O presidente-executivo da ABDIB Venilton Tadini participou na quarta-feira, dia 23 de outubro, do Via Viva — Seminário Socioambiental em Infraestrutura de Transportes. O evento foi realizado em Brasília, no auditório do Ministério dos Transportes. Foi a oitava edição do Via Viva, que acontece deste 2017 por iniciativa da Subsecretaria de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes. O tema do encontro foi Licenciamento Ambiental: Retomada do Diálogo.
Tadini participou do quarto painel do encontro, que discutiu as PPP de Infraestrutura de Transportes: Além do Licenciamento Ambiental, que teve como moderador o superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Mateus Salomé do Amaral. Além do presidente-executivo da ABDIB, a mesa foi composta por Guilherme Luiz Bianco, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Concessionárias Rodoviárias, Davi Barreto, diretor-executivo da Agência Nacional de Transportes Ferroviários e Guilherme Penin, vice-presidente da Rumo Logística.
Em sua intervenção, Tadini destacou que a primeira questão a ser resolvida, no que diz respeito à matriz de transportes, é definir o modelo que o país pretende adotar. O Brasil tem, conforme ele observou, uma matriz de transportes com participação relativamente elevada do modal rodoviário. Ainda assim, a malha de rodovias, especialmente as pavimentadas, é mínima e insuficiente para atender as necessidades de um país de dimensões continentais, como o Brasil. “Um país pequeno como o Japão tem uma estrutura rodoviária com uma extensão mais ou menos igual à brasileira”, afirmou.
O presidente da ABDIB chamou atenção não só para a para a necessidade de se elevar a participação de outros modais na matriz de transportes como, também, de preparar os portos e ferrovias para a movimentação das cargas gerais. O fato de a matriz brasileira estar concentrada no modal rodoviário — que tem custos mais elevados do que os de outros modais — impede, por exemplo, que o transporte contribua para a redução dos custos dos bens industriais produzidos no país, necessária para o sucesso do programa Nova Indústria Brasil.
Tadini defendeu a ampliação do número de Parcerias Público Privada como essencial para a implantação de uma infraestrutura de transportes mais moderna e capaz de contribuir para o desenvolvimento do Brasil. Ele defendeu, também, o fortalecimento das Agências Reguladoras — que são, aos olhos do investidor privado, essenciais para se garantir um ambiente regulador saudável e livre de ingerências políticas.

