Notícias do Dia – 18/08/2025

ABDIB NA IMPRENSA: Empresas privadas “salvam” infraestrutura, mas novos projetos correm risco de colapso O investimento em infraestrutura bateu recorde no Brasil em 2024: foram R$ 260,6 bilhões, deixando para...

ABDIB NA IMPRENSA: Empresas privadas “salvam” infraestrutura, mas novos projetos correm risco de colapso

O investimento em infraestrutura bateu recorde no Brasil em 2024: foram R$ 260,6 bilhões, deixando para trás o pico anterior, de R$ 240,7 bilhões, registrado dez anos antes. Quem garantiu a marca foi o setor privado, que aumentou os investimentos em 22,3% em relação a 2023. Os desembolsos do setor público (União, estados e municípios), enquanto isso, caíram 7,6%.

Segundo estudo da consultoria EY em parceria com a Associação Brasileira de Infraestrutura e de Indústria de Base (Abdib), a participação privada tem oscilado entre 70% e 74% do total investido desde 2020. O patamar é similar ao de países desenvolvidos.

Gazeta do Povo

 

ABDIB NA IMPRENSA: Sem seguro, a conta dos desastres sempre vai para o governo

“O Brasil tem um gap absurdo de proteção de seguro.” Foi com essa afirmação que o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, abriu sua participação no seminário “Diálogos da Infraestrutura: O Novo Seguro Garantia com Cláusula de Retomada”, realizado dia 14 de agosto, em São Paulo, pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB). Em sua fala, ele alertou para três grandes gargalos que limitam o desenvolvimento do país: a baixa cobertura securitária, a insuficiência de investimentos em infraestrutura e a restrição de recursos públicos. Segundo Oliveira, apenas cerca de 15% das residências brasileiras possuem seguro, percentual muito inferior ao de países como a França, onde a taxa chega a 97%. Na infraestrutura, o cenário também é preocupante: o investimento gira em torno de 2% do PIB, menos da metade do necessário, e o valor anual de depreciação das estruturas supera o montante investido. “Isso impede que sejamos competitivos com países altamente eficientes, que contam com infraestrutura muito melhor”, ressaltou.

Revista Apolice

 

Leilões de rodovias até o fim do ano podem somar R$ 58 bi

Apesar do cenário de juros elevados e turbulências globais, o mercado de concessões rodoviárias prevê um calendário intenso de licitações até o fim deste ano. Já há oito processos competitivos marcados, com R$ 46,7 bilhões de investimentos previstos, e ao menos mais duas concorrências poderão ser agendadas até dezembro, com obrigações de mais R$ 12 bilhões em obras. O perfil dos projetos é variado. Há lotes estaduais de Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. Entre os projetos federais, há dois novos blocos no Paraná e a Parceria Público-Privada (PPP) para a construção do túnel Santos-Guarujá, além de contratos repactuados no âmbito do Tribunal de Contas da União (TCU), que agora passarão por processo competitivo.

Valor Econômico

 

Governo deve definir indicações para vagas no Cade

Com a aprovação pelo Senado na semana passada de 14 indicações a agências reguladoras e tribunais, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve incluir nomes para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no próximo bloco de indicações de autoridades que fará ao Parlamento, além dos cargos para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O cenário para a órgão de defesa da concorrência, apurou o Valor, permanece o mesmo: os dois nomes mais cotados para o comando da autarquia são o de Victor Fernandes e Carlos Jacques, ambos conselheiros da composição atual do Cade.

Valor Econômico

 

Concorridos, leilões de rodovias têm maior média de participantes em uma década

Os juros elevados e incertezas econômicas levantaram dúvidas sobre a capacidade que o mercado teria para absorver a grande oferta de leilões rodoviários previstos para este ano. No entanto, apesar da carteira robusta, o número de participantes tem ganhado tração. Conforme levantamento da Coluna, 2025 está com a maior concorrência média da última década considerando os anos que tiveram mais de um projeto leiloado. O leilão da Rota Agro, realizado nesta quinta-feira, 14, atraiu cinco participantes. Com isso, consagrou-se como o certame rodoviário mais concorrido em sete anos. A disputa igualou a marca dos trechos gaúchos das BRs 116 e 392, que receberam propostas de cinco empresas em 2018 – ano em que apenas um projeto foi leiloado.

O Estado de S.Paulo



Artigo: Competitividade no setor de gás natural vem com mais ação e menos falação

Em linhas gerais, o Brasil tem um bom diagnóstico sobre o que fazer para ampliar a competitividade do gás natural – insumo essencial para o processo de reindustrialização, segurança energética e transição energética do País. Há gargalos que hoje roubam a competitividade nas etapas de escoamento e processamento, e no setor de transporte por gasodutos. Estudos apresentados pela EPE, braço de estudos do MME, mostram que essas etapas já deveriam ter custos muito menores porque os investimentos nessas infraestruturas foram amortizados faz tempo.

( Adriano Pire, Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) )

O Estado de S.Paulo

 

Governo estuda linha do BNDES e debênture incentivada para minerais críticos

O governo estuda incluir no plano nacional para minerais críticos incentivos às empresas do setor, por meio de crédito subsidiado. A proposta busca estimular tanto a extração quanto o beneficiamento dos insumos. O plano, que deve ser concluído ainda neste ano, é desenvolvido em meio ao interesse expresso pelos Estados Unidos nos minerais —considerados fundamentais para diversos setores, incluindo o bélico. A ideia é atacar gargalos e ampliar a produção nacional.

Folha de S.Paulo

 

Lula turbina mandato de aliado de Pacheco na ANTT

O presidente-interino da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, nem assumiu o cargo efetivo para um mandato de um ano e já ganhou uma extensão para mais cinco anos no comando da agência que regula os transportes terrestres. Indicado em dezembro passado para um mandato de um ano (até fevereiro de 2026), ele teve sua indicação retirada do Senado pelo presidente Lula, que enviou uma nova, às vésperas da sabatina, pedindo uma vigência maior, até fevereiro de 2030. O prazo máximo, de cinco anos, é uma novidade da legislação, aprovada no governo de Jair Bolsonaro, permitindo que o integrante de um conselho diretor possa ser indicado à presidência da agência por até cinco anos. Antes, caso fosse indicado no decorrer de seu mandato como conselheiro, tinha de exercê-lo pelo prazo remanescente.

Folha de S.Paulo




MPor envia ao TCU projeto de concessão de hidrovia do Rio Paraguai

O MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) informou que encaminhou ao TCU (Tribunal de Contas da União) nesta semana o projeto de concessão da hidrovia do Rio Paraguai, que vai estrear o formato no setor hidroviário. A pasta estima que a proposta deve ir a licitação até o final do ano. O projeto foi aprovado pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no final de junho. A concessão prevista tem 600 quilômetros de extensão e compreende o Tramo Sul do rio, abrangendo o trecho entre Corumbá (MS) e a foz do Rio Apa, na fronteira com o Paraguai.

Ag. Infra