Transporte sobre trilhos do Rio precisa de mais subsídios, afirmam técnicos
Apesar de se estender por mais de 350 quilômetros distribuídos entre a operação de trens, metrô e VLT, a malha ferroviária do Rio para o transporte de passageiros ainda é mal explorada e subutilizada. A avaliação é de autoridades, especialistas e representantes de empresas que participaram nesta terça-feira (18) do evento “Caminhos do Rio – O futuro sobre trilhos”, realizado pelos jornais “O Globo’ e “Extra”, no auditório da Editora Globo, na Cidade Nova, no Rio. A falta de subsídios para o transporte ferroviário de passageiros é um dos principais problemas apontados pelos especialistas. O argumento é que, sem o apoio financeiro, as passagens ficam mais caras, o que torna o modal menos atrativo.
Aportes em GNL crescem mesmo com desafio de ampliar infraestrutura
O mercado de gás natural liquefeito (GNL) no Brasil passa por um momento de expansão, impulsionado pelo aumento da demanda e pela diversificação de fornecedores. Desde a aprovação do Novo Mercado de Gás (Lei do Gás, 2021), o setor está em processo de abertura, reduzindo a dependência da Petrobras, aumentando a oferta de gás importado e incentivando novos investimentos em infraestrutura e comercialização. Ainda assim, permanece concentrado em poucos grupos, entre eles Petrobras, Eneva (BTG) e New Fortress Energy, além de investidores como Carlos Suarez (Termogás).
Silveira: Acordo no STF não garante saída da Eletrobras da Eletronuclear
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (18) que o acordo negociado entre a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Eletrobras, para ampliar o número de cadeiras da União no conselho de administração da companhia, não envolve a mudança no capital social da Eletronuclar. Com a negociação, conduzida no âmbito de processo de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), a Eletrobras esperava se desfazer da fatia de 35,9% detida no capital social da estatal responsável pelas três usinas do parque nuclear em Angra dos Reis (RJ).
Futuro de Angra 3 depende de acordo entre União e ex-estatal
A decisão sobre a retomada das obras de Angra 3 está associada ao desfecho das negociações entre a União e a Eletrobras sobre a governança da companhia e a participação acionária na Eletronuclear, avaliam fontes a par do tema. A tendência, dizem interlocutores, é que o governo só deve anunciar qual será o caminho sobre Angra 3 depois de serem conclídas as conversas entre o governo e a Eletrobras sobre a Eletronuclear. Alguns impasses ainda permanecem entre a ex-estatal de energia e a União. Nesta terça-feira (18), a Eletrobras disse em comunicado que houve evoluções em temas que estão em discussão no processo arbitral na Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Federal (CCAF), mas a empresa e o governo ainda não chegaram a um acordo.
BNDES prevê aprovação de até R$ 30 bilhões em financiamentos para concessões de rodovias em 2025
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) projeta para este ano a aprovação de até R$ 30 bilhões para financiar concessões de rodovias. Caso a estimativa seja confirmada, o aporte superaria o recorde do ano anterior. — Em 2024, o BNDES teve um recorde de aprovação: R$ 23,5 bi de crédito para o setor rodoviário, comparado com a série histórica, que é de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões por ano. Neste ano, a gente vai aprovar, pelo menos, R$ 25 bilhões, podendo chegar a R$ 30 bilhões — disse a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do banco, Luciana Costa, de acordo com a agência de notícias do BNDES.
Brasil voltará a importar energia da Venezuela para Roraima após seis anos
O Brasil voltará a importar energia elétrica da Venezuela para suprir a demanda de carga de Roraima. Depois de seis anos, governo retomará a medida para reduzir custos e aliviar o sistema elétrico da região, que atualmente depende apenas da geração de usinas termelétricas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta terça-feira a operação e os pagamentos à comercializadora Bolt Energy, que vai cuidar do processo de importação da eletricidade.
Redução de geração de Belo Monte após decisão do Ibama pode custar até R$ 2,4 bi, diz Aneel
A decisão do Ibama que determinou uma redução da geração da usina Belo Monte pode ter um custo entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,4 bilhões para os consumidores de energia elétrica de todo o país, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, nesta terça-feira. Em reunião ordinária da Aneel, Feitosa estimou que a decisão do órgão ambiental vai levar a uma perda de 2.400 MWm (megawatts médios) para o sistema elétrico durante seus picos de consumo, quando demanda mais energia, como no fim da tarde e início da noite.
Silveira sobre Margem Equatorial: ‘Não pode falar que não vai fazer ou que vai enrolar’
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou nesta terça-feira, 18, sua defesa da exploração na Margem Equatorial, argumentando que já há uma decisão política e consenso do governo sobre o tema. Ele cobrou a decisão técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). “Não pode falar que não vai fazer ou que vai enrolar”, disse o ministro em coletiva de imprensa após a primeira reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 2025. Silveira voltou a criticar o atraso do Ibama na decisão e disse que o governo Lula nunca defendeu que o Instituto deixe de atender a legislação ambiental.
Tarcísio elogia ‘sensibilidade’ de Lula sobre túnel Santos-Guarujá e anuncia leilão para agosto
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 18, ao falar sobre a reunião que teve com o petista para a definição do leilão do túnel Santos-Guarujá. Ele informou que o pregão acontecerá em 1º de agosto. “É bom que se registre, houve muita sensibilidade do governo federal e quero agradecer publicamente”, disse. O presidente e o governador conversaram na quarta-feira passada, 12, em reunião fora das agendas de ambos. Tarcísio também não publicou o encontro em suas redes sociais, preferindo postar um vídeo cumprimentando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em almoço.
Folha renova campanha em defesa da energia limpa
Ao completar 104 anos de fundação, nesta quarta (19), a Folha renova por tempo indeterminado a campanha pela expansão da energia limpa no Brasil, lançada há um ano. O slogan “Um jornal em defesa da energia limpa” continuará sendo exibido no alto da primeira página da versão impressa e da página principal de seu site, em substituição ao tradicional “Um jornal a serviço do Brasil”, usado desde 1961.
Só DF e Roraima não têm balcões de mediação contratual com concessionárias
Vinte e cinco dos 27 estados e territórios brasileiros já possuem legislação que autoriza a repactuação contratual entre o poder público e concessionárias –a chamada solução consensual. Popularizada com acordos bilionários mediados pelo TCU (Tribunal de Contas da União), a resolução consensual voltou à tona com a aprovação, pelo TCE (Tribunal de Contas Estadual) da Bahia, de um acordo de R$ 11 bilhões com o grupo chinês liderado pela CCCC, que construirá uma ponte de 15 km entre Salvador e a ilha de Itaparica.
Alckmin critica estados que privatizam saneamento ‘para fazer caixa’
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta terça-feira (18) a realização de parcerias com o setor privado, mas criticou estados que privatizam serviços de saneamento básico “para fazer caixa”. Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, não citou nominalmente nenhum estado. “Os governos estaduais muitas vezes querem fazer caixa, vendem um ativo para pegar R$ 1 bilhão, R$ 2 [bilhões], R$ 3 [bilhões], R$ 4 [bilhões], R$ 5 bilhões e não pagam dívida, torram o dinheiro em pessoal e custeio, ficam sem o ativo, continuam com a dívida e deixam para o futuro um estado sem ativo, com maior folha de pessoal e com mais custeio”, disse no evento Brazilian Regional Markets, organizado pela Apex em Brasília.
Menor geração em Belo Monte poderá custar até R$ 2,4 bi a consumidores, diz Aneel
A decisão do Ibama que determinou uma redução da geração da usina hidrelétrica de Belo Monte poderá acarretar custos aos consumidores de energia elétrica entre R$1,2 bilhão a R$2,4 bilhões, disse nesta terça-feira (18) o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa. Em reunião de diretoria do regulador, Feitosa afirmou que a determinação do órgão ambiental preocupa, pois irá levar a uma perda de 2.400 MWm (megawatts médios) para o atendimento da ponta de carga, isto é, nos momentos em que o sistema elétrico precisa de maior potência, como no fim da tarde.
Brasil voltará a importar energia da Venezuela para Roraima após seis anos
O Brasil voltará a importar energia elétrica da Venezuela para suprir a demanda de carga de Roraima. Depois de seis anos, o governo retomará a medida para reduzir custos e aliviar o sistema elétrico da região, que atualmente depende apenas da geração de usinas termelétricas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta terça-feira a operação e os pagamentos à comercializadora Bolt Energy, que vai cuidar do processo de importação da eletricidade.
Brasil adere a fórum de discussão da Opep sobre transição energética
O Brasil aderiu à carta de cooperação entre os países produtores de petróleo. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 18, pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após reunião do reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Inicialmente, a reportagem dizia que o país havia aderido à Opep+, grupo que reúne países aliados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mas a informação foi corrigida.
Chineses de olho em obras da Linha 5 do metrô em São Paulo
O Grupo CCR, líder em infraestrutura de mobilidade no Brasil, está em fase final de elaboração do projeto de expansão da Linha 5 do Metrô de São Paulo, ligando o bairro de Santo Amaro a outras regiões da cidade e orçada em 3,5 bilhões de reais. A estatal chinesa PowerChina já entregou proposta para assumir as obras. Em 2025, serão destinados cerca de 340 milhões de reais para a Linha 4 e Linha 5, contemplando estudos de extensão, melhorias nas estações, atualizações tecnológicas e a continuidade das obras em Santo Amaro.
Avaliação financeira do Metrô do Rio deve despencar após revisão da tarifa
Até julho deste ano, um grupo de trabalho estabelecido pelo governador do Rio, Cláudio Castro, apresentará uma nova metodologia para definir o preço da passagem do Metrô do Rio – atualmente a mais alta do país, custando R$ 7,50. Um detalhe importante: essa metodologia terá efeitos retroativos devido a uma decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A mudança deve se tornar mais uma dor de cabeça para João Fukunaga, presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, mais conhecida como Previ. Já sob intensa pressão devido a um rombo de 14 bilhões de reais registrado em um fundo da Previ no ano passado, Fukunaga verá a avaliação patrimonial do Metrô do Rio despencar.
ANAC abre consulta pública sobre revisão do teto tarifário do Aeroporto Santos Dumont
A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) iniciou, na última segunda-feira (17), uma consulta pública solicitada pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) para revisar o teto de receita do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A solicitação foi motivada pela queda no número de passageiros, mudanças na malha aérea e a necessidade de elevados investimentos no terminal, conforme detalhado no relatório. A consulta ficará aberta até o dia 6 de março.

