BNDES negociará caso a caso suspensão de dívidas de empresas afetadas por cortes de energia
O BNDES vai avaliar caso a caso os pedidos de suspensão temporária de dívidas (“standstill”) de empresas do setor elétrico afetadas pelos cortes de geração de energia — o chamado “curtailment” —, determinados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A medida é discutida com empresas do setor solar e eólico, que enfrentam uma forte perda de receita e buscam fôlego financeiro junto aos bancos e instituições financeiras. Em entrevista ao Valor, a diretora de infraestrutura, transição energética e mudança climática do BNDES, Luciana Costa, afirmou que o banco está atento ao que está acontecendo e que vai cooperar com as empresas, mas que o tratamento será individualizado.
Artigo: Você está prestes a cometer outro erro terrível
Dia 24 de outubro de 2023, no Valor (em Você está prestes a cometer um erro terrível), afirmei que, “mantida a tendência, a transmissão ficará ociosa e muitas usinas serão subutilizadas. O consumidor passará décadas a pagar por ativos sem uso. Alguém pensou nisso?” Em maio deste ano, o operador do sistema, em ótimo diagnóstico, mostrou que entre 2026 e 2029 os cortes de geração (curtailment) atingirão níveis colossais. O mais chocante é que a partir de 2026 haveria cortes “moderadamente severos” nos intervalos de 7h a 8h59 e de 16h a 17h59. Um escândalo. Cortes de geração mesmo nas horas com pouco sol.
( Edvaldo Santana, Doutor em engenharia de produção e ex-diretor da Aneel )
Fornecimento de energia foi restabelecido após duas horas, diz MME
O apagão que atingiu vários estados e o Distrito Federal durou até duras horas, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com o órgão, um incêndio em uma subestação de energia no Paraná levou a uma “perturbação” no Sistema Interligado Nacional, o que levou à interrupção do fornecimento de energia. Às 2h30, as cargas que haviam sido desligadas foram restabelecidas. De acordo com o MME, às 00h32m “ocorreu perturbação de grande porte no Sistema Interligado Nacional, com desligamento de cerca de 10.000 MW de cargas, de forma controlada”, por atuação de um mecanismo chamado Esquema Regional de Alívio de Carga.
Rede elétrica colossal: saiba como a China leva energia limpa para mover milhões de carros elétricos e trens a 300 km/h?
A linha de energia começa em um deserto remoto no noroeste da China, onde vastos conjuntos de painéis solares e turbinas eólicas geram eletricidade em escala monumental. Ela serpenteia em direção ao sudeste, seguindo um antigo rio entre cadeias de montanhas, até chegar à província de Anhui, próxima a Xangai — região com 61 milhões de habitantes e sede de alguns dos fabricantes de carros elétricos e robôs mais bem-sucedidos do país. Essa é apenas uma entre 42 linhas de energia de ultra-alta tensão da China, cada uma capaz de transportar mais eletricidade do que qualquer linha de transmissão dos Estados Unidos.
Mais de 400 km² de painéis solares: China ergue o maior complexo de energia renovável do planeta; entenda
No Planalto Tibetano, a quase 3.000 metros de altitude, painéis solares se estendem até o horizonte e cobrem uma área sete vezes maior que Manhattan. Eles captam uma luz solar muito mais intensa que a do nível do mar, graças à rarefação do ar. Turbinas eólicas pontilham as serras próximas e se alinham em longas fileiras por planícies áridas e quase desabitadas, acima de pastores que conduzem rebanhos de ovelhas. Elas aproveitam as brisas noturnas, equilibrando a produção diurna dos painéis solares. Nas bordas do planalto, represas hidrelétricas se erguem onde os rios despencam em profundos abismos, e linhas de alta tensão transportam essa eletricidade por mais de 1.600 quilômetros, até indústrias e residências.
Cortes de geração de energia causam desperdício de R$ 22 milhões por dia, calcula associação
O País desperdiça diariamente R$ 21,9 milhões com os cortes de geração de energia elétrica por motivos sistêmicos, conhecidos por curtailment no jargão setorial. Já o prejuízo anual supera os R$ 8 bilhões. Os cálculos foram feitos a partir da ferramenta “Desperdiçometro”, elaborada pela Associação Brasileira de Hidrogênio e Amônia Verdes (ABHAV) e apresentada em primeira mão à Coluna. A estimativa diária teve como base a média de cortes de geração solar e eólica registrada em julho, da ordem de 104,6 gigawatts-hora (GWh) por dia, e o valor aproximado do preço da energia de curto prazo (Preço de Liquidação das Diferenças, PLD) médio daquele mês, de R$ 210,00 por megawatt-hora (MWh).
Concessões de rodovias: Teremos pelo menos mais 10 leilões em 2026, diz o diretor-geral da ANTT
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, avalia de forma positiva o calendário de concessões realizados pela agência neste ano. Ao citar que serão leiloados em outubro os lotes 4 (no dia 23) e 5 (no dia 30) de concessão das rodovias do Paraná, prometeu, pelo menos, mais 10 leilões de concessões de rodovias em 2026. “Nos 14 leilões já realizados, nós tivemos 10 players novos entrando, sejam novos operadores nacionais, seja a participação dos fundos financeiros e a retomada do investidor estrangeiro”, citou. “Para esses novos leilões, esperamos novos entrantes internacionais e nacionais, e que os atuais operadores que não têm participado de leilões participem após a otimização dos contratos que estamos fazendo”, assegurou.
‘Não é falta de energia, é problema na infraestrutura’, diz Silveira sobre apagão
“Não é falta de energia, é um problema na infraestrutura que transmite a energia”, disse o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) sobre o apagão que atingiu ao menos oito estados do Brasil e o Distrito Federal, na madrugada desta terça-feira (14). “Quando se fala sobre apagão, a gente lembra aqueles tristes episódios de 2001 e 2021, que aconteceram por falta de energia e planejamento”, afirmou em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do CanalGov. “Hoje temos muita energia.”
ANTT veta vencedor de leilão da Rota Agro, que liga GO e MT, por ligação com Reag
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu, nesta segunda-feira (13), desqualificar o consórcio Rota Agro Brasil, liderado pela construtora Azevedo e Travassos e vencedor de leilão de trechos rodoviários que ligam Goiás e Mato Grosso, realizado em meados de agosto. Até 23 de setembro, o grupo Azevedo e Travassos tinha em seu bloco de controle a gestora de investimentos Reag, investigada por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e fraudes de combustíveis do PCC na operação Carbono Oculto da Polícia Federal.
Rede elétrica do Brasil precisa de baterias rapidamente, diz CEO da Atlas
A Atlas Renewable Energy, uma das maiores empresas de energia solar do Brasil, aposta nas baterias acopladas a parques solares e eólicos como solução para os cada vez mais frequentes cortes de energia pelo ONS (Operador Nacional do Sistema). A empresa cobra do governo federal uma regulamentação rápida do dispositivo que, na visão de seus executivos, pode ajudar também a evitar a queima de combustível fóssil para atender data centers. O tema caminha hoje a passos lentos na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que já precisou adiar a entrega da regulamentação em agosto em meio a impasses sobre como as empresas que operam baterias serão remuneradas.
Governo prevê pelo menos 10 leilões de rodovias em 2026, diz diretor da ANTT
Pelo menos mais dez leilões de concessão de rodovias devem ser realizados pelo governo federal em 2026, projetou nesta segunda-feira (13) o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Guilherme Theo Sampaio. Em 2025, cinco disputas já foram promovidas, e outras cinco estão agendadas até dezembro, incluindo duas em outubro, segundo ele. Entre os leilões deste ano está o da concessão da rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte.
Pelo menos sete grupos mostram interesse em 1º leilão de canal de acesso a porto do país
Ao menos sete grupos privados devem participar do primeiro leilão de um canal de acesso a um porto no país, o de Paranaguá (PR), em 22 de outubro na B3, disse o diretor geral da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Frederico Dias. Segundo ele, os potenciais interessados são empresas de engenharia e que atuam no setor portuário. Companhias nacionais e internacionais estão no grupo, afirmou.
Prefeitura de Guarujá prevê entrega de aeroporto no litoral paulista no 1º semestre de 2026
O governo federal e a prefeitura de Guarujá (SP) preveem entregar no primeiro semestre de 2026 o Aeroporto Civil Metropolitano, instalado na Base Aérea de Santos, no próprio município de Guarujá. A obra está incluída no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e tem parceria com o Governo de São Paulo. O projeto é acompanhado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Em abril deste ano, a prefeitura de Guarujá entregou as obras da primeira fase do aeroporto. Na ocasião, foi inaugurada a nova pista de pousos e decolagens, com 1.390 metros de comprimento e 45 metros de largura.
Indústria de construção civil está saindo do momento de destruição, diz secretário do PPI
O governo federal está atento à capacidade da indústria pesada nacional de absorver todos os projetos de concessões públicas e de PPPs (Parceiras Público-Privadas) previstos para este e os próximos anos, diz Marcus Cavalcanti, secretário-especial para o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) da Casa Civil, para quem há também exagero nas preocupações para o risco de uma sobrecarga. Cavalcanti considera que o setor de infraestrutura ainda se recupera dos efeitos da operação Lava Jato, que encolheram as grandes empreiteiras nacionais, e reduziram o espaço para o desenvolvimento de empresas menores.

