Projetos de trens de passageiros avançam no Brasil, mas ainda enfrentam desafios
O segmento de trens de passageiros, um dos modais mais negligenciados no Brasil nas últimas décadas, vive um ciclo de novos projetos. O governo de São Paulo, que no ano passado licitou o trem São Paulo-Campinas, prepara a Parceria Público-Privada (PPP) de uma rota ferroviária até Sorocaba. No governo federal, há outros seis projetos em estudo, e grupos privados também buscam viabilizar empreendimentos. No entanto, as iniciativas ainda enfrentam desafios financeiros, operacionais e regulatórios para de fato sair do papel.
Valor Econômico
Ativos da Motiva atraem mexicanos, Aena e Inframérica
A venda dos aeroportos da Motiva (antiga CCR) avançou para a etapa de recebimento de propostas com quatro interessados, segundo fontes do mercado. Entre os que continuam no páreo estão a espanhola Aena, as mexicanas Asur e GAP e a Corporación América (controladora da Inframérica), ainda de acordo com pessoas a par do tema. No mercado, outros grupos também vinham sendo citados como proponentes, entre eles a alemã Fraport, a francesa Vinci, a suíça Zurich, o fundo Macquarie, entre outros. Esses nomes, contudo, não teriam avançado para a fase de entrega de propostas vinculantes. O Itaú BBA e o Lazard estão assessorando a companhia no processo.
Valor Econômico
Leilão do Galeão, no Rio, deve ocorrer entre fevereiro e março de 2026, diz CEO
O novo leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na zona norte do Rio, está previsto para ocorrer entre a última semana de fevereiro e o início de março, informou, nesta quinta-feira (9), o presidente da concessionária RIOGaleão, Alexandre Monteiro. O certame será simplificado, com lance mínimo de R$ 932 milhões, e tem previsão de participação das atuais controladoras da concessão e saída da Infraero, que detém 49% do ativo. O Galeão tem 51% do capital em mãos privadas. No fim de agosto, houve uma mudança no controle, quando a Vinci Compass comprou parte da Changi, de Singapura. A Vinci passou a ter 35,7% da concessão, enquanto a Changi reduziu a participação para 15,3% do Galeão. Até o leilão, a configuração segue a mesma.
Valor Econômico
Eletrobras conclui venda de térmicas para grupo J&F
A Eletrobras anunciou nesta quinta-feira que vendeu a usina termelétrica movida a gás natural Santa Cruz, no Rio de Janeiro, para o Grupo J&F, dos irmãos Batista, sucessora da Âmbar Energia no acordo. A Eletrobras recebeu R$ 703,5 milhões com a operação. A usina era a última de um pacote de 13 térmicas cuja venda foi anunciada pela Eletrobras em junho do ano passado para a Âmbar Energia, braço de energia da holding do Grupo J&F. Segundo comunicado da Eletrobras, o negócio gerou um total de R$ 3,6 bilhões. As outras 12 usinas estão localizadas no Amazonas.
O Globo
Infraestrutura ‘verde’ valoriza loteamentos e consegue atrair mais clientes
A preocupação ambiental já é percebida pelas empresas loteadoras como um elemento decisivo por parte dos clientes que procuram terrenos para comprar nos empreendimentos do setor. Os loteadores, além de cumprir as obrigações da legislação nessa área, têm reforçado as medidas de sustentabilidade em seus projetos para torná-los mais atrativos no mercado. “A adoção de práticas sustentáveis e responsáveis tem se consolidado como um diferencial competitivo e tem influenciado de forma positiva a decisão de compra dos imóveis”, afirma Ruth Portugal, diretora da Associação de Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo) e COO da GP Desenvolvimento Urbano.
O Estado de S.Paulo
Agências fazem consultas para acelerar serviços em loteamentos urbanos
Um loteamento leva anos para ficar pronto, por mais rápido que se vendam os lotes. E a parte mais complicada desse processo é a instalação de infraestrutura de serviços públicos. “A gente costuma dizer que da aprovação ao pagamento da última parcela, são pelo menos duas décadas”, diz Elias Resnichenco Zitune, diretor de Assuntos Regionais da Associação das Empresas de Loteamento Urbano, a Aelo, e sócio da ZS Urbanismo. No geral, a parte que envolve rede de esgoto, ligação de energia e fornecimento de água, não leva menos de três a oito anos para ser resolvida, diz o empresário. Como universalizar e acelerar a oferta desses serviços essenciais em loteamentos privados foi o tema principal do painel As Cidades, o Saneamento Básico e a Distribuição de Energia Elétrica, no Fórum Estadão Loteamento Urbano e Segurança Jurídica, realizado na segunda-feira, 6, em São Paulo.
O Estado de S.Paulo
Justiça atende prefeitura de SP e suspende prorrogação antecipada do contrato da Enel
A Justiça Federal atendeu a um pedido da prefeitura de São Paulo e suspendeu o processo administrativo para prorrogação antecipada do contrato da Enel, distribuidora de energia na capital paulista. Na decisão, o juiz Maurílio Freitas Maia de Queiroz deferiu parcialmente o pedido. A prefeitura entrou com pedido judicial contra a Enel, a União e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para impedir a renovação devido a problemas no fornecimento de energia e demora para restabelecer o serviço após falhas causadas por tempestades e quedas de árvores.
O Estado de S.Paulo
COP-30: Maior desafio na transição energética no Brasil é substituir o diesel, diz diretor da ANP
O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Pietro Mendes afirmou nesta quinta-feira, 9, que a substituição do diesel no setor de transportes pode ser considerada como o “maior desafio” na transição energética no Brasil. Segundo ele, o País possui uma frota muito antiga e não há recursos de orçamento público para fazer um programa específico para a renovação de frotas. Ainda de acordo com Mendes, a utilização de biocombustíveis para transporte pesado é a “principal solução” para o Brasil fazer a descarbonização neste setor de mobilidade de cargas e passageiros.
O Estado de S.Paulo
Setor de energia pode descarbonizar transportes e indústria, mas carece de governança, diz coalizão à COP30
O setor elétrico diz que pode ajudar a descarbonizar transportes e indústria no Brasil, contribuindo para as metas de redução de emissões do país, mas cobra maior ação do governo para organizar o mercado, hoje alvo de lobbies que preocupam investidores e elevam o custo das tarifas. A mensagem foi entregue nesta quinta-feira (9) à presidência da COP30 por uma coalizão envolvendo 73 empresas e oito associações. Estão fora da lista, porém, representantes da energia solar, que vêm se beneficiando de subsídios criticados no manifesto.
Folha de S.Paulo
Eletrobras conclui venda de última usina térmica para J&F, dos irmãos Batista
A Eletrobras anunciou nesta quinta-feira (9) a conclusão da venda de sua última usina termelétrica, a UTE Santa Cruz, no Rio de Janeiro, para a holding J&F, controlada pelos irmãos Wesley e Joesley Batista e sucessora da Âmbar Energia no acordo. Em comunicado, a empresa disse que recebeu R$ 703,5 milhões pela operação. Somados aos valores levantados com as vendas anteriores da Eletronorte, o montante totaliza R$ 3,6 bilhões.
Folha de S.Paulo
Siemens assina contrato para modernizar trens urbanos em São Paulo
A Siemens Mobility, subsidiária da companhia alemã, assinou um contrato com a Trivia Trens para modernizar três linhas de trens metropolitanos de São Paulo, anunciou a empresa nesta quinta-feira (9). O valor do contrato não foi revelado. A Siemens vai fornecer e implementar um sistema completo de sinalização digital com operação automática de trens para as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, cobrindo ao todo 140 km de trilhos e 46 estações. O contrato inclui o equipamento de 107 trens, nove locomotivas e 17 veículos auxiliares, de acordo com a empresa.
Folha de S.Paulo
Leilão de trecho da Ferrovia Norte-Sul mira fim de monopólio da Vale
A construção do último traçado da Ferrovia Norte-Sul, malha prevista para ser leiloada no ano que vem pelo governo federal, pretende abrir uma nova rota logística rumo ao norte do país que não dependa mais da única opção da modalidade na região e que está sob o comando da mineradora Vale: a Estrada de Ferro Carajás. A Folha teve acesso ao recém-concluído estudo de viabilidade técnica e ambiental contratado pelo governo para analisar qual o melhor cenário de construção da ferrovia que vai ligar Açailândia (no Maranhão) a Barcarena (no Pará). Uma minuta do edital do leilão deve ser enviada ao TCU (Tribunal de Contas da União) nos próximos meses e o plano do Ministério dos Transportes prevê a licitação em 2026.
Folha de S.Paulo
Transnordestina: Devolução de 3 mil km é desafio para repactuação no TCU
A proposta de repactuação do contrato da FTL (Ferrovia Transnordestina Logística) negociada no TCU (Tribunal de Contas da União) prevê a devolução da maior parte da malha originalmente concedida em 1997. Hoje sem operações, três mil quilômetros sairão do contrato, caso haja aprovação do tribunal, de um total de 4,2 mil quilômetros da concessão – preservado o trecho que conecta o Porto de Itaqui (MA) ao Porto de Mucuripe (CE), que será requalificado. Entre indenização e investimentos na FTL, a renegociação do contrato gira em torno de R$ 3,1 bilhões.
Ag. Infra

