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15 de agosto de 2011

Petrobrás quer treinar 230 mil trabalhadores

Na tentativa de qualificar profissionais para o setor de óleo e gás, a Petrobrás planeja formar cerca de 230 mil trabalhadores de todos os níveis para cargos na cadeia produtiva da indústria do petróleo até 2013. Estão sendo treinados desde estudantes para atividades técnicas, como soldadores, a engenheiros de diferentes especializações.

A precariedade da mão de obra é um dos principais desafios a serem superados para que a indústria do petróleo local, em processo de desenvolvimento acelerado pela descoberta e pelo início da produção do pré-sal, torne-se competitiva em relação à concorrência externa. Os problemas do setor serão discutidos amanhã no seminário “Os Novos Desafios do Pré-Sal”, promovido pelo Grupo Estado das 9h às 12h40 no auditório na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 55, no Bairro do Limão, em São Paulo. Participarão do evento o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e a diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para exploração e produção, Magda Chambriard. Eles estarão no painel final, “Os Caminhos a Seguir”, e depois responderão a perguntas da plateia e de internautas.

Os problemas mais graves da indústria – como a carência de mão-de-obra, a dificuldade do cumprimento da exigência de conteúdo nacional e os gargalos logísticos, por exemplo – serão debatidos no painel de abertura, “Os Principais Gargalos”.

Com mediação do jornalista João Caminoto, editor-chefe da Agência Estado, discutirão o tema o diretor do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, Norman Gall, autor de cinco artigos dominicais publicados no Estado entre janeiro e junho deste ano, sobre os desafios tecnológicos, logísticos, industriais e de financiamento do pré-sal; o economista Gustavo Gattas, do BTG Pactual; o diretor-superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Eloy Fernández y Fernández; e Carlos Monge, diretor para a América Latina do Revenue Watch Institute, organização não governamental sediada em Nova York e dedicada ao monitoramento da aplicação dos recursos do petróleo e minerais em benefício das populações.

Desafio. A Petrobrás estima que se não houver um incremento expressivo na qualificação da mão de obra a empresa e a cadeia produtiva do petróleo poderão chegar a 2015 com um déficit de cerca de 200 mil profissionais.

O diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, diz que a construção de novas refinarias exigirá um “trabalho gigantesco” de capacitação. ” Já qualificamos 78 mil profissionais. (…) Devemos chegar por volta de 2013 com possivelmente 230 mil pessoas qualificadas”, afirmou ele.

Para o executivo, o trabalho de investimento em formação de pessoal para a indústria brasileira de petróleo não pode ficar restrito somente à Petrobrás. “Esse programa tem que ser feito por todos. Muitas vezes empresários chegam para mim e falam: “Vamos ter encomenda, condições de financiamento, mas não temos gente”. Eu viro e digo: “Não tem gente? O Brasil tem 190 milhões de pessoas e você vem dizer que não tem gente? (…) Você está fazendo a sua parte para qualificar?” Será que cada um de nós está fazendo a sua parte para qualificar as pessoas?”, questiona Costa.

Autor: Sergio Torres

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