Vale busca arranjo para compra do Porto Sudeste

A Vale tem buscado uma estrutura para participar da disputa pelo Porto Sudeste, no Estado do Rio de Janeiro, sem desembolso direto de caixa na aquisição, apurou o Valor. A alternativa em estudo é um contrato de longo prazo do tipo “take-or-pay”, pelo qual a mineradora garantiria ao terminal volumes mínimos de minério de ferro, mesmo sem utilizar integralmente a capacidade contratada. O compromisso daria previsibilidade às receitas do Porto Sudeste e ajudaria o grupo comprador a precificar e financiar a aquisição. O arranjo também seria uma forma de amenizar eventuais problemas com órgãos antitruste com a operação, uma vez que a Vale já tem um terminal em Itaguaí (RJ).

Valor Econômico

 

ICTSI e Maersk travam disputa em Santos e Suape

Em lados opostos na disputa pelo terminal portuário Tecon Santos 10, dois dos principais grupos globais do setor travam um embate no Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco. A filipina ICTSI, operadora do terminal de Suape, que é público, tenta reverter a decisão da Maersk de retirar suas cargas do espaço e direcioná-las para seu novo terminal privado, inaugurado em julho. A mudança, segundo a ICTSI, pode levar a um processo de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato ou a um pedido de indenização. A ICSTI estima perder 30% da movimentação no terminal público com a destinação das cargas para o novo terminal da APM Terminals, do grupo da Maersk.

Valor Econômico

 

Na crise da geração solar, quem cresce seu arsenal de painéis é o BTG

Depois de executar as garantias do grupo Rio Alto na Paraíba, como a coluna revelou em julho, o BTG Pactual está fazendo o mesmo com a Thopen. Um dos maiores grupos de geração distribuída do país e parte do Denham Capital, a companhia pediu recuperação judicial na terça-feira, com um passivo de R$ 4,5 bilhões. Com a execução das garantias, o BTG vai assumir três fazendas fotovoltaicas da Thopen no Piauí e no Espírito Santo. Surgida a partir da RZK Energia, a Thopen pediu recuperação judicial depois de comprar ativos como a Matrix Energia e a Vip Air. A companhia diz ao mercado ter mais de 300 mil unidades consumidoras sob sua gestão e manter mais de 200 ativos de geração pelo país, com 700 megawatts-pico (MWp) de capacidade instalada.

O Globo

 

Venda da Rumo entra na fase final com Grupo México, Cofco e Bunge no páreo

A venda da Rumo Logística está em fase final, recebendo propostas vinculantes por parte da fatia do Grupo Cosan na companhia, apurou a Coluna. A ideia é a venda de cerca de 15% da Rumo, o equivalente a R$ 5 bilhões. Entre os interessados que se apresentam nessa fase estão apenas o Grupo México e Cofco, que teria feito proposta conjunta com a Bunge, disseram fontes próximas à transação. O Grupo Ultra, por sua vez, deixou o processo antes da fase vinculante por falta de consenso em relação ao preço do ativo. A Inpasa, biorrefinaria de grãos que também participou do processo e chegou a ser apontada por fontes como parte da etapa atual, afirmou em nota que “não fez proposta vinculante pelo ativo”.

O Estado de S.Paulo

 

Falta de infraestrutura de IA limita crescimento de startups brasileiras

Três em cada quatro startups brasileiras de inteligência artificial (IA) esperam aumentar o uso de infraestrutura computacional nos próximos 12 meses, aponta pesquisa da Axia Energia, antiga Eletrobras. A perspectiva de maior demanda soa como um alerta, já que há um descasamento em relação ao crescimento da capacidade de processamento no Brasil, avalia Maiza Pimenta Goulart, diretora do grid de inovação da Axia. Mais de um terço das 90 empresas ouvidas relatam que já tiveram a operação limitada pela infraestrutura disponível. Goulart aponta que esta limitação é sobretudo no momento de escalar o negócio.

O Estado de S.Paulo



Artigo: Data centers: a dúvida é quanto de energia, água e infraestrutura o Brasil consegue fornecer 

A disparada do uso da inteligência artificial (IA) no Brasil abre mercado de bilhões de dólares para os data centers. Mas há estrangulamentos a enfrentar. O data center é a instalação física que concentra servidores, sistemas de armazenamento, redes de comunicação e equipamentos responsáveis por processar e distribuir grandes quantidades de informação. Não é coisa nova. Coisa nova é a mudança de escala dessa infraestrutura, em consequência da enorme expansão do uso da IA generativa.

( Celso Ming, Jornalista e comentarista de economia )

O Estado de S.Paulo

 

Porto de Paranaguá vê tentativa de sabotagem em atuação de rival privado

O porto de Paranaguá (PR), o segundo maior complexo portuário do país em movimentação de cargas, está no centro de uma disputa bilionária por expansão territorial, em um processo conturbado que passou a envolver acusações de suposta sabotagem contra a expansão da área pública. A Folha teve acesso a documentos de um processo judicial que corre no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que trata dessa disputa. A administração do Paranaguá cita uma denúncia feita na esfera administrativa ao Ministério dos Portos e Aeroportos, que atribui ao projeto de um porto privado vizinho uma ofensiva contra a expansão do terminal estatal.

Folha de S.Paulo

 

Maior térmica do Brasil é paralisada após falha em equipamento

A usina GNA II, maior termelétrica do país, interrompeu sua operação em 10 de agosto, após uma falha no disjuntor da turbina a vapor, que afetou o transformador elevador da unidade, segundo fato relevante da companhia divulgado nesta quarta-feira (19). Com 1,7 gigawatt (GW) de potência instalada, a usina pertence a uma joint venture entre BP, Siemens e SPIC Brasil. Localizado no complexo portuário do Açu, no Rio de Janeiro, o empreendimento é movido a gás natural e iniciou as operações em maio de 2025.

Folha de S.Paulo

 

Energia limpa avança nos EUA apesar de esforços de Trump para frear transição energética

Donald Trump está à frente de uma expansão inesperada da energia limpa, conforme o aumento da demanda por eletricidade estimula investimentos em nova capacidade. Esse movimento ocorre apesar dos esforços do governo dos Estados Unidos para impedir o avanço das energias solar e eólica. A nova capacidade de energia limpa aumentará em um recorde de 45 gigawatts neste ano, segundo a S&P Global Energy —o equivalente à demanda média de eletricidade da Turquia. O aumento é cerca de 25% superior ao recorde anterior, estabelecido em 2024.

Folha de S.Paulo

 

Plenário do TCU derruba decisão contrária a negócio da família de ministro da corte no porto de Santos

O plenário do TCU (Tribunal de Contas da União) derrubou uma medida cautelar que paralisou o contrato de uma área logística no porto de Santos. O certame foi vencido por um consórcio que tem entre seus donos o sogro do ministro Bruno Dantas, que integra a corte. A medida cautelar tinha sido imposta pelo ministro Augusto Nardes na última semana, contra uma licitação feita pela APS (Autoridade Portuária de Santos) para implantação de um condomínio logístico na região do Saboó, na margem direita do porto paulista.

Folha de S.Paulo

 

EDP defende transição entre normas de curtailment para aderir a termo

O CEO da EDP no Brasil, João Brito, defendeu nesta quarta-feira (19) regras de transição entre o período de ressarcimento dos cortes de geração (curtailment), previsto em lei, e a nova regra da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) que deve tratar dos cortes futuros. Segundo ele, seria necessária essa previsibilidade para que os agentes adiram ao termo de compromisso regulamentado por portaria do MME (Ministério de Minas e Energia). Conforme a lei da reforma do setor elétrico (nº 15.269/2025), as empresas têm direito a ressarcimento pelo curtailment sofrido entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025 por razões de confiabilidade do sistema e indisponibilidade externa. 

Ag. Infra

El Niño faz Belo Monte reduzir vazão de água de reservatório

A usina hidrelétrica Belo Monte anunciou nesta quarta-feira (19) que começou a reduzir a vazão destinada ao reservatório intermediário como medida preventiva diante dos possíveis impactos do fenômeno El Niño na região Norte. A central, localizada no rio Xingu, no Pará, teve as operações reduzidas no último domingo (16) e prevê uma redução gradual de 300 metros cúbicos por segundo para 100 m³/s. Segundo a Norte Energia, responsável pela usina, a mudança não altera o volume de água destinado à Volta Grande do Xingu.

CNN Infra