Brasil aposta em biocombustível em negociação global para emissão de navio
Sob pressão dos Estados Unidos e de países produtores de petróleo, a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), volta a se reunir, nesta semana, para decidir se adota, em caráter terminativo, um acordo global para reduzir as emissões de navios até atingir o net-zero em 2050. O Brasil considera o arcabouço regulatório um passo decisivo a menos de um mês da COP 30, em novembro, além de uma oportunidade para os biocombustíveis produzidos em território nacional. A agência da ONU para temas do mar aprovou, em abril, um acordo histórico que prevê multas de US$ 100 a US$ 380 por tonelada de dióxido de carbono não abatida, além de um fundo bilionário para financiar a transição energética. Caso adotadas, as regras entram em vigor em 2027.
O boom das concessões de rodovias
O programa federal de concessões de rodovias vem crescendo a toque de caixa. O ano de 2025 será provavelmente o período com o maior número de projetos leiloados da história. A expectativa do governo federal é que até o final de 2026 sejam realizadas 35 licitações de concessões apenas no programa federal. Somados os projetos que estão no planejamento de Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, o Brasil poderá ostentar a maior carteira de concessões rodoviárias do mundo, rivalizando apenas com a Índia. A boa fase dos leilões não se explica apenas pela quantidade de projetos, mas pela diversificação do mercado ocorrida nos últimos anos. Para um mercado que há poucos anos era excessivamente concentrado, diversos novos grupos estrearam nas últimas licitações, com uma sinalização do ingresso de um número cada vez maior de grupos financeiros.
Por que a China construiu 420 km² de painéis solares no planalto mais alto do mundo?
No planalto tibetano, a quase 3.000 metros de altitude, painéis solares se estendem até o horizonte, cobrindo uma área sete vezes maior que Manhattan. Eles captam a luz solar, que é muito mais intensa do que ao nível do mar devido à rarefação do ar. Turbinas eólicas pontilham as cristas das montanhas próximas e se alinham em longas fileiras pelas planícies áridas e desertas, onde ocasionalmente se vê um pastor de ovelhas com seu rebanho. Elas capturam as brisas noturnas, equilibrando a geração solar feita durante o dia. Barragens hidrelétricas estão posicionadas onde rios despencam por longos desfiladeiros nas bordas do planalto.
Artigo: Epidemia de MPs transforma o setor energético em campo de testes
O uso intenso de medidas provisórias (MPs) revela um desequilíbrio preocupante entre urgência política e responsabilidade institucional. Criadas pela Constituição de 1988 e alteradas em 2021 pela Emenda Constitucional n.º 32 para substituir os antigos decretos-leis do regime militar — instrumentos de efeito permanente —, as MPs nasceram com um propósito claro: permitir ação imediata do Executivo em situações de urgência, sem prescindir do crivo do Congresso Nacional. Contudo, passadas mais de três décadas, o que se vê é a banalização de um instrumento que deveria ser exceção.
( Adriano Pires, Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) )
Anac negou metade dos pedidos de reequilíbrio de aeroportos entre 2012 e 2024, diz estudo
Quase metade dos pedidos de revisão extraordinária solicitados pelas concessionárias de aeroportos brasileiros entre 2012 e agosto de 2024 não foram aceitos pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Foram 126 pedidos apresentados no período, que equivalem a R$ 47 bilhões. Cerca de 61 deles, que somam R$ 40,5 bilhões, foram rejeitados pelo órgão. O levantamento foi feito por Danielle Crema, ex-superintendente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em sua dissertação de mestrado para o IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa).
Concessionária suspende contrato com empresa que cobrava R$ 2 mi para hospedar aviões na COP30
A concessionária NOA (Norte da Amazônia Airports), responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Belém, notificou extrajudicialmente a Líder Táxi Aéreo e suspendeu o contrato de cessão de uso de área operacional firmado entre as duas empresas. O rompimento ocorre em meio à polêmica sobre os preços cobrados pela Líder para o atendimento de aeronaves executivas e delegações oficiais que virão à COP30, conferência da ONU sobre clima marcada para 2025 em Belém.
Política tenta ‘dragar’ free flow e preocupa concessionárias
A tentativa de alguns atores de arrastar o modelo do free flow para a arena política acendeu um sinal amarelo no setor rodoviário, que teme uma nova onda de desinformação sobre a tecnologia e atrasos na implementação do sistema no Brasil. O que há pouco tempo era mais concentrado na reclamação de usuários, que passaram a ser multados pelo não pagamento do pedágio sem cancelas, tomou outra proporção pelo uso do assunto dentro da corrida eleitoral de 2026, fomentado ainda por uma ação movida pelo MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo.

