A ABDIB realizou na terça-feira, dia 22 de outubro, a segunda edição do Infratech Day, evento promovido pelo Comitê de Inovação, que apresentou os projetos de empresas associadas agraciadas com o prêmio Valor Inovação de 2023 O evento foi aberto pelo presidente-executivo da entidade, Venilton Tadini, que destacou o esforço das empresas associadas por medidas inovadoras que permitam o aproveitamento das potencialidades da economia e contribuam para o processo de Neoindustrialização da economia.
A mesa foi composta, ainda, pelo diretor de Planejamento e Economia da ABDIB, Roberto Guimarães, pelo coordenador do Comitê de Inovação, Maurício Endo, e pelo consultor Jacques Moszkowicz, da PWC, responsável pela pesquisa que apontou, entre 309 empresas inscritas e 273 selecionadas, as 150 empresas mais inovadoras em 25 setores da economia brasileira. Mesmo destacando o esforço das empresas brasileiras na busca de políticas de ações inovadoras Moszkowicz apontou que o país ainda tem muito a avançar nesse campo. “Quando se observa a posição do Brasil no ranking mundial da inovação, percebe-se que o país está numa posição muito aquém da que ele ocupa entre as grandes economias do mundo”.
O consultor destacou, ainda que as 20 empresas mais bem colocadas no ranking da inovação utilizam uma vez e meia mais tecnologia do que as demais empresas do levantamento. E que apenas 20 empresas da lista utilizam 5% de sua receita líquida para investimentos em inovação. No total, as 150 empresas do ranking investiram R$ 85 bilhões em inovação, R$ 15 bilhões a mais do que em 2023.
PANÉIS — O Primeiro painel do Infratech Day apresentou casos de Inovação Operacional com Tecnologias — com foco, entre outros pontos, na transformação Digital, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Blockchain, Automação, Drones e satélites. Carlos Galhardo, responsável pela área de Gestão e Controle de Perdas da AEGEA, falou sobre a experiência da companhia no Rio de Janeiro com o uso de satélites para pesquisar vazamentos que geram perda de água tratada.
Em seguida, Leonardo Neves, Gerente Corporativo de Tecnologia da Informação da Construtora Barbosa Melo falou do uso de máquinas e equipamentos operados à distância nos trabalhos de descomissionamento de barragens de rejeitos onde não é permitida a presença de pessoas. Diogo Enoque, Gerente Sênior de Tecnologia, Marca e Comunidades da CCCC Concremat falou da experiência de integração de todo o conhecimento em engenharia construtiva acumulado pela empresa ao longo de sua história. Pela ISA CTEEP, Daniel Barbin apresentou o caso de proteção da Subestação de Jaguariúna com o uso de tecnologia integrada que permitirá controlar todo o fluxo de energia em uma linha de transmissão. Finalmente, Cauê Monteiro, da Área de Soluções Digitais da WEG, apresentou como uma solução de WEGSync, monitoramento de vibração que pode auxiliar clientes de saneamento a detectar falhas em equipamentos críticos.
CLIENTES E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA — O segundo painel tratou de casos relacionados com a Inovação na Gestão do Cliente, com destaque para os Canais de Relacionamento, Análise de Dados, Meios de Pagamento e Cross Selling, entre outros temas.
Luiza Acedo, Gerente de relacionamento com o Cliente da BRK Ambiental, que falou sobre a inteligência de dados e o uso de canais mais ágeis de relacionamento com o cliente. Cléber Chinelato, Gerente Executivo de Soluções da CCR falou sobre a implantação do sistema Free Flow de pedágio no trecho da rodovia Rio-Santos entre o município paulista de Ubatuba e o Rio de Janeiro.
Inácio Dantas, Gernete de Tecnologia e de Dados da Neoenergia falou sobre o programa de conexão digital da companhia. Daliana Lucena, da Sabesp, apresentou o programa de acompanhamento do cliente, que deixou de ser focado no endereço atendido para se concentrar nas necessidades do cliente. Ana Luísa Borges, Gerente Geral de Transformação e Costumes Experience da VLI Multimodal, falou sobre a gestão do relacionamento com clientes que incluem grandes mineradoras e grandes empresas do agronegócio.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA – O terceiro e último painel tratou da Inovação na Transição Energética — com destaque para Eficiência Energética, Combustíveis renováveis, Novos Modelos de Negócios e Tecnologias de Armazenamento. O consultor de produtos da EDP, Arthur Uzeda, falou sobre trabalho da empresa no sentido de desativar a geração de energia com base em combustíveis fósseis. Juliano Dantas, vice-presidente Executivo de Inovação, P&D, Digital e TI da Eletrobras falou sobre os desafios da digitalização e da necessidade de se compreender que o objetivo da inovação é o aumento da produtividade da empresa. Alexandre Andrade, Gerente de Portfólio de Inovação da Vale, falou da experiência da companhia no sentido de transformar a mineração numa atividade cada vez mais sustentável, com esforços no sentido de promover a preservação ambiental e preservar a biodiversidade.
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