
O terceiro painel da ABDIB FÓRUM — Infraestrutura Regional Sul Sudeste, realizado em Belo Horizonte na terça-feira, dia 31 de outubro, discutiu o papel das instituições de fomento e a importância de uma boa estruturação de projetos para a concretização dos investimentos em infraestrutura nas regiões Sul e Sudeste. Moderado pelo diretor de Desenvolvimento de Negócios & Marketing da BMG Seguros, Márcio Cimiton, o painel destacou que há recursos necessários para financiar os projetos que sejam bem estruturados, contem com uma boa estrutura de garantias e levem em conta uma matriz de riscos consistente.
Karisa Ribeiro, especialista em transportes do BID Invest, frisou que a parceria entre as instituições financeiras e as administrações públicas da União e dos entes subnacionais que contarem com o apoio da instituição é fundamental para o sucesso das PPPs e concessões. “Parceria no planejamento, parceria nos estudos, parceria na execução e parceria nos impactos que o projeto pode ter na região”, afirmou. Para ela, a melhor saída é a integração regional.
O superintendente da Área de Infraestrutura do BNDES, Felipe Borim Villen, afirmou que há uma série de instrumentos para a obtenção de financiamentos para projetos complexos. Além de atuar como agente financeiro, o banco tem o papel de “ajudar a viabilizar os investimentos e as operações”, disse.
O professor de Logística, Transporte e Planejamento da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, apresentou números que mostram que o Brasil está atrasado em comparação a outros países quando se trata de investimento em infraestrutura de transporte. “O Brasil investe apenas 0,8% do PIB em infraestrutura de transporte. Outros países, concorrentes do Brasil, investem, em média, 2,5%”, afirmou.
O professor defendeu projeto que favoreçam a “intermodalidade”, com investimentos coordenados de forma estratégica em rodovias, hidrovias, ferrovias. “Mas o que a gente vê é ferrovia disputando com rodovia, hidrovia disputando com ferrovia, e isso gera um atraso para o Brasil”, argumentou Paulo Resende.
O secretário especial adjunto da Casa Civil, Roberto Garibe, falou dos recursos que ajudarão a viabilizar os projetos já lançados. A estimativa, segundo ele, é que os próximos investimentos do Novo PAC gerem 2,5 milhões de empregos diretos e 1,5 milhão de empregos indiretos. O secretário falou, ainda, dos pilares que sustentam os aspectos institucionais do programa: aperfeiçoamento do ambiente regulatório e do licenciamento ambiental, incentivos à transição ecológica, expansão do crédito e incentivos econômicos, planejamento, gestão e compras públicas.
O CEO da CODEMGE, Thiago Coelho Toscano, defendeu o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) apresentado pelo Governo de Minas como alternativa para cobrir o fluxo de caixa negativo do órgão, que tem um papel importante no fomento à economia no estado. Além disso, ele exemplificou como decisões positivas a concessão do Expominas e do Grande Hotel de Araxá.
O último palestrante, Ralph Rosenberg, CEO da PERFIN Asset, apontou a necessidade de se entender quais são os gargalos que impedem a concretização e a ampliação das concessões. No ponto de vista de Rosemberg, “Não há investimentos em infraestrutura suficientes para tornar o Brasil realmente competitivo”, afirmou
