Emissão de debêntures surpreende com corrida por títulos incentivados
A corrida por ofertas de debêntures incentivadas, desencadeada pela decisão do governo de tributar títulos isentos a partir de 2026, tem levado bancos de investimento a revisar suas expectativas para o mercado de dívida neste ano. Embora não se espere que o recorde de emissões de 2024 seja superado, a diferença entre os volumes dos dois anos tende a ser menor do que se previa há alguns meses. “Antes dessas medidas para os isentos, esperávamos uma queda mais acentuada das emissões no mercado de capitais, de cerca de 20%. Hoje, a expectativa é de uma redução de 10%”, diz Samy Podlubny, chefe da área de dívida do UBS BB.
Após tarifaço, estatais indianas buscam alternativa ao petróleo russo e compram até do Brasil
As refinarias estatais da Índia estão reduzindo as compras de petróleo bruto da Rússia, segundo pessoas com conhecimento direto dos planos de aquisição das empresas, à medida que o governo de Donald Trump intensifica a pressão sobre Nova Délhi por causa de sua relação comercial com Moscou. Empresas como Indian Oil (IOC), Bharat Petroleum e Hindustan Petroleum planejam suspender as compras pontuais do petróleo bruto no próximo ciclo de aquisição, até que haja uma orientação clara do governo, disseram as fontes, que pediram anonimato.
Waimiris atroaris se organizam para fiscalização de linha de transmissão
“O povo waimiri atroari nunca ficou sossegado. Nunca nos deram a oportunidade de pensar direito.” Em poucas frases, Ewepe Marcelo Atroari, 52, resume um sentimento comum, o de desassossego, e alude ao histórico de pressão ininterrupta sobre o território dos kinjas (pronuncia-se quinhás), como se denominam os indígenas da terra Waimiri Atroari, no Amazonas e em Roraima. “Aqui não tem muito velho. As lideranças têm entre 48 e 52 anos”, diz ele. Grandes empreendimentos da ditadura militar, tocados sem qualquer consulta ao povo indígena de recente contato, provocaram uma redução drástica da população no território naquela curva da história. Os kinjas quase desapareceram.
Governo Lula prevê dez leilões de estradas federais até o fim do ano, com três repactuações
A gestão Lula pretende realizar uma série de leilões de rodovias federais até o fim de 2025. Serão dez no total –quatro a mais do que nos primeiros sete meses do ano. Os certames deste segundo semestre abrangem, sobretudo, novos projetos, mas há na carteira também otimizações de contratos estressados (concessões antigas que fracassaram e precisaram passar por repactuação). São os casos dos leilões de otimização da Autopista Fluminense (RJ), da Autopista Fernão Dias (MG e SP) e da Autopista Régis Bittencourt (SP e PR).
Setor está preocupado com penalidade por descumprimento das regras do fim do desconto no fio
Os segmentos de geração solar e eólica, comercialização e de consumidores industriais estão preocupados com a criação de um encargo extraordinário, previsto em minuta de portaria que vai regulamentar o fim dos descontos nos fios de distribuição e transmissão para a categoria consumo a partir de janeiro de 2026. O encargo funciona como uma “penalidade” aos agentes que descumprirem as regras de transição, segundo explicaram especialistas, e equivale a três vezes a cota unitária da CDE (Conta de Desenvolvimento Econômico) – que banca os subsídios do setor elétrico.
Setor de transportes critica estratégia do governo em PL do Licenciamento: “Não temos tempo de voltar à estaca zero”, diz MoveInfra
O segmento de transportes lamentou a escolha do governo Lula de fazer reparos ao PL (projeto de lei) do Licenciamento Ambiental por meio de uma nova proposta legislativa. A avaliação de representantes do mercado é de que ajustes poderiam ter sido feitos por decretos e resoluções, sem retomar novamente as discussões no Congresso. “É um caminho muito ruim”, disse em entrevista à Agência iNFRA o CEO do MoveInfra, Ronei Glanzmann. A entidade representa as seis maiores empresas do setor de infraestrutura do país (CCR, EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo).
O investimento da Enel para eletrificação da frota de ônibus em São Paulo
A Enel já investiu 10,4 milhões de reais desde o fim de 2024 na infraestrutura elétrica para fornecer 44MW de energia a 20 garagens de ônibus da capital. Até o fim deste ano, serão entregues mais 18. No total, serão 88 MW, com capacidade para abastecer 1 960 ônibus. Em São Paulo, são 48 garagens. As restantes estão em processo de contratação. As obras levam de 120 a 210 dias. “A Enel é uma das partes envolvidas no processo de eletrificação da frota. Clientes (concessionárias) entram com projeto junto a Enel, que vai explicar necessidades de obras de infraestrutura para abastecimento de ônibus elétricos. Não é possível manter a mesma estrutura elétrica. Tem que ser algo muito bem feito e calculado”, diz Tatiana Celani, diretora comercial da Enel São Paulo.

