Em decorrência da pandemia da Covid-19 e da guerra Rússia-Ucrânia, que alteraram as cadeias globais de produção no mundo inteiro, autoridades públicas e o setor privado passaram a olhar com mais preocupação a logística de suprimentos e insumos.
Paralelamente, em função do aquecimento global, o mundo também passou a adotar medidas para a redução das emissões de gases do efeito estufa.
Tudo isto fez com que aparecessem no nosso cotidiano muitos termos, antes pouco utilizados.
Vamos a alguns: Biodiversidade, mudanças climáticas, transição energética, eficiência energética, mobilidade elétrica, descarbonização, mercado regulado e voluntário de crédito de carbono, hidrogênio verde, energia renovável, energia limpa, geração eólica on shore e off shore, energia solar, matriz energética, segurança energética, etc.
Vejamos outros: reindustrialização, infraestrutura, economia circular, nearshoring, reshoring, cadeias de produção sustentáveis, desglobalização, segurança alimentar, segurança na área de saúde, segurança cibernética, digitalização, indústria 4.0, tecnologia 5G, saneamento básico, resíduos sólidos urbanos, etc.
O mundo vai precisar de energia renovável e o Brasil está bem nesta foto, pois já possui uma matriz energética bem limpa. Agora, é só juntar os dois conjuntos de termos acima: reindustrializar o país com foco na transição energética e segurança (no sentido amplo). Para tal, será preciso ter muito mais infraestrutura, que funcionará nos lados da oferta e da demanda.
Países mundo afora já estão mais avançados, com maciços investimentos na transição energética. Se conseguirmos aproveitar as oportunidades que estão surgindo, talvez possamos, através de ações disruptivas, colocar o País para crescer de forma sustentável e com justiça social, ter empregos de melhor qualidade e reduzir nossas elevadas desigualdades de renda.
Roberto Figueiredo Guimarães
Diretor da ABDIB e ex-Secretário do Tesouro Nacional
