CSN espera ofertas por ativos de infraestrutura até o fim do mês
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está avançando na agenda de desinvestimentos para além da frente de cimentos. Segundo executivos do grupo, o negócio de infraestrutura logística deve receber ofertas não vinculantes ainda este mês para uma fatia minoritária. O tamanho da fatia à venda, porém, segue em discussão, mas deve ficar entre 20% e 30%, a depender das propostas. “No fim desse mês, a gente recebe as propostas não vinculantes da CSN Infra. Estamos impressionados com o volume de empresas que se interessaram em entregar essa proposta”, disse o diretor-executivo de finanças da CSN, Marco Rabello, durante teleconferência sobre os resultados no segundo trimestre.
Riscos e oportunidades da abertura do mercado livre de energia a consumidores de baixa tensão. Veja o que dizem especialistas
O presidente Lula assinou o decreto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia elétrica a consumidores de baixa tensão. Isso vai permitir que pequenos comércios e indústrias possam escolher de que empresa vão comprar energia a partir de novembro de 2027. Para o segmento residencial, a medida valerá a partir de novembro de 2028, fazendo com que o consumidor deixe de ficar restrito ao mercado regulado, ou seja, às distribuidoras locais. Na visão de especialistas do setor, a mudança tende a trazer maior competitividade entre as comercializadoras de energia elétrica, podendo reduzir as tarifas cobradas do consumidor.
Governo autoriza Infraero a conceder área do Santos Dumont para construção de hotel
O Ministério de Portos e Aeroportos autorizou a Infraero a conceder o uso de área do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ), para a implantação de um empreendimento hoteleiro. A medida permite a celebração de contrato com prazo de 20 anos, superior ao limite normalmente aplicado aos contratos comerciais em terminais administrados pela estatal. De acordo com o ministério, o prazo ampliado busca viabilizar investimentos de maior porte, compatíveis com o tempo necessário para implantação e operação do empreendimento. O hotel construído na região do aeroporto tem dimensão estimada em, aproximadamente, 11,8 mil metros quadrados.
Área técnica da Aneel diz que não avalia se troca da Enel em SP beneficiaria consumidores
Em resposta a estudo contratado pela Enel-SP, a STF (Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica) da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) afirmou não ser da sua competência analisar se a caducidade da concessão da empresa em São Paulo seria vantajosa para os consumidores. O órgão se manifestou após a Enel apresentar estudo técnico elaborado pela Alvarez & Marsal. O documento faz parte da defesa da multinacional italiana. A consultoria sustenta, em resumo, que a substituição da empresa não resolveria os desafios estruturais da concessão e poderia degradar o serviço durante a transição.
Decreto do mercado livre de energia vem em meio a crise no setor, e segurança vira desafio
A ampliação do mercado livre de energia para o consumidor comum avança no momento em que comercializadoras que operam nesse setor enfrentam uma crise sem precedentes. Na quarta-feira (12), o governo Lula (PT) assinou um decreto com as regras para que clientes residenciais e pequenos negócios possam fazer a transição para esse modelo, em que prazos e volumes de fornecimento são negociados diretamente com as comercializadoras, sem depender da distribuidora local. Na avaliação de especialistas, o decreto é genérico e enxuto, avançando pouco em relação à lei aprovada em novembro do ano passado. O texto detalhou algumas questões, mas ainda delega à Aneel (agência reguladora do setor) o papel de resolver pontos considerados sensíveis, como tarifas, encargos e outros requisitos.
Veja quando e como clientes residenciais e negócios vão poder migrar para o mercado livre de energia
O presidente Lula (PT) assinou nesta quarta-feira (12) um decreto com as regras para a abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão. vA ampliação dessa modalidade já estava prevista em lei de novembro de 2025, mas o detalhamento sobre requisitos, processos e atuação de agentes ainda não tinha sido apresentado. O mercado livre de energia é a modalidade em que consumidores negociam prazos e volumes de fornecimento diretamente com as comercializadoras, sem depender da distribuidora local. Hoje, há cerca de 86 mil clientes nesse modelo, respondendo por 44,7% de toda a energia consumida no Brasil.
ANTT vota primeira norma da reforma regulatória ferroviária nesta sexta
A diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) prevê analisar em sua reunião de diretoria desta sexta-feira (14) a primeira norma do ROF (Regulamento de Outorgas Ferroviárias), um projeto da agência para rever a regulação do transporte ferroviário no país. A primeira norma, denominada ROF 01, vai tratar das Condições Gerais de Transporte Ferroviário e são aplicáveis aos contratos de concessão e autorização de ferrovias sob competência da ANTT. Como mostrou reportagem da Agência iNFRA, com essa primeira norma, a ANTT tenta organizar o regramento de outorgas do setor, que hoje precisa conviver com 16 contratos distintos, e ainda responder às demandas criadas pela Lei de Ferrovias.
Setor vê necessidade de explicar mercado livre de energia ao consumidor
O sucesso da ampliação do mercado livre de energia para consumidores residenciais, prevista a partir de 2028, dependerá da capacidade do governo e das comercializadoras de instruir os usuários sobre a migração para o chamado ACL (Ambiente de Contratação Livre). A avaliação é de comercializadores, agentes e associações do setor elétrico. A abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão foi oficializada em decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na 4ª feira (12.ago.2026). Na prática, a medida permitirá que usuários escolham de qual empresa vão comprar energia elétrica, caso não queiram adquirir das distribuidoras no mercado regulado, além de poderem negociar preços, prazos e fontes de geração. Leia a íntegra do decreto (PDF – 126 kB).
Demanda de energia de data centers dispara na CPFL, mas rede trava expansão
O consumo de energia dos data centers voltou a acelerar na área de concessão da CPFL Energia no segundo trimestre de 2026, reforçando a pressão que a expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem começa a exercer sobre a infraestrutura elétrica brasileira. Em entrevista à CNN, CEO da CPFL Energia, Gustavo Estrella, disse que a demanda de eletricidade dessas instalações cresceu 35,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. O avanço supera o ritmo observado anteriormente e ocorre mesmo diante das limitações da rede para receber novos empreendimentos.

