ABDIB é recebida por lula no planalto

Conselheiros e diretores entregam ao presidente uma avaliação das perspectivas e dos desafios da infraestrutura brasileira e o convidam para o ABDIB Fórum, em maio Conselheiros e diretores da Associação...

Conselheiros e diretores entregam ao presidente uma avaliação das perspectivas e dos desafios da infraestrutura brasileira e o convidam para o ABDIB Fórum, em maio

Conselheiros e diretores da Associação Brasileira da Infraestrutura e das Indústrias de Base, ABDIB, foram recebidos pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, na tarde da terça-feira, dia 5 de março. O objetivo do encontro foi convidar o presidente para o ABDIB Fórum, que será realizado no dia 23 de maio, em Brasília, além de apresentar aqueles que, na visão da entidade, são os principais desafios e as grandes oportunidades de investimentos no setor de infraestrutura nos próximos anos. 

Os investimentos desses setores no ano passado somaram R$ 213 bilhões. A despeito da expansão do investimento, o valor está longe de cobrir um hiato de R$ 222 bilhões para que o país supra plenamente as necessidades de investimentos — principalmente em transporte, logística e saneamento. “Com um bom ambiente de negócios, o setor privado está pronto para os desafios”, diz o presidente-executivo da ABDIB, Venilton Tadini. 

 presidente Lula estava acompanhado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa — que apresentou as ações do governo para enfrentar os desafios do setor. Pela ABDIB participaram a vice-presidente do Conselho de Administração, Solange Ribeiro, da Neoenergia, os conselheiros Maurício Bähr, da Engie e André de Angelo, da Acciona, além do presidente-executivo, Venilton Tadini, e do diretor de Planejamento e Economia, Roberto Guimarães. 

O documento preparado pela ABDIB e apresentado ao presidente da República destaca a melhoria no ambiente de negócios no Brasil, puxado pelo melhor ambiente macroeconômico, pelo Novo Arcabouço Fiscal e pela Reforma Tributária sobre o Consumo. Depois de aprovada no ano passado, a Reforma está em fase de regulamentação por Grupos de Trabalho nomeados pelo Ministério da Fazenda para essa finalidade. Além disso, os investimentos do Novo PAC, em articulação com os projetos do Nova Indústria Brasil, terão, no ponto de vista da ABDIB, um efeito estimulante sobre a economia. 

Existem, no entanto, a despeito do momento favorável, desafios a serem vencidos para que o país consiga explorar suas potencialidades e avançar. Entre eles, além da necessidade do avanço da regulamentação da Reforma Tributária, estão a garantia da autonomia das Agências Reguladoras e o aperfeiçoamento e aceleração dos processos de licenciamento ambiental. 

Em relação à Transição Energética é preciso definir uma política voltada não só para o exterior mas, também, integrada às necessidades da indústria e voltada para a revitalização da infraestrutura. “Com a transição energética bem definida em relação aos objetivos, prioridades, meios e prazos, poderemos recuperar a infraestrutura e inserir a indústria nas cadeias globais de valor”, disse Tadini.