquisições começa a varrer o setor de energia dos Estados Unidos, já que as empresas procuram aplicar os enormes lucros criados pela crise energética.
Aneel multa Gênesis
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) multou o Consórcio Gênesis em R$ 34,1 milhões por ter participado da licitação do leilão de transmissão de energia sem ter a capacidade econômica e financeira exigida pelo órgão. O certame ocorreu no dia 30 de junho. O Gênesis havia arrematado dois lotes, sendo um deles de grande porte: o lote 1, que previa R$ 3,1 bilhões de investimento.
Após ação desabar 6%, Petrobras diz que mudanças não reduzem exigências da Lei das Estatais
Após as ações da Petrobras desabarem mais de 6% nesta segunda-feira, com investidores reagindo às mudanças propostas para a indicação de membros da alta administração e do conselho fiscal, a estatal emitiu um comunicado afirmando que as alterações não reduzem exigências da Lei das Estatais. No documento, divulgado no fim de tarde, após o fechamento do pregão da Bolsa, a companhia alegou que o objetivo é “alinhar o Estatuto ao disposto na Lei nº 13.303/2016, a Lei das Estatais, quaisquer que venham a ser as decisões judiciais a respeito do tema”.
Petrobras nega intenção de reduzir exigências da Lei das Estatais e diz que mudança visa atualização
A Petrobras divulgou um comunicado ao mercado no início da noite desta segunda-feira, 23, para dar detalhes sobre a convocação da Assembleia Geral Extraordinária para apreciação de revisões ao estatuto social da empresa, como anunciado pela manhã. Devido à reação negativa do mercado às mudanças pretendidas, as ações da companhia caíram mais de 6%. O comunicado reafirma as informações dadas ao Estadão/Broadcast pelo diretor de governança e conformidade da estatal, Mario Spinelli.
Petrobras: assembleia para mudar estatuto deve acontecer até o início de dezembro, diz diretor
O diretor de governança e conformidade da Petrobras, Mario Spinelli, disse ao Estadão/Broadcast que a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que pode modificar o estatuto da empresa deve acontecer entre o fim de novembro e início de dezembro. Spinelli garantiu que a companhia vai continuar seguindo a Lei das Estatais e que não haverá redução de exigências para a contratação de administradores. “A alteração vai trazer o estatuto para a atualização, qualquer que seja a decisão do Judiciário (sobre a Lei das Estatais)”, disse o diretor referindo-se à discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre exigências legais para nomeação de administradores.
Petrobras perde em valor de mercado o equivalente a uma Sabesp
Em meio a quedas sucessivas do barril de petróleo Brent, de um corte de preço da gasolina que elevou a defasagem do combustível comercializado no Brasil e da polêmica proposta de mudança no estatuto social da empresa, a Petrobras perdeu na Bolsa o equivalente ao valor de mercado de toda a Sabesp. Desde o dia 18 de outubro, quando a petroleira atingiu o recorde histórico de preço por ação de R$ 38,52, o papel recua 8,23%, o que representa R$ 41,6 bilhões de valor de mercado. O montante é próximo ao que vale a estatal de saneamento do estado de São Paulo. O levantamento foi feito por Einar Rivero, consultor de dados do mercado financeiro.
