O PIB mundial anda na casa de US$ 100 trilhões, com liderança dos Estados Unidos (US$ 27 trilhões) e China (US$ 18 trilhões). Alemanha e Japão vêm em seguida, com aproximadamente US$ 4,4 trilhões cada e depois tem Índia, Inglaterra e França, no intervalo de US$ 3,1 a US$ 3,7 trilhões.
Em oitavo lugar vem a Itália, com US$ 2,18 trilhões e colado nela, em nono, o Brasil, com US$ 2,17 trilhões. Deveremos ultrapassar a Itália, mas não avançaremos mais posições. Estamos na frente do Canada, Rússia, México, Coreia do Sul, Austrália, Espanha e Indonésia, com PIB entre US$ 1,5 trilhão e US$ 2,0 trilhões. Já há estudos mostrando que em alguns anos, a Indonésia ganhará muitas posições.
Crescemos 2,9% em 2023 e somos a nona economia do mundo, mas temos uma das piores distribuições de renda do planeta e estamos muito mal no Índice de Desenvolvimento Humano – IDH.
Estamos no que se chama armadilha de País de renda média. Conseguimos manter taxas de crescimento robustas no passado que nos tiraram da situação de País de baixa renda, mas ficamos estagnados e não conseguimos sair da situação de economia emergente. E vai ser muito difícil sair dela, pois, para tal, precisaremos de ações realmente disruptivas, que ultrapassam em muito as discussões predominantes no mercado se vamos ter déficit público zero ou de R$ 50 bilhões, se o PIB vai crescer 1,60% ou 1,63% ou se a inflação vai ser de 3,75% ou 3,81%.
Precisamos crescer 5% ao ano por muito tempo e não nos contentarmos com o crescimento do ano passado, puxado pelos setores exportadores de produtos primários agrícolas e minerais. Investimentos e a indústria de transformação estão desabando.
É preciso melhorar a qualidade das discussões, na busca de soluções para aumentar os investimentos públicos e privados em infraestrutura e inovação para inserir o Brasil nas cadeias globais de valor.
Roberto Figueiredo Guimarães
Diretor da ABDIB e ex-Secretário do Tesouro Nacional

