Notícias do Dia – 19/01/2026

Com avaliação negativa, Congonhas tenta evitar punição da Anac Após registrar o pior indicador de qualidade entre os aeroportos privados, a Aena, concessionária responsável pelo aeroporto de Congonhas (SP), tenta...

Com avaliação negativa, Congonhas tenta evitar punição da Anac

Após registrar o pior indicador de qualidade entre os aeroportos privados, a Aena, concessionária responsável pelo aeroporto de Congonhas (SP), tenta obter um perdão (“waiver”) junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para evitar punições pelo baixo desempenho, segundo pessoas a par do tema. O terminal registrou nota negativa, de 3,09%, no fator de qualidade de serviço da agência reguladora, o chamado “Fator Q”. Trata-se de um indicador previsto nos contratos de concessão de aeroportos, calculado com base em diversos critérios, como o tempo de espera nas filas de inspeção de segurança, percentual de passageiros atendidos em pontes de embarque, conforto dos usuários, entre outros.

Valor Econômico

 

Concessão se firma no transporte como política de Estado

Estão previstos para este ano 14 leilões de rodovias federais e oito de ferrovias, pacote que deve gerar investimentos de R$ 300 bilhões ao longo dos contratos. Para atrair investidores, o governo tem apostado no BNDES como fonte de financiamentos. O banco encerrou 2025 com uma carteira de empréstimos estimados em R$ 22 bilhões para concessionárias de rodovias e em R$ 3,7 bilhões para as de ferrovias. O objetivo do BNDES é superar tais valores neste ano. Faz sentido econômico que um banco estatal de fomento ofereça crédito a projetos de interesse público, em especial para investimentos de longo prazo de maturação, como as obras de infraestrutura.

O Globo

 

‘Corredor Minas-Rio’ abre concessões de ferrovias em 2026 com aposta de ser nova rota do café

A concessão de trechos ferroviários para a iniciativa privada vai ter início em 2026 com a oferta do “corredor Minas-Rio”, uma malha já existente –mas subutilizada– de 740 km de extensão e que conecta as cidades mineiras de Arcos, Lavras e Varginha até os municípios fluminenses de Barra Mansa e Angra dos Reis. O traçado faz parte atualmente da malha da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), mas está quase inoperante e demanda investimentos para ampliações. O trecho será retomado pelo governo Lula (PT) e oferecido por meio de um “chamamento público”, um modelo inédito em que a administração pública oferece a malha ao mercado, condicionando essa operação a investimentos, mas sem exigir pagamentos à União (outorga).

Folha de S.Paulo

 

Um terço das instituições financeiras pretende estruturar fundos sustentáveis no próximo ano, diz pesquisa

Um terço (33%) das instituições financeiras pretende estruturar ou gerir fundos sustentáveis no próximo ano, enquanto 26% planejam investir em títulos temáticos. Os dados fazem parte de um estudo da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em parceria com o Datafolha. A pesquisa também aponta que 4 em cada 10 gestoras (38%) afirmam ter excluído ou deixado de investir em ativos em razão de mau desempenho em critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).

Folha de S.Paulo

 

Com batidas de martelo, B3 define R$ 229 bi em investimentos contratados em 2025

O leilão havia acabado 15 minutos antes, mas o barulho das batidas de martelo ainda ecoavam pelo salão da B3, a Bolsa de Valores em São Paulo. Dezenas de pessoas subiam ao púlpito para se filmarem com o objeto. “Aquele momento é um símbolo. Significa que o projeto foi bem-sucedido. É uma das duas grandes marcas da Bolsa, junto com a campainha do IPO”, afirma Guilherme Peixoto, superintendente de Relacionamento e Governança em Licitações da B3. A batida de martelo que importa é a dele. Há 15 anos na empresa, em 2017 assumiu o setor que cuida das licitações. É Peixoto quem lê as ofertas feitas pelo ativo e, a depender da situação e do edital, comanda os lances em viva voz. Mas chamá-lo de “leiloeiro” não é correto. Ele é diretor de sessão pública.

Folha de S.Paulo

 

Após atrito com ANP, NTS aprova R$ 1 bi para redesenhar fluxo do gás

Após anos pleiteando clareza econômico-financeira por parte da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e sob pressão da reguladora, a transportadora de gás NTS aprovou, nesta semana, o FID (decisão final de investimento, em português) de dois projetos de infraestrutura essenciais para o futuro da companhia e para a entrega de gás natural do pré-sal aos mercados consumidores do Sudeste e Sul do país. Trata-se da chamada Ecomp Japeri – estação de compressão que vai permitir inverter o fluxo, hoje predominante de molécula, para levá-lo do litoral do Rio de Janeiro até São Paulo – e do PR Macaé (Ponto de Recebimento de gás), que vai recepcionar o gás vindo do projeto Raia, a ser operado pela petroleira norueguesa Equinor em sociedade com a Petrobras na Bacia de Campos. As duas cidades que nomeiam as instalações ficam no Rio de Janeiro.

Ag. Infra