2024 NO RADAR DE CURTO PRAZO

Faz tempo que 2024 está no radar. Para o mercado de capitais e de bens e serviços, 2024 já chegou. E os três termômetros de risco mais importantes não indicam,...

Faz tempo que 2024 está no radar. Para o mercado de capitais e de bens e serviços, 2024 já chegou. E os três termômetros de risco mais importantes não indicam, por enquanto e em que pesem algumas incertezas, turbulências à frente.

Nestes nove meses de 2023: a cotação R$/US$ caiu 10%, o Credit Default Swap (CDS) caiu 34% e o índice EMBI+ caiu 20%.

Cresceram os movimentos de operações no mercado de capitais, seja através de emissões de novas ações seja por fusões e aquisições.

Após um período menos produtivo em função das eleições e de dificuldades decorrentes da elevação dos preços de insumos no ano passado, as perspectivas para colocar no mercado centenas de projetos de concessão e de parcerias público privadas já estudo em todas as esferas de governo são positivas. São mais de R$ 500 bilhões em investimentos, estando parte deles no radar de curto e médio prazos.

A inflação parece estar sob controle e a trajetória de redução das taxas de juros está dada. O setor privado foi chamado a ser protagonista dos investimentos em infraestrutura do Novo PAC. O Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo Federal também prevê aumento de investimentos em infraestrutura.

O arcabouço fiscal foi aprovado e a reforma tributária sobre o consumo está avançando.

Como tudo tem risco, também estão no radar questões como o equilíbrio fiscal em 2024, a segurança jurídica no âmbito da autonomia das agências reguladoras, eventuais frustrações no bojo da reforma tributária, a arrecadação e cortes de despesas correntes dos governos federal, estadual e municipal.

Outra preocupação que, na verdade, é um bom problema, está na governança dos projetos do Novo PAC e na capacidade do setor privado em executar (engenharia, insumos, etc.) a quantidade superlativa de projetos que está no radar.

A resultante disto é que 2024 deverá ser melhor do que estimam os Faria Limers.

 

Roberto Figueiredo Guimarães

Diretor da ABDIB e ex-secretário do Tesouro Nacional