O presidente-executivo da ABDIB, Venilton Tadini, e o diretor de Planejamento e Economia, Roberto Guimarães, participaram nesta terça-feira, 7 de julho, do lançamento do estudo “Infraestrutura Digital como Vetor de Desenvolvimento Econômico”, realizado em Brasília, na sede do Instituto Livre Mercado. O evento contou, ainda, com a participação de Luciano Fialho, coordenador do Comitê de Infraestrutura Digital da ABDIB e Vice-Presidente Sênior da Scala Data Center, maior empresa de Infraestrutura Digital do Brasil e de representantes do Instituto Livre Mercado — ILM, Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom). Elaborado pela Fundação Getúlio Vargas — FGV, o trabalho contém uma análise detalhada do papel estratégico dos data centers para a economia digital brasileira. O destaque são os impactos sobre a infraestrutura, a demanda por energia, a inovação, a competitividade, a atração de investimentos e o desenvolvimento regional. “Os resultados mostram que os impactos não se concentram no setor de tecnologia, mas se disseminam por toda a economia, com efeitos relevantes sobre emprego, renda e produção”, afirma Charles Schramm, Gerente Executivo de Projetos da FGV.
CADEIA PRODUTIVA — Os impactos econômicos associados ao setor são expressivos. O cenário mais ambicioso analisado pela FGV considera a expansão da capacidade instalada de infraestrutura digital de aproximadamente 1 GW para 13,7 GW até 2035. O país poderia, nesse caso, gerar mais de 230 mil empregos permanentes. Desse total, aproximadamente 59,7 mil postos diretos estariam associados à operação dos empreendimentos, enquanto cerca de 176,5 mil empregos indiretos e induzidos seriam distribuídos ao longo da cadeia produtiva e da atividade econômica estimulada pelo setor. De acordo com o presidente executivo da ABDIB, Venilton Tadini, o setor de Infraestrutura Digital é um dos principais pilares para o aumento da competitividade, da produtividade e do desenvolvimento sustentável do país. “A participação da ABDIB reforça o compromisso da associação com o debate sobre políticas públicas e iniciativas que promovam a expansão da infraestrutura digital”, observa o presidente executivo Venilton Tadini. POLO GLOBAL — De acordo com Luciano Fialho, coordenador do Comitê de Infraestrutura Digital da ABDIB e Vice-Presidente Sênior da Scalla Data Center, maior empresa de Infraestrutura Digital do Brasil, o país reúne condições ideais para aproveitar a oportunidade oferecida pela expansão da demanda mundial por processamento de dados e inteligência artificial. “Os principais mercados de infraestrutura digital do mundo, especialmente Estados Unidos e Europa, enfrentam gargalos crescentes para expandir capacidade, como restrições de energia, conexão à rede e disponibilidade de áreas para novos projetos” afirma. O Brasil, por sua vez, conta com oferta de energia abundante, disponibilidade de áreas para implantação de projetos e integração com as principais rotas internacionais de dados. “Se agir agora, o país pode atrair investimentos em escala sem precedentes, gerar empregos qualificados e se consolidar como um dos principais polos globais de infraestrutura digital”, afirma Luciano Fialho, diz.

