dez
06

2017

SP cria linha para financiar projetos



Fonte: Valor Econômico 

Com o objetivo de preencher a lacuna de falta de bons projetos para infraestrutura, a Desenvolve SP, agência de fomento do governo paulista, lançou uma linha de crédito para financiar empresas interessadas em realizar estudos de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPP) no Estado. 

 A iniciativa integra um termo de cooperação assinado ontem com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). O acordo tem como escopo fomentar o desenvolvimento econômico em São Paulo via oferta de linhas de crédito para empresas associadas ou parceiras da Abdib. 

A entidade apoiará a elaboração de estudos e projetos de PPP com foco em infraestrutura urbana, notadamente em quatro áreas: iluminação pública, resíduos sólidos, saneamento básico e mobilidade urbana. A linha de crédito trará condições de financiamento determinadas pela Desenvolve SP, como prazo de carência, prazo para pagamento da operação de crédito, taxas e custos, entre outras. A Abdib reúne uma série de empresas. Além das ligadas à atividade-fim de infraestrutura, há fornecedores de equipamentos, concessionárias, fundos de private equity, escritórios de advocacia e empresas de consultoria.

“O país vive uma situação paradoxal. Tem uma crise de carência de infraestrutura principalmente no nível dos municípios e, no entanto, não tem projetos com qualidade e racionalidade que atendam o interesse público e deem retorno ao negócio”, disse o presidente da Abdib, Venilton Tadini. 

Dados da consultoria Radar PPP mostram que a “taxa de conversão” dos projetos em contratos é baixa – e vem caindo. Foi de 8,13% em 2015 e de 2,88%, em 2016. 

O evento contou com a participação da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), do BNDES e do International Finance Corporation (IFC). Também foi assinado um termo entre a Abdib e a FNP para apoiar a realização dos estudos. “A ideia é começar com projetos pilotos em três ou quatro municípios para cada segmento e depois entrar num processo mais automático”, afirma Tadini.