Racionamento de água será mais comum até 2050, aponta pesquisa
O aumento da temperatura, um dos efeitos das mudanças climáticas, vai contribuir para uma redução de 3,4% na oferta de água às famílias brasileiras por volta de 2050, o que equivalerá a 12 dias de racionamento por ano, em média, nas casas das famílias brasileiras, segundo indica um relatório divulgado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria Ex Ante. De acordo com o estudo “Demanda Futura por Água em 2050: Desafios da Eficiência e das Mudanças Climáticas”, onde a precipitação média e o número de dias de chuva já são menores, como acontece em partes do Nordeste e do Centro-Oeste, os racionamentos poderão superar 30 dias, o que tende a causar consequências graves na saúde e na qualidade de vida da população.
Captação pela Sabesp supera crise de 2014 e bate recorde
A Sabesp bateu recorde de retirada de água do sistema de abastecimento da região metropolitana de São Paulo em 2025, superando a média dos últimos oito anos e ultrapassando até mesmo o volume subtraído durante os anos pré-crise hídrica paulista de 2014. Com isso, os níveis atuais dos reservatórios estão similares àqueles de 2013, mesmo depois das obras feitas à época para integrar novos mananciais ao sistema de abastecimento da região metropolitana da capital. Durante a crise hídrica, o volume de água dos reservatórios ficou muito baixo e foi preciso usar o chamado volume morto das represas e fazer racionamento na distribuição de água.
Aneel leiloa R$ 5,53 bi em novas linhas de transmissão no país
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai licitar nesta sexta (31), na sede da B3, em São Paulo, um pacote de sete lotes de projetos de transmissão de energia que somam R$ 5,53 bilhões em investimentos em mais de mil quilômetros de novas linhas, passando por 12 Estados. O segmento vive um ciclo de forte expansão: nos últimos dois anos e meio, a Aneel e o Ministério de Minas e Energia (MME) licitaram mais de R$ 60 bilhões em novos projetos, consolidando o Brasil como um dos mercados mais dinâmicos e atrativos do mundo para esse tipo de ativo regulado.
Âmbar, da J&F, compra 3 termelétricas da Rovema que abastecem 20% do Acre
A Âmbar, braço de energia do grupo J&F, anunciou a compra de três usinas termelétricas da Rovema Energia, localizadas no Acre. Juntas, as unidades somam 69,4 megawatts (MW) de capacidade instalada e garantem o fornecimento de energia a cerca de 30 mil unidades consumidoras, o equivalente a 20% do consumo do Estado. O valor do negócio não foi revelado. Com o negócio, a empresa dos irmãos Batista entra no Estado do Acre e passa a ter presença em 11 Estados brasileiros. As usinas adquiridas são UTE Cruzeiro do Sul (52,8 MW), UTE Feijó (7,2 MW) e UTE Tarauacá (9,4 MW), localizadas nos municípios de mesmo nome.
Leilão do Lote 5 de rodovias do Paraná atrai Pátria e consórcio da Way Brasil
A licitação do Lote 5 de rodovias do Paraná, marcada para esta quinta-feira (30), deverá ser disputada por ao menos dois grupos: a gestora Pátria e o consórcio formado pela Way Brasil e pela gestora Kinea. A entrega de ofertas foi realizada nesta segunda-feira (27), na sede da B3, em São Paulo, e teve a presença de representantes dos dois grupos. A concessão prevê R$ 6,7 bilhões de investimentos, além de outros R$ 5,2 bilhões em despesas operacionais estimadas ao longo do contrato de 30 anos.
Eletronuclear pede R$ 1,4 bi ao governo: veja as opções para tapar o rombo nas contas das usinas nucleares
Apesar do alerta de “risco de colapso operacional e financeiro”, caso não receba um aporte de R$ 1,4 bilhão até o fim do ano, feito pela Eletronuclear — estatal que opera as usinas termonucleares Angra 1 e Angra 2 — há uma série de opções antes que o Tesouro Nacional tenha que fazer um aporte para reforçar o caixa da empresa, disseram fontes que acompanham o caso e pediram para falar sob condição de anonimato. O pedido de aporte de R$ 1,4 bilhão está em ofício enviado ao Ministério de Minas e Energia pela ENBPar — holding estatal criada para que a União seguisse com o controle da Eletronuclear e da Itaipu Binacional após a privatização da antiga Eletrobras, recentemente rebatizada como Axia Energia.
Leilão: Gestora Patria e Grupo Way Brasil disputam Lote 5 de rodovias do Paraná
A disputa pelo Lote 5 de rodovias do Paraná, que será leiloado na quinta-feira, 30, deve contar com duas empresas. A gestora Patria e o Grupo Way Brasil entregaram propostas para participar do certame previsto para às 14h, conforme apurou o Estadão/Broadcast. O lote 5 abrange 430,7 quilômetros das rodovias BR-158, BR-163, BR-369, BR-467 e PR-317. As estradas cruzam o Oeste e o Noroeste do Paraná, regiões estratégicas para o escoamento da produção agrícola, pecuária e industrial e conectam o Estado a Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e ao Paraguai.
Âmbar Energia, dos irmãos Batista, compra três termoelétricas no Acre que abastecem 20% do Estado
A Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, dos irmãos Batista, anunciou a compra de três termoelétricas no Acre, pertencentes à empresa Rovema. As usinas somam 69,4 megawatts (MW) de potência instalada e são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 30 mil unidades consumidoras, o que equivale a cerca de 20% das ligações elétricas do Estado. Por ora, a Âmbar não opera no Acre e portanto a transação também representa uma expansão geográfica da companhia, que passará a atuar em 11 Estados brasileiros.
Fazenda propõe extinguir todos os jabutis do setor elétrico em nova votação no Congresso
O Ministério da Fazenda entrou nas negociações da Medida Provisória 1304, que trata da revisão das regras do setor elétrico, propondo alterações que derrubam de vez os chamados jabutis que atendem a setores selecionados e tem como consequência encarecer as contas de luz. Os jabutis foram inseridos inicialmente na lei que autorizou a privatização da Eletrobras, em 2021, e determinou a compra obrigatória de energia de matrizes produtoras, estabelecendo feudos para cada uma delas. A geração térmica a gás ficou com um pedaço, as pequenas centrais hidrelétricas com outro. Também era preciso construir termelétricas em Estados que nem têm gás natural disponível, atendendo também ao lobby de distribuidoras locais de gás e de empresários do ramo dos gasodutos.
Âmbar, da J&F, compra três usinas termelétricas da Rovema no Acre
A Âmbar Energia, unidade de negócios do grupo J&F com foco em energia, assinou um contrato para adquirir três usinas termelétricas no Acre. As usinas adquiridas são UTE Cruzeiro do Sul (52,8 MW), UTE Feijó (7,2 MW) e UTE Tarauacá (9,4 MW), localizadas nos municípios de mesmo nome. A conclusão da operação está sujeita à análise e aprovação dos órgãos reguladores competentes. As unidades, adquiridas da Rovema, são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 30 mil unidades consumidoras, o equivalente a aproximadamente 20% das ligações elétricas do estado, e somam 69,4 MW de potência instalada.
Data centers já inflacionam conta de eletricidade nos EUA e Brasil pode seguir mesmo caminho
Nos Estados Unidos, o preço da conta de energia em locais próximos a data centers chegou a disparar até 267% em relação ao que custava há cinco anos, mostra análise da Bloomberg, e o Brasil pode seguir o mesmo caminho, alerta o diretor brasileiro de uma multinacional de refrigeração baseado na Carolina do Norte, Frank Silva. A construção da infraestrutura para suportar os serviços de inteligência artificial elevou a parcela da geração elétrica dedicada a data centers de 1,9% em 2018 para 4,4% em 2023, mostra relatório do Berkeley Lab, que tem foco em análises sobre energia e impacto ambiental. O mesmo estudo projeta que, até 2028, essa parcela deve subir para algo entre 6,7% e 12%.
Ministério vai publicar portaria com normas para outorgas ferroviárias
Com previsão de, em 2026, retomar os leilões de ferrovias após um hiato que já completa quatro anos, o Ministério dos Transportes vai publicar nos próximos dias portaria com normas gerais para as outorgas ferroviárias, contendo desde diretrizes sobre matriz de risco, previsão de conta vinculada e novas regras contábeis até o direcionamento sobre o real estate (uso imobiliário) e desapropriações, inclusive para ferrovias de carga. Embora o detalhamento, em parte, dependa da regulamentação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a expectativa da pasta é de que a portaria seja capaz de dar uma sinalização ao mercado sobre qual será a política do governo nos projetos que pretende colocar a leilão.

