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NOTÍCIAS DO DIA

Um resumo das principais notícias sobre infraestrutura e indústrias de base publicadas em jornais e agências de notícias

Capitalização da Sabesp

O secretário de Infraestrutura do Estado de São Paulo, Marcos Penido, sugeriu que a capitalização seria o modelo a ser adotado para a desestatização da Sabesp, ao menos em um primeiro momento. “Não é que a privatização está descartada, mas a primeira visão é a questão da capitalização. A partir do momento em que se cria a holding, se aumenta a capacidade de investimento, ela passa a ser mais atrativa. Se capitaliza, se fortalece e, em um momento mais viável economicamente, mais vantajoso, se pode pensar nessa opção.”

Valor Econômico 

Suez defende novo marco para saneamento

Após sofrer um “trauma” na América Latina, em 2006, a francesa Suez ainda resiste em voltar a ter concessões de saneamento no Brasil. A empresa defende a aprovação do novo marco legal do setor, mas ainda não está claro se somente as novas regras serão suficientes para fazer o grupo voltar a adquirir contratos de operação no país, afirma o presidente da companhia na América Latina, Charles Chami.

Valor Econômico 

Engie e L’Oréal fecham parceria para uso de energia renovável

A expansão dos negócios de um grande grupo não necessariamente significa aumento das emissões de gases poluentes. É com esse pensamento em comum que as francesas Engie e L’Oréal anunciam hoje uma parceria na qual a gigante de beleza vai garantir que 100% da energia usada no Brasil será de origem renovável. Inicialmente com duração de três anos, mas com possibilidade de ter o prazo estendido, o acordo prevê que todas as unidades da L’Oréal no Brasil serão abastecidas por energia gerada no complexo eólico de Trairi, no Ceará. “As mudanças climáticas não têm mais volta, sabemos disso. Começamos com três anos e quem sabe podemos estender por muito mais”, disse a presidente da L’Oréal Brasil, An VerhulstSantos.

Valor Econômico 

Sem Levy, BNDES deverá concentrar privatizações

Com a saída de Joaquim Levy, que pediu demissão ontem após o presidente Jair Bolsonaro ameaçar dispensá-lo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá passar por uma reformulação em sua forma de atuação. A equipe econômica avalia concentrar a gestão das privatizações no banco, que já tem papel auxiliar no programa, além de colocar em prática promessa de Bolsonaro de abrir a “caixa-preta” da instituição e reforçar sua “despetização”. Um dos mais cotados para a vaga é o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, que esteve com Bolsonaro várias vezes nos últimos dias. Também fazem parte da lista o economista Gustavo Franco, atual presidente do conselho do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do banco, e Solange Vieira, presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

O Estado de S. Paulo 

Energia deve ter nova rodada de privatização

Distribuidoras de energia controladas por governos estaduais estão com dificuldades para cumprir as metas de qualidade do serviço e apresentar resultados positivos, fundamentais para a realização de investimentos. Para analistas do setor, exigências cada vez mais rígidas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a crise financeira dos Estados tendem a empurrar as empresas para a privatização, o caminho mais fácil para evitar a perda da concessão.

O Estado de S. Paulo 

Estado vai produzir o equivalente a 4 vezes o consumo da região

Com o sucesso da Petrobrás na exploração de seis reservatórios e a chegada de investidores privados, Sergipe foi inserido na rota mundial do gás natural. Em cinco anos, o Estado, sozinho, deve movimentar 40 milhões de m³ por dia de gás, volume que corresponde a mais de quatro vezes a atual capacidade de consumo de toda a Região Nordeste. Desse total, metade virá de um único investimento da iniciativa privada. Orçado em US$ 5 bilhões, o projeto é da Celse, empresa controlada por sócios de Noruega, Estados Unidos e Brasil.

O Estado de S. Paulo 

Bacia de Sergipe é aposta para baratear gás

A Petrobrás fez em Sergipe sua maior descoberta desde o pré-sal, em 2006. De seis campos, espera extrair 20 milhões de m³ por dia de gás natural, o equivalente a um terço da produção total brasileira. Divulgada no mês passado, a descoberta deve gerar R$ 7 bilhões de receita anual à estatal e sócias, calcula a consultoria Gas Energy. Na avaliação do governo, a conquista pode ajudar a tirar do papel o esperado “choque de energia barata” prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes – plano para baratear em até 50% o custo do gás natural e “reindustrializar” o País.

O Estado de S. Paulo 

Mudança no FAT ameaça pagamentos do BNDES

O fim dos repasses do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao BNDES, incluído no relatório da reforma da Previdência, surpreendeu até parlamentares e o comando do banco de fomento e tende a atrapalhar o cronograma de devoluções de recursos ao Tesouro, disseram fontes a pardo assunto. De acordo com ex-presidentes e ex-diretores do BNDES, a medida põe em xeque a retomada do investimento no país.

O Globo 

AGU cria força-tarefa para defender projetos de infraestrutura

Uma força-tarefa da Advocacia-Geral da União (AGU) vai acompanhar e atuar nas demandas judiciais que tenham por objeto políticas públicas de infraestrutura levadas a efeito pela administração pública federal em todo o território nacional. A portaria da AGU, que detalha o grupo de trabalho formado por procuradores federais e advogados da União, está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (14). O documento foi assinado nessa quinta-feira (13) pelo advogado-geral, André Mendonça, em ato com a presença do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Agência Epbr 

Desvio de dinheiro do BNDES para bancar Previdência é alvo de críticas

Projetos de longo prazo no país, como os ligados, por exemplo, a ferrovias, serão diretamente prejudicados pela mudança, diz Venilton Tadini, presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base). “A mudança é um equívoco pavoroso, parte do pressuposto de que o BNDES é pouco utilizado, mas isso acontece hoje porque o investimento em infraestrutura está baixo.” “Em uma eventual retomada econômica, haverá escassez de financiamento. Reduzir mais ainda o orçamento do banco é uma temeridade.”

Folha de S. Paulo

Comissão reserva 50% do valor de novas concessões em energia para custear tarifa

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou proposta que repassa metade do valor da outorga de novas concessões do setor elétrico para o custeio da energia paga pelos consumidores. Pelo texto, 50% do valor da outorga (direito de explorar os serviços de energia elétrica) paga ao Tesouro Nacional por novas concessionárias de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica serão repassados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – encargo responsável por custear subsídios do setor. Outros 10% da bonificação de outorga de geração de energia devem ser aplicados na bacia hidrográfica onde estiver a hidrelétrica licitada.

Agência Câmara de Notícias 

Fundos soberanos também investem em infraestrutura no país

Além de investimentos feitos por estatais estrangeiras, o mercado de infraestrutura nacional tem recebido recursos de fundos soberanos, criados e administrados por governos para investir em projetos de longo prazo e com patrimônio superior a US$ 5 trilhões. O destaque são fundos de países da Ásia e do Oriente Médio, que ampliaram seus recursos com a alta das commodities. “O Brasil tem recebido investimentos de empresas estrangeiras, de estatais estrangeiras, de fundos de investimento e de fundos soberanos, e essa é uma tendência que deve continuar. Isso traz capital, novas linhas de financiamento e crédito”, afirma Marina Anselmo, sócia da área de mercado de capitais do Mattos Filho Advogados.

Valor Econômico 

Estatais estrangeiras gastam R$ 120 bi no setor de infraestrutura do Brasil, e movimento vai crescer

O desenho do setor de infraestrutura no Brasil tem ganhado novo contorno, com a maior presença de estatais estrangeiras em concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e obras. Em cinco anos, mais de R$ 120 bilhões foram gastos por companhias internacionais em aquisições, fusões ou pagamento de outorgas. Esse movimento vai crescer. Boa parte dos investimentos é liderada por estatais chinesas, mas elas estão longe de ser as únicas nesse processo. Companhias cujos acionistas relevantes são os governos da Espanha, França, Itália, Alemanha e Colômbia reforçam seu posicionamento no mercado brasileiro de infraestrutura, o maior da América Latina.

Valor Econômico

Nova geração é meta de 30% das teles no mundo para 2019

Trinta por cento das operadoras ao redor do mundo pretendem iniciar ainda este ano a instalação de redes comerciais 5G. É isso que indica um levantamento da empresa americana de segurança cibernética e equipamentos de rede A10 Networks. A previsão toma por base entrevistas com executivos de 145 empresas de cinco continentes. No médio prazo, considerando um horizonte de tempo de até 18 meses, 67% dos entrevistados confirmaram a intenção iniciar a implantação da nova geração de redes.

Valor Econômico 

Anatel define plano de expansão das redes

O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem o plano que define os projetos prioritários para expansão e aumento da capacidade das redes fixas e móveis no país. O Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (Pert) indica as localidades com maior déficit de infraestrutura e as possíveis fontes de financiamento dos projetos. Isso porque a maior parte dessas áreas não tem atratividade econômica para as grandes prestadoras de serviços.

Valor Econômico