Análise de Impacto regulatório não avança quatro anos após implementação
Criada e tornada obrigatória com o objetivo de dar racionalidade econômica e transparência a decisões da administração pública, a análise de impacto regulatório ainda não decolou no Brasil mais de quatro anos após sua implementação. Por trás do baixo uso da ferramenta por agências reguladoras e órgãos do governo estão, entre outros fatores, a ausência de parâmetros claros para sua adoção e a estrutura insuficiente dos órgãos públicos. Um levantamento realizado pela equipe do projeto Regulação em Números, da FGV Direito, mostrou que apenas 17,8% dos atos normativos editados pelas 11 agências reguladoras federais foram construídos com algum apoio de AIR, sigla para análise de impacto regulatório.
País pagará R$ 100 bi em ineficiências e subsídios na conta de luz em 2024, diz estudo
Um estudo feito pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Livres Energia (Abrace) mostrou que os consumidores brasileiros vão pagar mais de R$ 100 bilhões em ineficiências e subsídios na conta de luz em 2024, o que coloca o Brasil entre os países com as tarifas mais caras do mundo, considerando a renda per capita. O valor representa mais de 27% de todo o custo circulante no setor elétrico brasileiro, que totaliza R$ 366 bilhões. O Brasil tem energia barata e abundante, mas paga uma das contas de luz mais caras do mundo, perdendo para países de baixa renda, como Senegal, Chade, Cabo Verde, Quênia, Filipinas, Nicarágua, entre outros.
Percepção da Eletrobras privatizada melhorou no mercado de dívida externa
Privatizada em 2022, a Eletrobras voltou a emitir títulos de dívida (bonds) no exterior esta semana depois de quatro anos sem recorrer ao mercado de dívida lá fora para captar recursos. O que se viu, a partir da comparação do prêmio exigido para adquirir seus papéis com o de um papel do governo brasileiro, é que a percepção de risco da companhia entre os investidores estrangeiros melhorou. Enquanto em 2020, quando a Eletrobrás havia feito sua mais recente captação, os investidores exigiam um prêmio de 100 pontos-base acima de um título do Tesouro emitido no exterior, na emissão dos bonds feita nesta quinta-feira (05) essa diferença caiu para 65 pontos-base, de acordo com uma fonte próxima à operação.
Artigo: Reflexões sobre o lado positivo e o lado negativo do crescimento do PIB no 2º trimestre
Os resultados do PIB foram bons, mas há uma característica que gostaria de registrar já de partida. Importantes gastos foram antecipados para o início de 2024, especialmente precatórios, o que não se repetirá. Certamente, a intenção foi dar uma força para a atividade econômica, o que foi bem-sucedido, uma vez que a expansão fiscal certamente explica parte dos bons resultados alcançados na atividade. Ao mesmo tempo, estamos em ano eleitoral, quando Estados e municípios antecipam ferozmente seus gastos para terminar obras antes do pleito.
( José Roberto Mendonça de Barros, Economista e sócio da MB Associados )
The Economist: O próximo negócio de US$ 1 trilhão da energia limpa
Descarbonizar o fornecimento de eletricidade do mundo exigirá mais do que painéis solares e turbinas eólicas, que dependem da luz do sol e de uma brisa constante para gerar energia. O armazenamento em escala de rede oferece uma solução para esse problema de intermitência, mas ainda é pouco disponível. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a capacidade instalada global de armazenamento de baterias precisará aumentar de menos de 200 gigawatts (GW) no ano passado para mais de um terawatt (TW, equivalente a mil GW) até o final da década, e quase 5 TW até 2050, se o mundo quiser alcançar as emissões líquidas zero. Felizmente o negócio de armazenar energia na rede está finalmente sendo impulsionado.
Rodovias paulistas da CCR terão pedágio de autoatendimento com pagamento por aproximação; veja quais
Parte das rodovias estaduais de São Paulo administradas pelo Grupo CCR terá, a partir da próxima semana, praças de pedágio com cabines de autoatendimento. A alternativa, segundo a CCR, faz parte da estratégia que busca eliminar o uso do dinheiro nas praças de pedágio até 2026. O autoatendimento permite ao motorista efetuar o pagamento por meio de celulares, relógios ou cartões com tecnologia NFC (por aproximação). Ao chegar à cabine, o valor é exibido na tela, permitindo que o motorista finalize o pagamento com a aproximação. Na avaliação da CCR, o modelo torna a cobrança mais rápida, colaborando para o fluxo das vias.
Eneva fecha contrato para compra de térmicas do BTG, mas operação ainda tem condicionantes
A Eneva anunciou nesta sexta-feira, 6, que celebrou contratos de compra e venda de ações com o BTG Pactual para adquirir usinas termelétricas da instituição financeira. Adicionalmente, também foi celebrado um acordo de associação, que resultará em uma reorganização societária por meio da qual outras duas usinas do BTG Pactual serão incorporadas à Eneva, tendo como contrapartida a emissão de novas ações da companhia em favor do banco. A assinatura dos acordos corresponde a um avanço das negociações anunciadas em julho, quando as Eneva e BTG celebraram três memorandos de entendimentos (MoU) sobre essas operações.
Brasil perderá oportunidade se não aprovar mercado de carbono em breve, diz BloombergNEF
A brasileira Luiza Demôro é chefe global de transição energética da Bnef, o braço de pesquisas da Bloomberg. De Londres, ela coordena a produção de dados ligados à descarbonização em todo o mundo e conversar com investidores de vários países. Ela recebeu a Folha na sede da Bloomberg em São Paulo, onde enfatizou a necessidade de o Brasil tomar de imediato a dianteira das discussões climáticas, aproveitando a presidência do G20 neste ano e da COP no ano que vem.
Anhanguera-Bandeirantes e Castello Branco terão pedágio com autoatendimento a partir de terça (10)
Praças de pedágio de rodovias estaduais paulistas administradas pela CCR vão começar a operar, na próxima terça-feira (10), com postos de autoatendimento, alternativa às cabines tradicionais. Os motoristas que optarem pela tecnologia farão o pagamento sem a intermediação de um atendente da concessionária . Os chamados ATM (máquinas de atendimento automático, na tradução da sigla) vão estar disponíveis no sistema Anhanguera-Bandeirantes, na altura de Campo Limpo, e na rodovia Castello Branco (SP-280), na altura do município de Quadra. Ainda haverá cabines manuais em funcionamento.
Títulos verdes enfrentam desafios, mas são opção para diversificar carteira
Em junho deste ano, o governo brasileiro emitiu títulos soberanos sustentáveis no mercado internacional. Com vencimento para 2032 e taxa de retorno de 6,4% ao ano, a emissão arrecadou US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11,2 bilhões). Segundo o Tesouro Nacional, a proposta do título é “manter uma presença ativa e constante do Brasil no mercado internacional”, atuando em ações com o selo ESG (sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança).
Eletrobras vai modernizar transmissão de energia até 2027
A Siemens Energy anunciou nesta quarta-feira (4) que ganhou contratos avaliados em mais de R$ 300 milhões para revitalizar ativos de transmissão da Eletrobras, em projetos que serão concluídos até 2027 e devem garantir maior resiliência e segurança energética, além de ampliar a capacidade de escoamento de energia. Um dos contratos prevê a modernização da subestação Grajaú, responsável por quase 40% do abastecimento de energia do Rio. O projeto, com entrega prevista para 2027, envolve a substituição de equipamentos do sistema de Subestação Isolada a Gás.
Peso na conta de luz de jabuti para energia solar será de R$ 24 bi
A emenda inserida de última hora na quarta-feira (4), no Senado, para beneficiar geradores de energia solar, que não precisam mais de apoio financeiro, vai custar R$ 24 bilhões para a conta de luz dos brasileiros, de 2024 e 2045. O adendo foi feito no projeto de lei que busca reduzir as emissões de veículos. Isso significa que consumidores brasileiros terão que arcar por duas décadas com uma média de R$ 1 bilhão adicional por ano, para que algumas empresas de GD (geração distribuída) possam ser beneficiadas.
Preços do leilão de energia do Paraguai ficam longe do mínimo necessário de US$ 49,83
Simulações feitas pela Frente Nacional de Consumidores de Energia, e obtidas em primeira mão pela Folha, apontam que o Paraguai teria de comercializar a energia no mercado livre do Brasil acima de US$ 49,83 pelo MWh (R$ 277,53 pelo megawatt-hora), caso queira realizar a sugerida “venda contábil” utilizando a energia de Itaipu, sem perder dinheiro. No final de julho, o Paraguai realizou um leilão para vender 100 MW médios de sua energia no Brasil, sem explicar como entregaria e sem que os trâmites regulatórios fossem concluídos. Nesta sexta-feira (6), a Ande (estatal paraguaia responsável pelo leilão e também pela energia de Itaipu no país vizinho) divulgou a lista de sete comercializadores que foram habilitados naquele leilão, sem deixar claro se já escolheu o vencedor.

