Gerdau e Newave vão investir R$ 1,3 bi em nova usina solar
Depois do investimento de R$ 1,4 bilhão em uma megausina solar em Arinos (MG), a joint venture entre a siderúrgica Gerdau e a Newave Capital anuncia nesta segunda-feira (30) um novo empreendimento. Com aporte de R$ 1,3 bilhão, a Newave Energia vai construir um parque solar de larga escala em Barro Alto, que será o maior do Estado de Goiás. Com 452 megawatt-pico (MWp) de capacidade instalada, a nova usina será tão grande quanto a de Arinos, que está perto de entrar em operação. Do valor total que será investido, informa a Newave Energia, parte virá de capital próprio e o restante, de financiamento da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), operado pelo Banco do Brasil.
Mudança climática pressiona investimento de petroleiras em matrizes renováveis
Diante das mudanças climáticas, que apontam para a necessidade de acelerar a redução da produção e do consumo de combustíveis fósseis, as empresas de petróleo e gás buscam alternativas para a transição energética. Com investimentos bilionários em fontes renováveis e em pesquisa e desenvolvimento (P&D), elas apostam em projetos de energia solar e eólica, biocombustíveis e tecnologias como CCS — sigla em inglês para captura e armazenamento de carbono — entre outras.
Reuso da água é principal saída para escassez hídrica mundial, apontam especialistas
As mudanças climáticas em curso já alteram os regimes de chuvas e afetam os modelos meteorológicos usados até aqui. Se está mais difícil prever inundações e secas, entra em cena uma adaptação viável: a economia circular de água. A prática desponta como uma das saídas mais promissoras para garantir a segurança hídrica necessária à vida humana no planeta. — No Brasil, já temos tecnologia suficiente para aproveitar a água de reuso, com técnicas que vão da utilização do lodo do esgoto na produção de fertilizantes e geração de energia elétrica até filtragem de maneira eficiente para obter água potável — afirma Marcel Costa Sanches, presidente nacional da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária ambiental (Abes).
Brasil e EUA articulam parceria para transição energética em meio à busca por reduzir dependência da China
A transição energética passará pela expansão da mineração e o solo brasileiro possui reservas de todos os chamados minerais críticos, essenciais para a produção de baterias para carros elétricos (níquel, lítio e grafite), turbinas eólicas (níquel, alumínio, cobre e terras-raras) e painéis solares (alumínio, cobre, polissilícico, prata e aço). Os EUA, por sua vez, querem liderar a transição e estão em busca de fornecedores confiáveis. A ideia dos americanos é reduzir a dependência em relação à China e países que não são considerados estáveis.
Seca já afeta produção de hidrelétricas brasileiras e pode forçar mudança em modelo
Os efeitos das mudanças climáticas têm trazido mais volatilidade à geração no setor elétrico, com impactos sobre vazões de rios que abastecem as hidrelétricas, que produzem cerca de metade da eletricidade do país. Dados do ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Edvaldo Santana apontam que a situação tem se deteriorado desde 2014. Para um período de 25 anos, observa-se, com base em dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), que, entre 2000 e 2005, a energia natural afluente — a quantidade de água que chega aos reservatórios das usinas hidrelétricas e que pode ser transformada em eletricidade pelas turbinas de hidrelétricas — equivalia a 93% da média histórica das vazões registradas desde 1931, quando o indicador começou a ser apurado.
Brasil articula venda de biocombustível à União Europeia, mas regras do bloco desafiam inserção no mercado
Embora o Brasil seja um dos líderes globais de produção de biocombustíveis, pode encontrar dificuldades para aproveitar todo o potencial do mercado europeu. A União Europeia (UE) investe principalmente nos de segunda geração (2G), produzidos a partir de resíduos orgânicos — em oposição aos de primeira geração (1G), produzidos a partir de culturas alimentares, como é o caso no Brasil. Entre 2014 e 2020, a Comissão Europeia investiu € 430 milhões (R$ 2,6 bilhões) em biocombustíveis 2G. No entanto, em 2021, eles representavam 0,8% dos 7,5% dos combustíveis renováveis utilizados nos transportes na Europa.
Governo publica lei que concede crédito fiscal na comercialização de hidrogênio
Após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei que cria o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC) foi publicada nesta segunda-feira, 30, no Diário Oficial da União (DOU). A medida concede crédito fiscal na comercialização de hidrogênio e seus derivados produzidos no território nacional. Além de incentivar o desenvolvimento da cadeia do combustível, o PHBC tem como objetivos aplicar incentivos para o uso de hidrogênio de baixa emissão de carbono nos setores industriais de difícil descarbonização, como o de fertilizantes, o siderúrgico, o cimenteiro, o químico e o petroquímico.
Brasil tem US$ 30 bi em projetos de hidrogênio verde, calcula BNDES
Algumas empresas interessadas na transição energética já têm assinado memorandos de entendimentos e pré-contratos de implantação com alguns portos brasileiros para o desenvolvimento de projetos de hidrogênio verde, que juntos somam US$ 30 bilhões. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fez um levantamento em que mostra o Porto de Pecém, no Ceará, com a maior concentração de projetos já assinados, e investimentos previstos de US$ 17 bilhões por empresas como Fortescue, Casa dos Ventos, Voltalia, AES Brasil e Cactus Energia.
Amazonas Energia entra com novo pedido na Justiça para forçar transferência para irmãos Batista
A Amazonas Energia entrou com um novo pedido na Justiça, na noite desta sexta-feira, 27, para que seu controle acionário seja transferido para a Âmbar, empresa de energia dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A distribuidora de eletricidade do Amazonas alega que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) agiu com “descaso” em relação a ordens judiciais determinando sua transferência e pede “medidas interventivas”, além do afastamento e prisão dos diretores da agência por crime de “desobediência”.
Artigo: Falta segurança na matriz elétrica brasileira
Em 15 de agosto de 2023, um grande apagão em 25 dos 26 Estados da Federação e no Distrito Federal acendeu um sinal de alerta ao Operador Nacional do Sistema (ONS) em relação às efetivas condições de confiabilidade elétrica da operação do sistema. Desde então, o Operador vem comandando, corretamente, a redução da geração de energia pelas fontes eólicas e solares centralizadas, no intuito de maximizar a confiabilidade da operação e reduzir o risco de novos apagões. Essa redução de geração, também conhecida por curtailment, vem gerando debates acalorados no setor elétrico em função de seus potenciais rebatimentos econômicos sobre as referidas fontes de geração intermitentes.
( Adriano Pires, Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) )
PEC permite turbinar crédito para agenda verde com até R$ 20 bi de fundos públicos por ano
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) incluiu numa PEC (Proposta de Emenda Constitucional) um dispositivo que permite destinar até 25% do superávit financeiro de fundos públicos do Executivo ao financiamento de projetos ligados a ações de enfrentamento, mitigação e adaptação a mudanças climáticas e de transformação ecológica. Um dos focos da medida é garantir maior volume de recursos ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), segundo informaram à Folha pessoas do governo a par do tema. Se aprovada, a mudança valerá entre 2025 e 2030, mediante devolução gradual dos recursos a partir de 2031.
Grupo de Abu Dhabi compra espanhola de energia verde por R$ 7,6 bi
A Masdar vai comprar o grupo espanhol de energias renováveis Saeta Yield, que pertence à Brookfield, por US$ 1,4 bilhão (R$ 7,61 bilhões), em acordo anunciado na última terça-feira (24). É o segundo investimento da empresa, que é apoiada pelo fundo de Abu Dhabi, no setor de energia verde do país neste ano. O acordo está voltado principalmente para parques eólicos, bem como plantas solares, na Espanha e em Portugal, com uma capacidade operacional de 745 megawatts e mais 1,6 gigawatts planejados para desenvolvimento.
Brasil está muito na frente para receber investimentos da transição energética, diz CEO da WEG
O Brasil está em um bom momento, especialmente para receber investimentos que atendam as demandas por transição energética, diz Alberto Kuba, CEO da WEG, multinacional brasileira de equipamentos elétricos que se tornou uma das indústrias nacionais mais bem-sucedidas no cenário global. “Dada a matriz de energia renovável, é um excelente player para atrair investimentos. E ainda há esse novo movimento que é a inteligência artificial, demandando cada vez mais energia. O Brasil está muito na frente, com pouquíssima dependência das usinas térmicas”, afirma o executivo de 44 anos, que começou como estagiário há 23 e assumiu o conglomerado em abril deste ano.
Crescimento desordenado de renováveis gera impasse de R$ 1,2 bi entre empresas e governo
O crescimento desordenado das energias renováveis no Nordeste ameaça onerar ainda mais a conta de luz dos brasileiros, já inflada por subsídios concedidos a diversos segmentos da economia, incluindo as próprias energias renováveis. Empresas do setor e governo discutem na Justiça uma fatura que já chega a R$ 1,2 bilhão, provocada pelo descasamento entre a implantação de usinas geradoras de energia e a expansão do sistema de transmissão. As companhias querem ressarcimento por cortes involuntários na geração, intensificados por restrições impostas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) à transferência de energia para o resto do país após o apagão de agosto de 2023.
Amazonas Energia faz novo pedido à Justiça para ser transferida à J&F
A Amazonas Energia entrou com uma ação na Justiça Federal do Amazonas em que pede que o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa, desempate a questão da transferência do controle societário da distribuidora para o grupo J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista. Reunião da diretoria da agência realizada nesta sexta-feira (27) terminou em empate, com os diretores Fernando Mosna, relator do processo, e Ricardo Tili votando por não acatar a decisão judicial liminar que ordenou a mudança societária. Sandoval Feitosa e a diretora Agnes da Costa entenderam que é preciso cumprir a decisão.

