Silveira vê economia de R$ 400 milhões com horário de verão
O Brasil pode economizar R$ 400 milhões se decidir retomar o horário de verão, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O número pode variar a depender do prazo, mas essa seria a economia gerada ao evitar o acionamento de mais geração térmica, usada para atender a maior demanda em horários de pico, uma alternativa cara para contornar o calor excessivo e os reservatórios mais baixos das hidrelétricas. Silveira falou à imprensa nesta quinta-feira (19), na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no Rio, e afirmou que recebeu a recomendação do ONS de adotar o horário de verão para evitar o estresse do sistema, que enfrenta o pior nível pluviométrico dos últimos 74 anos.
Reversão da pobreza energética desafia Brasil e países do G20
Um dos desafios do Brasil e do mundo na transição energética será reduzir a pobreza energética, tema que abrange universalização de serviços, tarifas de energia, percentual da renda dedicada aos pagamentos da conta de luz e qualidade dos serviços. Pesquisa do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), encomendada pelo Instituto Pólis e divulgada em junho, mostram que 36% das famílias do país gastam metade ou mais da sua renda mensal com energéticos para cocção de alimentos e energia elétrica.
Mundo ainda tem longo caminho até energia limpa
Em 30 de setembro, será desligada a última usina de carvão que gera eletricidade para o Reino Unido, berço da revolução industrial e da primeira usina desse tipo no mundo, inaugurada em 1882. Sinal do compromisso do país em descarbonizar seu sistema elétrico, o carvão, que na década de 1980 representou 80% da energia elétrica do Reino Unido, hoje responde por cerca de 1%, com 33% vindos de eólicas e solares. Se os países industrializados avançam, o esforço para o uso de fontes mais limpas ainda é longo entre nações ricas e pobres, o que abre oportunidades para o Brasil, cuja matriz elétrica é formada por mais de 80% de fontes limpas, bem acima da média mundial, de 29%.
Brasil e Estados Unidos podem liderar transição energética global, mas agenda tem desafios
Brasil e Estados Unidos podem liderar a corrida global pela transição energética em um cenário de geração de empregos e de investimentos em áreas como biocombustíveis e fontes solar e eólica nas quais os dois países estão bem posicionados. Na visão de especialistas, Brasil e EUA podem cooperar e explorar de forma complementar as oportunidades. Mas um maior impulso aos projetos de energia “verde” ainda enfrenta desafios regulatórios, financeiros e de mercado. A discussão permeou o “Climate Impact Summit 2024 Brazil-US”, evento promovido nesta quinta-feira (19) pelo Valor e pela Amcham na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Impasses do MME travam investimentos do setor elétrico
A demora do Ministério de Minas e Energia em nomear diretores para autarquias e estatais, a falta de definição de regras para leilões e a edição de uma Medida Provisória (MP) para a modernização do setor elétrico são alvo de críticas de especialistas ouvidos pelo Valor. O setor elétrico aguarda essas medidas – consideradas essenciais na tomada de decisões importantes – e que podem destravar investimentos e gerar ambiente jurídico e regulatório mais estável para empresas do setor e investidores estrangeiros.
G20 no Brasil: Clima e combate à pobreza energética estão entre desafios da descarbonização
Um dos desafios do Brasil e do mundo na descarbonização será reduzir a pobreza energética, tema que abrange universalização dos serviços, tarifas de energia, percentual da renda dedicada aos pagamentos da conta de luz e qualidade dos serviços. Dados de consulta do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), encomendada pelo Instituto Pólis e divulgada em junho, mostram que 36% das famílias gastam metade ou mais da sua renda mensal com meios para cocção de alimentos e energia elétrica. Para quem possui renda familiar acima de cinco salários mínimos, a conta de luz causa menos impacto.
G20 no Brasil: Adotar energia limpa com universalização de serviços é desafio da descarbonização
No próximo dia 30 será desligada a última usina de carvão que gera eletricidade para o Reino Unido, berço da revolução industrial e da primeira usina desse tipo no mundo, inaugurada em 1882. Sinal do compromisso do país em descarbonizar seu sistema elétrico, o carvão, que na década de 1980 chegou a representar 80% da energia do Reino Unido, hoje responde por cerca de 1%, com 33% vindos de eólicas e solares. Se os países industrializados avançam, o esforço para o uso de fontes mais limpas ainda é longo, o que abre oportunidades para o Brasil, cuja matriz elétrica é formada por mais de 80% de fontes limpas, bem acima da média mundial, de 29%. A pobreza energética está no centro desse desafio.
Após suspensão, STF libera leilão da Sanepar para serviços de saneamento no Paraná
O leilão para três Parcerias Público Privadas (PPPs) da Sanepar, a companhia de saneamento do Paraná, para prestação de serviços de esgotamento sanitário a 112 cidades do estado será retomado nesta sexta-feira na B3, em São Paulo. O certame estava previsto para o último mês de maio, mas uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a disputa. A operadora Aegea conseguiu uma liminar às vésperas do leilão questionando, entre alguns pontos, o fato de que o edital proíbe a escolha de uma mesma empresa para mais de um dos três lotes de municípios que serão ofertados no leilão. Após a liminar, a 1ª Turma do STF ratificou a decisão por unanimidade. Haviam entregues propostas para as PPPs a própria Aegea, a Iguá, a Acciona, a Sacyr e a GS Inima.
Ministro de Minas e Energia vai sugerir a Lula volta do horário de verão para depois do 2º turno das eleições
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, vai sugerir ao presidente Lula o retorno do horário de verão para depois do segundo turno das eleições, marcado para 27 de outubro. Possivelmente, o novo horário deve começar a vigorar em novembro, disse um integrante do governo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez um alerta ao governo para que não houvesse mudança no período das eleições, o que poderia prejudicar o processo de votação, como mostrou O GLOBO mais cedo. Nesta quinta-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou , a adoção do horário de verão para ajudar a “desestressar” o sistema em momentos de pico de consumo, entre 14h e 16h. Em entrevista após reunião, o ministro evitou cravar uma decisão.
‘Com seca, tendência é conta de luz continuar na bandeira vermelha’, diz diretor-geral da Aneel
BRASÍLIA – A eventual persistência da seca histórica no País e o consequente impacto nos reservatórios nos próximos meses levará à manutenção da bandeira tarifária vermelha 1 ou o acionamento da bandeira vermelha 2, o que significa preços mais altos na conta de energia elétrica para o consumidor, informou o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Ele aponta que essa “grande tendência” ainda pode ser alterada e não há um prognóstico definitivo. “Se o período seco continuar da forma como está, há uma grande tendência de que a gente continue com a bandeira vermelha, patamar 1 ou patamar 2, e um eventual agravamento dessa situação vai depender de alguns mecanismos que nós já estamos tomando”, declarou.
Nestlé e Enel formam consórcio em usinas eólicas para abastecimento de cinco fábricas
A Nestlé e a Enel firmaram um acordo para criar consórcios de autoprodução de energia eólica que irão abastecer cinco fábricas da empresa de alimentos. A parceria envolve três parques eólicos do complexo Cumaru, no Rio Grande do Norte, formado por cinco usinas, e soma 200 megawatts. Os empreendimentos foram construídos e são operados pela Enel Green Power, divisão de geração renovável do Grupo Enel, num investimento de R$ 1 bilhão por parte da empresa de energia. A Nestlé terá participação de 40% a 47% nas três usinas.
Brasil está em posição única em agenda verde, mas tem de manter foco no fiscal, dizem especialistas
O Brasil está em uma “posição única” para ser um líder global em um ambiente de zero emissões de gases do efeito estufa (GEE) ao capitanear, neste e no próximo ano, blocos econômicos de peso como os Brics e o G20, que reúne as maiores economias do mundo, além de sediar a COP-30. No entanto, tem uma lição de casa importante no sentido de se alinhar aos padrões globais, reduzir riscos para atrair investimentos estrangeiros e manter forte equilíbrio fiscal e esforços anticorrupção, conforme especialistas que participam do Brazil Climate Summit 2024, em Nova York.
Senacon notifica distribuidoras de energia para esclarecer queixas de abuso de poder
A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) notificou, nesta quarta-feira (18), 105 distribuidoras de energia elétrica e suas coligadas para que prestem esclarecimentos sobre o uso e compartilhamento de dados restritos com empresas do seu mesmo grupo econômico. A pasta busca verificar se são verdadeiras as suspeitas de abusos de poder no processo de migração de consumidores para o mercado livre de energia. As queixas que resultaram na investigação foram divulgadas pela Folha em maio deste ano. As comercializadoras —empresas que disputam esse segmento de negócio— acusaram as rivais ligadas a grupos com distribuidoras de atuarem indevidamente para manter clientes.

