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2 de agosto de 2011

Artigo: A educação corporativa promove mudanças que estão ao nosso alcance

O primeiro dia do ano de 2011 foi um marco para uma futura e, mesmo assim, próxima mudança em toda a educação brasileira. “As verdadeiras autoridades do Brasil são os professores”, disse Dilma Rousseff, ao enfatizar o valor do ensino em nosso país, no dia de sua posse à presidência.

O conhecimento, que é de fato o grande pilar para assegurar o desenvolvimento do Brasil, é conquistado não somente por intermédio das escolas, as grandes responsáveis pelo nível educacional do país, mas também por meio das empresas que podem oferecer cultura e outras ricas experiências que possam interessar e capacitar as pessoas.

Em especial no ambiente organizacional o que importa são as ações desenvolvidas e aplicadas se transformando em resultados efetivos para o trabalho e para a empresa após terem gerado aprendizado e conhecimento. Logicamente essa não é uma meta nada fácil de ser alcançada e, portanto, implantar um modelo de educação corporativa na empresa representa o maior desafio dos profissionais das áreas de treinamento e dos próprios CEOs. Precisamos de pessoas com competências diversas, talentosas em todas as áreas e não mais apenas em uma única, para garantir os resultados procurados pela organização.

As empresas reconhecem a complexidade da questão, destinando esforços e pesados orçamentos para criar seu próprio modelo de educação. Nesse caminho alguns cuidados são importantes e podemos aqui listar ao menos cinco pontos de atenção da área de Recursos Humanos, frequentemente o condutor dos programas de educação corporativa:

– Quando se fala em educação corporativa estamos pensando em ter mais do que um programa de treinamento para os diferentes setores da empresa, certo? Aumentar a frequência dos treinamentos ou ampliar o número de colaboradores a serem treinados não demonstra que a empresa esteja estruturando um modelo estratégico de atuação. É preciso observar se não estamos fazendo mais do mesmo, ou seja, pensando em cada departamento de forma isolada, verticalmente, atendendo necessidades pontuais. A visão integrada e sistêmica é condição sine qua non para dar passos de qualidade. Essa visão integrada e sistêmica é intrínseca ao resultado de qualidade. É preciso explorar quais competências organizacionais são necessárias para o sucesso da empresa e traduzi-las em competências humanas que irão ajudar a empresa a atingir os resultados projetados no plano estratégico;

– A área de Recursos Humanos tem o apoio e a participação das lideranças para o desenvolvimento do modelo de educação corporativa que estará alinhado com as estratégias empresariais, certo? Sem o envolvimento da alta administração, o RH terá dificuldades para transformar a área de treinamento em um centro de conhecimento integrado e voltado à obtenção de resultados mensuráveis e estratégicos para a empresa;

– A empresa tem indicadores de desempenho globais e setoriais que poderão servir de base para o estabelecimento das diretrizes educacionais e o acompanhamento dos resultados, certo? Sem indicadores disponíveis o RH terá dificuldades para avaliar os efetivos resultados e para identificar os ajustes necessários no foco ou no conteúdo dos programas;

– No momento de construir as bases do modelo de educação corporativa, um olhar de fora, uma consultoria especializada, pode contribuir para enxergar os pontos fortes e fracos da companhia, contando com a participação dos diretores, gerentes e outros colaboradores estratégicos, certo? Não devemos nos iludir. Há obstáculos importantes a serem vencidos pelo RH junto de algumas áreas que ainda pensam no treinamento como uma atenção ao pessoal do seu departamento e ponto. Não fosse apenas isso existe também a disputa interna pela maior fatia do budget de RH. Alguns olham sua área em particular e não a empresa no todo. Uma ajuda sempre é bem-vinda nessas horas;

– Em paralelo ao desenvolvimento do conceito e dos conteúdos desses programas educacionais, acontece o amadurecimento da gestão do negócio, certo? O RH atua como fio condutor para a capacitação dos colaboradores que devem compreender os valores e as diretrizes da empresa além de receberem conhecimento qualificado para atuar com a mais alta performance. A empresa deve produzir instrumentos para aprofundar a avaliação de seus resultados, deixando, ao mesmo tempo, cada vez mais claro para os colaboradores suas prioridades e metas.

Juntos, a empresa proativa e os colaboradores capacitados, caminham de maneira consistente na elaboração de planos de ação ousados e atingíveis.

Marlene Ortega – é sócia-diretora da Universo Qualidade, entidade especializada em treinamentos corporativos que realiza eventos com temas variados como marketing, liderança e empreendedorismo. Marlene é formada em psicologia com especialização em administração pela FGV e autora do livro “Qualidade na Saúde e Prática” – Norma ISO nas áreas médico-hospitalar e laboratorial. Ela é Presidente da Associação que congrega mulheres de negócios – Business Professional Women.

Autor: Marlene Ortega

Fonte: Site Administradores

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