ABDIB NA IMPRENSA: Segurança jurídica do marco legal do saneamento gera grande movimentação no setor
Após a revisão do Marco Legal, o total de investimentos previstos em saneamento deve chegar a R$ 327,9 bilhões para atender a universalização. A estimativa é da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e esse montante inclui projetos já concedidos (R$ 44,3 bilhões), propostas em estudo no BNDES (R$ 105,4 bilhões), investimentos da Sabesp, Copasa, entre outras (R$ 93,5 bilhões) e os recorrentes que serão aplicados por Estados e municípios em dez anos (R$ 84,7 bilhões). “Nos últimos anos, observamos mais mudanças do que tivemos em 20 anos”, diz Venilton Tadini, presidente executivo da entidade. Pelo levantamento da entidade, serão necessários mais R$ 197,5 bilhões até 2033.
ABDIB NA IMPRENSA: O déficit de investimentos
A necessidade de financiamento de infraestrutura surge do déficit existente atualmente. Os baixos níveis de investimento em infraestrutura no Brasil podem ser constatados de diversas maneiras, desde a percepção do cidadão comum quanto à oferta e à qualidade dos empreendimentos do setor, até os resultados de rankings internacionais, em que se avalia comparativamente a oferta de serviços de infraestrutura entre diferentes países.
No mesmo sentido, o Relatório de 2023 da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) indica que há um gap de investimento anual de 2,32% do PIB, que equivale a uma lacuna de aproximadamente R$ 250 bilhões por ano.
Abertura do mercado de gás no Rio atrai grandes consumidores
A abertura do mercado livre de gás natural no Rio de Janeiro marca um importante movimento entre as grandes empresas consumidoras do insumo. A expectativa de migração para esse modelo de contratação é elevada, mas ainda há correções a serem feitas e os riscos para quem entra nesse segmento não são poucos. Os primeiros acordos com produtores ou comercializadoras foram firmados na busca de melhores condições de preço e suprimento, flexibilidade para definir valores de contratos em diferentes indexadores, novos canais de fornecedores e competitividade.
Entrada de novos consumidores depende de tarifas
O ano de 2024 deve significar um ponto de inflexão no mercado de gás no Rio de Janeiro, não apenas pelo avanço do ambiente regulatório, mas pela expectativa de mais oferta e entrantes em busca do combustível para uso em diversos ramos de atuação. Ainda assim, é um processo novo e com demandas que precisam ser atendidas, como a regulamentação da Tarrifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD). Além disso, as transportadoras de gás no Brasil ainda não estão totalmente preparadas para receber consumidores industriais.
Brava Energia será o novo nome da 3R com a Enauta
Brava Energia é o novo nome da empresa resultante da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta, concluída no mês passado. A nova marca, divulgada para o mercado desde sexta-feira (30), reflete o posicionamento de uma petroleira 100% brasileira, resultado de um estudo realizado para o “rebranding” da companhia, disse o presidente da Brava, Décio Oddone. Após a fusão, a marca da 3R Petroleum predominou inicialmente, mas a criação de um novo nome estava nos planos da nova companhia. Enquanto a Enauta tinha uma visão voltada para a diversificação, a 3R tinha como foco “revitalizar, redesenvolver e repensar” campos maduros.
Duplicação da BR-163 avança em MT, após mudanças na concessão
Quem circula pela BR-163 ouve falar, com frequência, sobre a duplicação da rodovia e a chegada da Ferrogrão, ferrovia que pretende ligar os Estados de Mato Grosso e do Pará. Nas rodas de conversa entre os caminhoneiros, a constatação é de que o progresso virá, seja por asfalto ou ferrovia. A realidade está mais favorável, no curto prazo, às novas pistas da 163, principalmente no trecho sob administração da concessionária Nova Rota do Oeste, entre os municípios Itiquira (MT) e Sinop (MT).
Conta de luz ficará mais cara, com bandeira vermelha em vigor a partir de hoje; entenda
A tarifa de energia elétrica voltará a ter sobretaxa a partir deste domingo. Isso porque, em meio à queda no nível dos reservatórios, causada pela seca que atinge o país, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou a bandeira vermelha patamar 2, que entra em vigor hoje. É a primeira vez que isso acontece em pouco mais de três anos. A bandeira vermelha patamar 2 não era acionada desde agosto de 2021. Uma sequência de bandeiras verdes foi iniciada em abril de 2022 e interrompida apenas em julho de 2024, com bandeira amarela, seguida de bandeira verde em agosto.
ONS confirma apagão no sistema isolado de Roraima e diz que energia já foi restabelecida
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou neste domingo, 1º, o desligamento automático total do sistema isolado de Roraima. A ocorrência foi registrada às 11h53. A concessionária Roraima Energia, distribuidora de eletricidade que atende o Estado, informou que um desligamento das usinas termelétricas que atendem a rede local ocasionaram um blecaute no sistema na região. “As causas do desligamento ainda estão sendo avaliadas”, afirmou a empresa.
Silveira: consumidor poderá escolher fornecedor de energia com abertura do mercado livre até 2030
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que o Projeto de Lei (PL) de Reforma do Setor Elétrico vai propor que a abertura do mercado livre de energia ocorra “no máximo” até 2030. Com isso, todos os consumidores passarão a poder escolher seu fornecedor de energia. Ele afirmou que o texto já está pronto e que os debates na Casa Civil e com outros órgãos ligados à Presidência da República já começaram.
Artigo: Brasil precisa de Plano Real de energia com a lógica do mercado, e não a do intervencionismo
Sempre fico pensando por que no Brasil sai governo, entra governo de diferentes matizes ideológicos e as políticas para o setor de infraestrutura não são consistentes, e sempre têm em comum um gostinho de populismo? Fico pensando, também, por que os governos não entendem que quem gera mais emprego e mais renda para a população é o setor de infraestrutura? Sem falar que hoje o grande custo Brasil está na logística. No Brasil, convivemos durante décadas com a inflação até a chegada do Plano Real, que comemorou este ano 30 anos do seu lançamento. O Plano Real da economia deveria inspirar o governo a criar um Plano Real para o setor de infraestrutura e, em particular, o da energia, que trouxesse uma governança moderna permitindo uma maior segurança jurídica e estabilidade regulatória, sempre olhando a lógica de mercado com incentivos à concorrência.
( Adriano Pires, Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) )
Gestoras investem pesado em fundos de infraestrutura em meio a incentivos do governo
Um conjunto de medidas tomadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornou o momento ideal para os fundos de infraestrutura, que têm entregado rentabilidade superior a outros investimentos alternativos, como os fundos imobiliários e os fiagros (fundos do agronegócio). Os fundos de investimento em infraestrutura aplicam em títulos de dívida de concessionárias e empresas autorizadas a explorar serviços públicos de diversos setores, como rodovias, saneamento e energia, e têm como uma característica importante a isenção do Imposto de Renda. Isso se eles tiverem ao menos 85% de suas alocações em debêntures incentivadas.
Aneel anuncia bandeira vermelha 2 em setembro, e conta de luz vai subir
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou, na noite desta sexta-feira (30), que a bandeira tarifária de setembro será vermelha patamar 2, que corresponde a um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Esse é o primeiro acionamento da bandeira vermelha patamar 2 desde agosto de 2021. O motivo da medida, segundo a agência, é a previsão de chuvas abaixo da média em setembro, resultando em expectativa de afluência nos reservatórios das hidrelétricas do país (em cerca de 50% abaixo da média).

