Investimentos da Petrobras ganham atenção após prejuízo
O prejuízo de R$ 2,6 bilhões apurado pela Petrobras no segundo trimestre de 2024, o primeiro em quase quatro anos, joga luz sobre os desafios que a estatal terá que enfrentar a curto e médio prazos. Um deles é a necessidade de realizar investimentos que sejam sustentáveis do ponto de vista financeiro ante a pressão do governo para que a empresa acelere desembolsos, incluindo áreas consideradas pouco rentáveis por especialistas. Para investir mais, a empresa precisa ter um balanço saudável, apoiado em forte geração de caixa, e um portfólio com projetos que garantam retorno aos acionistas.
Artigo: Setor elétrico e suas tomadas de 3 pinos
Há na história econômica alguns eventos interessantes de “lock-in” – quando você ou uma atividade fica subordinada a uma tecnologia ou estrutura que não necessariamente é a melhor. O caso mais estudado é o do teclado das antigas máquinas de datilografar, cujo layout é, desde sempre, também utilizado nos computadores. O formato QWERTY existe comercialmente desde 1874, quando a Remington começou a produzir sua primeira máquina de escrever. São várias as explicações para o layout que parece tão pouco amigável. Para digitar a palavra “mar” é necessário percorrer três linhas do teclado, e as letras não estão próximas umas das outras.
( Edvaldo Santana)
Agências reguladoras precisam deixar política pública para quem ganhou as eleições, diz Silveira
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a criticar nesta sexta-feira a atuação das agências reguladoras em temas avaliados por ele como “políticas públicas”. No início do mês, Silveira defendeu um “freio de arrumação” nos órgãos reguladores. As falas ocorrem após a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em arquivar um processo sobre a regulamentação do compartilhamento da infraestrutura de postes, a contragosto da pasta.
Relatório do TCU solicita que governo retome licitação de terminal de contêiner no Porto de Santos
Cresce a pressão para ser tirada do papel a licitação de novo terminal de contêineres na área do Porto de Santos para desafogar a movimentação de cargas no maior porto da América Latina. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), que fez uma auditoria sobre a paralisação do processo há quase dois anos, solicitou que o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Autoridade do Porto de Santos (APS) retomem a licitação do terminal STS10, na região do Saboó, em até 30 dias, conforme informação obtida pelo Estadão.
Governo deve aprovar neste mês licitação de mais dois blocos de petróleo
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve aprovar neste mês a licitação de dois novos blocos de petróleo na bacia de Santos (SP), chamados de Rubi e Granada. Os dois ativos devem ser licitados sob o regime de partilha, quando a produção é dividida entre União e empresas. O aval está previsto para quinta-feira (15) em reunião do CNPE (Conselho Nacional de Pesquisa Energética). O colegiado reúne diferentes ministros do governo —como Alexandre Silveira (Minas e Energia), que o preside, Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda).
Ministério Público e ativistas criticam contratos de eólicas e solares no Nordeste; veja vídeo
José Lopes Galvão pede para ser chamado de Zé de Elias no jeito nordestino de designar que se chama José e é filho de Elias. A terra em que vive, ao lado do Assentamento Acauã, em Santana do Matos, Rio Grande do Norte, era de seus avós. O tempo todo, 24 horas por dia, vê e escuta um aerogerador ao lado de sua casa. Ele assinou contrato e arrendou a propriedade para o Complexo Eólico Acauã. “Assinei na besteira. Estou arrependido. Nem sei direito quanto vou receber. Eles não me falaram, não”, afirma, sentindo-se pior ainda com a lembrança da promessa de que embolsaria “muito dinheiro” com aquele acordo.
Artigo: Jabutis com várias pernas
Não deveria ser surpresa. Mais uma vez, o patrimonialismo do Brasil distribui privilégios, desta vez para algumas empresas do setor de energia. Na semana passada, o pedágio foi anunciado por portaria do Ministério de Minas e Energia. A conta será alta para muitas famílias e empresas; cerca de R$ 7 bilhões por ano, como relatou esta Folha. Como acontece com frequência por aqui, o diabo está nos detalhes. Na profusão de decretos e medidas provisórias, o discurso de energia renovável garante subsídios a quem não precisa e incorpora proteções para fontes poluentes na produção de energia.
( Marcos Lisboa )
Na guerra da energia limpa, hidrelétricas defendem mudança de regras de leilão
Charles Lenzi preside a Abragel, associação de geradoras de energia limpa, a maioria hidrelétricas. Defensor de todas as tecnologias, ele apresentou ao governo um estudo nesta semana para mostrar que os leilões, definidos pelo critério de menor preço por megawatt-hora, estão encarecendo a conta de luz ano a ano.

