Depois de ter apresentado crescimento médio de 3,6%a.a de 2021 a 2024, a economia brasileira cresceu 2,4% em 2025 e já apresenta novo desaquecimento em 2026, como mostram os dados divulgados pelo IBGE.
No II trimestre do ano, o PIB cresceu 0,5% contra o trimestre anterior: contribuíram positivamente o agro, a indústria extrativa (leia-se petróleo), os investimentos e o consumo do governo. E do lado negativo estiveram a indústria de transformação, construção e consumo das famílias. Aliás, O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) divulgado pelo Banco Central já tinha mostrado retração de 0,6% em junho em relação a maio. O PIB deve crescer algo em torno de 2% em 2026.
Isso já era esperado, pois nenhuma economia consegue manter-se forte com uma taxa de juros real em torno e até mesmo acima de 10%a.a.
A inflação, que no início de 2026 estava em franca desaceleração, sofreu um repique a partir de março em função dos efeitos da guerra no Oriente Médio, mas já está mais fraca. De fato, o IPCA, utilizado como meta oficial de inflação e que chegou a bater 0,88% em março, vem sendo reduzido a cada mês, tendo atingido 0,07% em julho último. No acumulado no ano o IPCA atingiu 3,4% e está caminhando para fechar 2026 em torno de 5%.
Os Índices Gerais de Preços da FGV também estão em franca redução em 2026. O IGP-DI acumulado em 12 meses atingiu 2,77% e o IGP-DI, 2,12%. Ou seja, se a meta de inflação fosse o IGP-DI ou o IGP-M e não o IPCA, já estaríamos trabalhando dentro meta e os juros já poderiam estar bem menores com a economia mais forte.
Agora que os candidatos à Presidência da República estão discutindo com a sociedade seus programas (sem muitos detalhes), vale a pena explorar os conceitos de meta de inflação, sem preconceitos e aprendendo com as experiências mundiais, para que a política monetária seja utilizada de forma mais adequada.

