Mesmo em meio a um ciclo de aperto monetário que deve alçar a Selic a 15%, patamar não visto desde 2006, os investimentos em infraestrutura continuaram avançando em 2024 e devem se manter aquecidos em 2025, na esteira das inversões já contratadas pelas licitações dos últimos anos e também pela manutenção da onda de leilões. Esta retomada, inclusive, pode devolver o dispêndio no setor a um patamar não visto no país desde a primeira metade da década de 2010, quando os gastos nesta rubrica superavam 2% do PIB.
Nos cálculos da consultoria Inter B, o investimento em infraestrutura no país deve ter alcançado 1,87% do PIB no ano passado, maior patamar desde o 1,94% registrado em 2016. Já a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) estima que o investimento alcançou 2,22% do PIB no ano passado, ou R$ 259,3 bilhões. Se confirmado, será superior ao recorde recente alcançado em 2014, quando chegou a R$ 239,7 bilhões.
Perguntas Frequentes
A carteira de projetos contratados em anos anteriores, somada à continuidade dos leilões, cria previsibilidade e mantém o fluxo de investimentos ativo, mesmo em um ambiente monetário restritivo. e oportunidades de
investimento em infraestrutura no Brasil. derivada da Plataforma de Projetos de Infraestrutura da ABDIB, que reúne informações sobre projetos e oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil.
Esse patamar é considerado um indicador de vigor na expansão da infraestrutura nacional e remete a períodos de forte dinamismo econômico, como o início da década de 2010. infraestrutura social.
As metodologias variam. A Inter B aponta investimento de 1,87% do PIB, enquanto a Abdib estima 2,22%, refletindo abordagens distintas de mensuração e inclusão de projetos.
Se confirmados os números da Abdib, 2024 superará o desempenho de 2014, até então referência recente de maior investimento.
Sim. A base contratada, a continuidade dos leilões e a necessidade estrutural de modernização do país indicam manutenção do ritmo aquecido de investimentos.

