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Seção : OPINIÃO ABDIB

Artigos que expressam o ponto de vista dos principais executivos e porta-vozes da Abdib


A diferença entre teoria e prática nunca foi tão clara como no caloroso debate sobre a substituição da TJLP pela TLP. A implementação de um desajuste fiscal, que priorizou a redução das despesas com investimentos e, manteve os privilégios de segmentos abastados do setor público, colaborou significativamente para a queda dos investimentos da economia e o agravamento da crise econômica. De janeiro a junho de 2017, dados sobre a despesa do governo federal mostram que os investimentos foram reduzidos em R$ 11 bilhões.

Venilton Tadini é presidente-executivo da Abdib

Crises costumam evidenciar entraves e soluções e imprimir urgência na adoção de iniciativas importantes. A agenda para destravar investimentos e reforçar a segurança jurídica está encaminhada e precisa ganhar torque para a infraestrutura ser, de fato, catapulta para impulsionar a retomada da atividade econômica e aumentar a competitividade sistêmica da nossa economia. 

Venilton Tadini é presidente-executivo da Abdib


Em um curto período de tempo, Donald Trump já deu importantes passos demonstrando qual será o direcionamento da sua política econômica. Provavelmente a principal diferença em relação aos presidentes anteriores está nas relações comerciais. Segundo Trump, décadas de abertura comercial foram responsáveis pelo colapso da manufatura americana. Argumenta ele, portanto, que é fundamental rever os acordos de livre-comércio que envolvam os Estados Unidos, a fim de garantir a recuperação dos empregos e dos salários dos trabalhadores norte-americanos.

Fonte: Estadão.com


Igor RochaO recém divulgado relatório da United Nations Conference on trade and Development (UNCTAD) traz relevantes contribuições a questão do desenvolvimento da estrutura produtiva dos países. São identificadas algumas questões críticas a serem abordadas a fim de colocar em prática processos de transformação estrutural das economias em desenvolvimento.


Ralph_Lima_Terra-Abd (2)Os investimentos em infraestrutura cresceram continuamente nos últimos anos, até atingir a proporção de 2,6% do PIB em 2013. Em 2004, dez anos atrás, o setor recebeu investimentos da ordem de 1,7% do PIB. Mesmo reconhecendo o avanço e os esforços empreendidos, é notório que o Brasil precisa aumentar ainda mais essa taxa de investimento em infraestrutura. A meta mínima é algo em torno de 5,0% do PIB, nos setores de transportes, energia elétrica, telecomunicações e saneamento básico.


Rodolpho Tourinho (Foto jul 2014) (2)Ao longo dos anos 90, o Brasil realizou no âmbito da União, dos Estados e Municípios um dos maiores programas de participação privada em infraestrutura do mundo, que entre outros méritos, universalizou a telefonia, criou as bases para a universalização do acesso a energia elétrica, e aumentou a eficiência na gestão de infraestruturas de transportes, como rodovias e portos.


Paulo Godoy (7)O programa de concessão lançado em 2012 pelo governo federal para as áreas de transportes – aeroportos, rodovias, ferrovias e portos – é uma política pública extremamente promissora. Além de transferir para o setor privado a responsabilidade de financiar, investir e operar empreendimentos essenciais para o bem-estar da sociedade e para a competitividade da economia, aposta no modelo de concessão como pilar para ampliar e modernizar a infraestrutura brasileira.


Paulo Godoy (7)Após relevante período de estagnação do crescimento econômico, o Brasil iniciou, a partir de 2002, um novo ciclo de desenvolvimento, impulsionado, dentre outros fatores, pela inclusão de parcela expressiva da sociedade na cadeia de consumo, pela gestão de grandes eventos (tais como copa do mundo e olimpíadas), e pela perspectiva resultante da estabilização financeira e regulatória no País.


Paulo Godoy (7)As manifestações sociais em mais de cem cidades brasileiras em junho deste ano evidenciaram que as pessoas querem novos padrões na prática política e melhorias substantivas e urgentes nos serviços públicos, incluindo os de infraestrutura. Os governantes e representantes políticos não podem continuar surdos a esses pleitos e precisam ter coragem e sensatez para fazer o que é certo. Para disciplinar o comportamento político, mudanças de regras e atitudes podem ser feitas e surtir resultado em pouco tempo. Para ampliar a oferta e a qualidade de serviços públicos, as decisões precisam ser tomadas agora para que os benefícios sejam sentidos ao longo dos próximos anos.

Paulo Godoy (7)O cachorro está latindo na frente da árvore errada. Essa é a sensação que surge após algumas respostas dos governantes às manifestações das ruas. Apesar de difusas, as mensagens das cartolinas, vistas em conjunto, pediram claramente por novos padrões na prática política e melhorias substantivas e urgentes nos serviços públicos, incluindo os de infraestrutura. Para disciplinar o comportamento político, mudanças de regras e atitudes podem ser feitas e surtir resultado em poucos meses. Para ampliar a oferta e a qualidade de serviços públicos, as decisões precisam ser imediatas para que os benefícios sejam colhidos no médio e longo prazo.


Ralph_Lima_Terra-Abd (2)O Brasil disputa, no momento, com diversos países, o direito de organizar a Exposição Mundial na cidade de São Paulo em 2020. A candidatura foi lançada ainda em 2011 e a definição do vencedor será em novembro deste ano.

Paulo Godoy (7)A taxa de investimento em relação ao PIB atingiu 18,4% no primeiro trimestre, um desempenho abaixo do necessário para um país que precisa crescer de forma mais robusta e continuada, carreado principalmente pela evolução da formação bruta de capital fixa.


Paulo Godoy (7)Nas últimas semanas, as pessoas assistiram incrédulas as intermináveis filas de caminhões para acessar a estrutura portuária de Santos e escoar a chamada supersafra de grãos, expondo grotescamente as deficiências de nossa infraestrutura.

Foi triste assistir os evolvidos em um “jogo de empurra” inaceitável. A autoridade portuária afirmando que o problema é fora do porto, o operador portuário alegando que está trabalhando no limite, o operador da estrada entendendo ser vítima do processo, as agências de fiscalização e regulação estaduais e federais se entreolhando, esperando para ver “quem pisca primeiro”.


Paulo Godoy (7)Mesmo considerando as adversidades conjunturais e estruturais da economia internacional, cujos reflexos são sentidos no mercado interno, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou um resultado ruim, como já era esperado. Um crescimento econômico de 0,9% em 2012 em comparação com 2011 não condiz com o potencial do Brasil no atual momento e com as necessidades e anseios dos brasileiros.