No TCU, repactuações de concessões sofrem as primeiras baixas
A lista de repactuações de concessões de infraestrutura, que na semana passada teve sua primeira aprovação pelo TCU (Tribunal de Contas da União), também já começa a ter baixas. O contrato do aeroporto de Viracopos, controlado por Triunfo e UTC, não deverá chegar a uma renegociação para permanência dos sócios, de acordo com fontes. Em rodovias, a ViaBahia, do grupo Roadis, até chegou a um acordo, mas para a saída da companhia, segundo apurou o Valor. Há também outros casos de concessionárias que pediram a repactuação, mas ou já tiveram o pleito negado, ou têm enfrentado muita dificuldade para ter a proposta admitida.
Artigo:Barões da energia e a nossa conta
Na energia o governo tem errado muito. Erros que podem aumentar a conta de luz no futuro. Esse setor é um campo minado de interesses privados e tem um único pagador de todas as promessas: o consumidor. Todo o cuidado é pouco. Decisões erradas do governo têm riscos e custos. Entrar em briga para que a Aneel aceite o acordo das térmicas e da Amazonas Energia é mandar o consumidor pagar R$ 8 bilhões a mais do que pagaria para viabilizar um negócio que só favorece o J&F, dos notórios Joesley Batista e Wesley Batista.
( Míriam Leitão )
O Globo
‘Títulos verdes’ serão uma das principais estratégias das empresas no Brasil para ESG, mostra estudo
Mais do que planejar investimentos voltados para operações sustentáveis nos negócios, os diretores financeiros (CFOs, na sigla em inglês) das empresas no Brasil pretendem adotar estratégias da “agenda verde” para captação de recursos. A emissão de títulos de dívida “verdes”, como green bonds e sustainability bonds, é citada como a segunda maior prioridade desses executivos nos próximos anos. A iniciativa aparece entre os principais focos da área financeira dentro de iniciativas voltadas ao meio ambiente. De acordo com a 4.ª edição da pesquisa “O Perfil do CFO no Brasil”, elaborada pelo Insper e pela consultoria Assetz e lançada no mês passado, a emissão desses títulos aparece à frente de prioridades de investimento em economia circular; em energia limpa e renovável; em redução de emissões de carbono; e em projetos de preservação da biodiversidade, respectivamente.
Âmbar, dos irmãos Batista, faz nova proposta para assumir Amazonas Energia
A Âmbar Energia pediu nesta quarta-feira (2) que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprove uma nova proposta apresentada para assumir o controle societário da Amazonas Energia, na qual a empresa se compromete com um aporte de R$ 6,5 bilhões ainda neste ano para reduzir a dívida da distribuidora e prevê impacto menor aos consumidores de energia. A Âmbar, controlada pela holding J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, entrou com recurso administrativo no processo em andamento na Aneel depois de ter rejeitado a proposta aprovada na véspera pela agência, que seguia termos e condições elaborados pela área técnica do órgão.
Principal chefe do xisto diz que EUA estão ‘excepcionalmente vulneráveis’ a choque do petróleo do Oriente Médio
O magnata do xisto dos EUA, Harold Hamm, acusou a administração Biden de deixar a nação “excepcionalmente vulnerável” a um choque de preços do petróleo do Oriente Médio ao drenar sua reserva estratégica de petróleo, prejudicando a produção doméstica e atrapalhando a política externa. O fundador da Continental Resources disse ao Financial Times que estava “muito preocupado” que o conflito no Oriente Médio pudesse interromper o fornecimento global de petróleo, enquanto o setor do xisto dos EUA foi colocado em uma “condição enfraquecida”, incapaz de aumentar rapidamente a produção.
Tarcísio assina concessão de lote de rodovias do litoral sul
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, assina nesta quinta-feira (3) o contrato de concessão do Lote Litoral Paulista, trecho que engloba 213 km de rodovias e liga municípios do Alto Tietê, da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. O projeto prevê investimentos de R$ 4,3 bilhões durante os 30 anos da concessão, que será operada pelo consórcio Novo Litoral, liderado pela CBI (Companhia Brasileira de Infraestrutura) em conjunto com a CLD Construtora.
Governo de São Paulo conclui processo de privatização da Emae
O Governo de São Paulo e o Fundo Phoenix FIP assinam nesta quarta-feira (2) o contrato de compra e venda das ações da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), concluindo o processo de privatização da companhia, que era a última estatal de energia do estado de São Paulo. A assinatura é feita após ser emitida a certidão de trânsito em julgado da aprovação da compra pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sem restrições, na semana passada. O Fundo Phoenix foi o vencedor do leilão de privatização da Emae, realizado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Governo de SP em abril deste ano. Com uma oferta de R$ 70,65 por ação, o grupo arrematou toda a fatia que o estado possui na companhia, numa transação de mais de R$ 1,04 bilhão.
Governo prepara 1ª etapa do Desenrola Agências Reguladoras e espera arrecadar R$ 4 bi
A AGU (Advocacia-Geral da União) prevê publicar até a próxima sexta-feira (4) portaria com as regras da primeira etapa do programa Desenrola Agências Reguladoras. A expectativa do órgão é arrecadar R$ 4 bilhões neste ano com multas aplicadas por autarquias e fundações públicas federais, um passivo que chega a quase R$ 100 bilhões. De acordo com a AGU, a norma indicará as formas de pagamento, os descontos e o prazo para apresentação dos requerimentos de adesão à transação de dívidas não tributárias com esses órgãos. Veja abaixo as maiores dívidas.
China injetou mais de US$ 100 bilhões no exterior em tecnologias de energia limpa, diz pesquisa
Os investimentos de empresas chinesas no exterior em projetos que envolvem tecnologias de energia limpa ultrapassaram US$ 100 bilhões (R$ 541,87 bilhões) desde o início de 2023, segundo o grupo de pesquisa australiano CEF (Climate Energy Finance) divulgou nesta quarta-feira (2). A China é o maior produtor e exportador mundial de produtos como painéis solares, baterias de lítio e veículos elétricos, com suas capacidades de investimento, inovação e fabricação liderando o mundo por uma “margem surpreendente”, disse a entidade em um estudo.
Ministro critica Aneel após caso J&F e bandeira vermelha e diz que agência politiza temas
O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) criticou nesta quarta-feira (2) a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) dizendo que o órgão vive um quadro de “completa desarmonia” entre diretores, área técnica e em relação a seu papel como regulador da legislação do país. Os comentários foram feitos após uma pergunta sobre a decisão no dia anterior da Aneel, que permitiu a venda da Amazonas Energia para o J&F –mas reduzindo em R$ 8 bilhões as flexibilizações solicitadas pelo grupo da família Batista (dono também da produtora de carnes JBS). A proposta foi recusada pela Âmbar Energia.

