A semana passada foi pródiga em relação às notícias da área econômica.
O PIB cresceu 1,2% no segundo trimestre do ano, o que mostra um incremento de 2,5% no acumulado em 2022. Merecem destaque, pelo lado da oferta, a indústria da construção e de eletricidade, gás e esgoto e dos serviços de transporte e comunicação. Pela demanda, cresceu o consumo das famílias e do governo.
Contribuíram de forma negativa a agropecuária, as indústrias extrativa e de transformação e os investimentos, o que é preocupante.
A taxa de desemprego atingiu 9,1%, contra o pico de 14,9% do primeiro trimestre de 2021. Houve melhora no emprego formal, que veio acompanhado do aumento da renda média real dos trabalhadores, ajudado pela redução da inflação. A ocupação cresceu de maneira mais acentuada no comercio e nos setores saúde e educação.
O Índice de Confiança Empresarial, apurado pele FGV, aumentou em agosto, indicando otimismo e revertendo nove meses seguidos de pessimismo.
Levantamento da FIESP mostra crescimento das vendas reais da indústria paulista, com destaques positivos para máquinas e equipamentos, alimentos e têxtil.
Com as medidas de redução da carga tributária sobre combustíveis, observamos redução do nível geral de preços em julho (com deflação, na verdade), trazendo a inflação acumulada em 12 meses para 10% a.a. O mesmo deve acontecer em agosto e o mercado já estima inflação em torno de 6,5% em 2022.
A área fiscal também contribuiu com boas notícias, com a diminuição da relação Dívida Bruta do Governo Geral/PIB para 77,6%, o menor percentual desde o início da pandemia.
Agora, falta, além da adoção de medidas estruturantes, o Banco Central fazer sua parte e reduzir as taxas de juros, para que investimentos e a produção da indústria de transformação possam ser retomados e, assim, evitar que estas boas notícias sejam revertidas em 2023.
