BNDES vai destinar R$ 1,5 bi para plano de universalização do saneamento em Manaus
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai liberar R$ 1,5 bilhão para financiar o plano de universalização da cobertura de esgoto da cidade de Manaus. A operação mira viabilizar o plano de investimentos da Águas de Manaus, concessionária responsável pelos serviços de água, coleta e tratamento de esgoto da capital do Amazonas. Serão R$ 255 milhões vindos de apoio direto do BNDES Finem, a linha de crédito do banco, e R$ 1,245 bilhão da emissão de debêntures incentivadas, coordenada pelo próprio BNDES.
Artigo: Energia para a Inteligência Artificial
A corrida para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) vai exigir grande demanda por energia elétrica para operação e resfriamento de enormes data centers. O presidente Donald Trump avisou que os Estados Unidos terão de dobrar sua atual capacidade de produção de energia elétrica. As infraestruturas utilizadas para o treinamento e funcionamento dessas tecnologias dependem de instalações físicas que abrigam máquinas, computadores e equipamentos responsáveis pelo processamento, armazenamento e distribuição de dados. Precisam estar disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana. É um processo irreversível em economias cada vez mais digitais que precisam de forte aumento de produtividade.
(Celso Ming, Comentarista de Economia e Pablo Santana, Repórter da editoria de Economia, atua na Coluna do Celso Ming desde 2021. Formado pela Universidade Federal da Bahia, com extensão em Jornalismo Econômico realizada durante o 9º Curso Estado de Jornalismo Econômico.)
Mecanismo que reduz demanda por térmicas agrada indústria, e ONS prepara próximos leilões
O ONS (Operador Nacional do Sistema) concluiu na sexta-feira (31) a primeira experiência do Brasil com um leilão de resposta da demanda por disponibilidade. Nesse mecanismo, grandes consumidores de energia, como indústrias pesadas, ofertam a redução de suas cargas em determinados horários em troca de remunerações fixas. De novembro a janeiro, três metalúrgicas (Gerdau, Maringá e Rima) se comprometeram a reduzir seus consumos de eletricidade quatro vezes por mês, das 18h às 22h. É nesse período em que se concentra a maior demanda por eletricidade no país e, como as usinas solares não conseguem gerar energia, o ONS precisa acionar termelétricas movidas a gás natural para atender a carga nacional.
Gás natural é alternativa a fontes fósseis piores e não substitui renováveis
O gás natural, assim como o petróleo, é formado pela decomposição de matéria orgânica em condições particulares: baixo teor de oxigênio, pressão e temperatura elevadas, daí ser encontrado em depósitos subterrâneos, no solo ou sob o mar. Normalmente, está associado ao petróleo, mas existem jazidas apenas com gás natural.Combustível fóssil e poluente, ele tem forte impacto nas mudanças climáticas por ser formado principalmente por metano, um potente gás de efeito estufa. O metano é capaz de aquecer o planeta cerca de 30 vezes mais que a mesma quantidade de dióxido de carbono. Alguns estudos recentes, porém, identificaram que o impacto pode chegar a 80 vezes mais ao longo de 20 anos.
Após ano fora da curva, fundos de infraestrutura podem perder ímpeto com cenário desafiador
Os fundos de investimento em infraestrutura tiveram um ano fora da curva em 2024. O segmento somou R$ 111,2 bilhões em captação líquida no ano passado, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) —um salto de mais de 700% em relação aos R$ 13,8 bilhões de 2023. A bonança do setor, no entanto, deve perder parte do ímpeto neste ano, segundo especialistas consultados pela Folha.
Gás demanda R$ 140 bi em investimentos em dez anos e atrai capital privado
A disputa de pesos pesados do capital privado brasileiro no setor de gás mira um mercado que vai demandar ao menos R$ 140 bilhões em investimentos nos próximos dez anos apenas da boca do poço para a frente, sem contar com exploração e produção. Cinco grandes grupos estão se posicionando no setor, não apenas no âmbito dos negócios, mas também nos bastidores da política, uma vez que a disputa envolve concessões públicas. São eles Eneva, cujo principal acionista é o banco BTG, de André Esteves, Âmbar, braço de energia da J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, grupo Cosan, de Rubens Ometto, com Compass e Commit, o grupo Energisa, da Família Botelho, e a Termogás, do empresário Carlos Suarez.
Aneel anuncia bandeira verde para fevereiro na conta de luz, sem cobrança extra
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) definiu nesta sexta-feira (27) que a bandeira tarifária do setor elétrico brasileiro em fevereiro será verde, sem custo extra nas contas de energia dos consumidores. Esse será o terceiro mês seguido sem valores adicionais. A agência afirma que o volume de chuvas e as boas condições dos níveis dos reservatórios garantiram a classificação. “Os consumidores não terão custo adicional nas contas de energia devido à previsão da geração hidrelétrica favorável”, disse a agência.
Proposta para concessão da Fico/Fiol prevê que construção da Fico 2 será por acordo
A diretoria colegiada da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou, na última quinta-feira (30), a proposta de abertura de audiência pública para a concessão da Fico/Fiol (Ferrovia de Integração Centro-Oeste/Oeste-Leste). O período para contribuições será de 7 de fevereiro a 24 de março de 2025. Serão realizadas três sessões públicas: 11 de março, em Brasília (DF); 12 de março, em Salvador (BA); e 14 de março, em Cuiabá (MT), de acordo com a proposta relatada pelo diretor Felipe Queiroz, disponível neste link.
Em modelo de project finance, EPR Litoral Pioneiro recebe R$ 6,38 bi de financiamento do BNDES
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) oficializou um financiamento de R$ 6,38 bilhões à concessionária EPR Litoral Pioneiro, em modelo de Project Finance, em cerimônia no Palácio do Planalto, na última quarta-feira (29). O montante se divide em R$ 5,55 bilhões em emissão de debêntures em apoio à concessionária e R$ 829 milhões em financiamento direto. Os recursos serão direcionados às obras de modernização de 605 quilômetros do Lote 2 das rodovias integradas do Paraná.
Projeto exige acessibilidade e soluções sustentáveis em obras públicas
Acessibilidade e sustentabilidade podem se tornar obrigatórias em obras públicas, caso seja aprovado o projeto de lei 4.936 de 2024, apresentado pelo senador Romário (PL-RJ). A proposta altera a lei 125, de 1935, que estabelece regras sobre a construção de edifícios públicos. O projeto está atualmente na Comissão de Direitos Humanos e ainda passará pela Comissão de Meio Ambiente e pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde terá decisão terminativa.O texto determina que a construção e a reforma de prédios públicos deverão observar as normas federais, estaduais e municipais relacionadas à acessibilidade, além de apresentar soluções sustentáveis que minimizem o impacto ambiental e promovam a eficiência energética.
Solfácil dobra ‘presença’ nos telhados e expande oferta de produtos solares
Veterana do financiamento à instalação de painéis solares no Brasil, a Solfácil emprestou R$ 1,5 bilhão no ano passado e chegou ao lucro pela primeira vez. Agora, se prepara para dar um novo passo, por meio de uma nova licença junto ao Banco Central para acelerar sua captação de recursos e da entrada em novo filão desse ecossistema: vender baterias. — Dobramos o financiamento no ano passado e nos tornarmos o maior financiador de kits solares residenciais do país — afirma o diretor financeiro Guillaume Tiret, francês que chegou ao Brasil como executivo do braço de investimento do Banco Mundial e fundou a Solfácil ao lado do CEO Fabio Carrara.

