O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, já prometeu “lotar os estaleiros” brasileiros com obras, mas o governo ainda estuda medidas para viabilizar as encomendas e resolver gargalos para garantir as compras no país sem necessidade de mudanças legais. O ritmo das licitações não é consenso nem na própria Petrobras, que mais uma vez recebeu a missão de liderar o programa de retomada da indústria naval. O debate interno foi admitido por Prates em entrevista na semana passada. “Já existe consenso na Petrobras de que é melhor fabricar aqui do que afretar? Não existe. Ao contrário, existe uma cultura bastante arraigada de que o afretamento [aluguel] é mais competitivo”, disse o executivo. “Para fazer navio ou plataforma aqui tem de fazer um esforço.”
