PIB I TRIMESTRE DE 2024

Roberto Figueiredo Guimarães Diretor da ABDIB e ex-Secretário do Tesouro Nacional Na semana passada o IBGE divulgou os dados do PIB relativos ao primeiro trimestre do ano. Agora no […]

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Roberto Figueiredo Guimarães

Diretor da ABDIB e ex-Secretário do Tesouro Nacional

 

Na semana passada o IBGE divulgou os dados do PIB relativos ao primeiro trimestre do ano.

Agora no I TRIM/24 em relação ao IV TRIM/23, o PIB cresceu 0,8%. Pelo lado da oferta, o agro subiu 11,3%, a indústria caiu 0,1% e os serviços cresceram 1,4%. Pela demanda, o consumo das famílias cresceu 1,5% e o do governo permaneceu estável. A indústria de transformação cresceu 0,7% e as exportações e importações cresceram 0,2% e 6,5%, respectivamente. A melhor notícia vem dos investimentos, que, após terem caído 3,0% em 2023, cresceram 4,1% neste primeiro trimestre do ano.

No acumulado em doze meses, o PIB cresceu 2,5%, taxa inferior aos 2,9% obtidos em 2023 e houve crescimento de todas as variáveis, exceto a indústria de transformação, construção civil e investimentos, que continuam com taxa anual negativa.

Para que o PIB tenha um comportamento mais favorável, será preciso manter a tendência de crescimento observada no I TRIM/24 com relação aos investimentos e indústria de transformação. Para tal, será preciso manter a taxa de câmbio nos níveis atuais, para tornar nossas exportações mais competitivas, reduzir as taxas de juros e acelerar os desembolsos do Plano Mais Produção, gerido pelo BNDES, no âmbito das ações da Nova Indústria Brasil – NIB.

A combinação câmbio equilibrado e juros baixos é importante para a competitividade da nossa indústria. Nos últimos quarenta anos, foram poucos os momentos em que tivemos esta combinação. Estamos quase chegando lá: câmbio ok, mas juros ainda elevados. Sem falar na pesada carga tributária, à espera dos efeitos da reforma tributária.

Os investimentos em infraestrutura também ajudarão a garantir o crescimento do PIB acima de 2,0% em 2024. Já tivemos leilões de transmissão de energia, rodovias, saneamento básico, ferrovias e infra social, com montantes bilionários, e há muitos outros no pipeline.