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NOTÍCIAS DO DIA

Um resumo das principais notícias sobre infraestrutura e indústrias de base publicadas em jornais e agências de notícias

Orçamento para habitação deve ser “imexível”, defende economista

O economista Ricardo Carneiro, membro da equipe econômica de Fernando Haddad (PT), afirmou ontem que o plano de governo do candidato petista à Presidência propõe orçamento plurianual para habitação que não seja contingenciável e que não seja submetido ao teto dos gastos. O representante da equipe econômica de Haddad citou que a taxa de juros do Brasil é um problema “sério” que precisa ser resolvido para equacionar as questões de habitação e infraestrutura. “A taxa de juros é alta e volátil. Estivemos no governo, e essa questão não se resolveu. Estou fazendo uma autocrítica aqui”, afirmou.

Valor Econômico

Subsidiárias de bancos entram no radar de privatizações

Apesar de o candidato à presidência pelo PSL, deputado Jair Bolsonaro, líder das pesquisas de intenção de voto, ter deixado claro que não pretende privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, na área econômica de sua campanha há cogitações sobre vender pelo menos algumas das subsidiárias dessas instituições, segundo fontes ouvidas pelo Valor. Outro ponto de dúvida é sobre o quanto um eventual governo Bolsonaro irá avançar nas privatizações do setor elétrico. O candidato disse ser contra vender a área de geração de energia da Eletrobras, que teria o maior impacto em termos de geração de caixa ao governo.

Valor Econômico

Programa de Haddad inclui ideias aplicadas em São Paulo

O presidenciável Fernando Haddad (PT) levou algumas das políticas mais polêmicas desenvolvidas por ele quando prefeito da capital paulista para seu plano de governo nacional. Estão lá propostas como redução da velocidade nos centros urbanos e expansão de ciclovias Parte da população reprovou também a decisão de Haddad de priorizar o transporte não motorizado. O petista implementou 317 km de ciclovias – o modelo de implementação dessas rotas exclusivas e das faixas para ônibus foi questionado.

O Estado de S. Paulo

Artigo: A falta de governança nos subsídios da energia

Os subsídios da União constituem fonte de financiamento das políticas públicas e se efetivam mediante benefícios tributários, creditícios ou financeiros. O Ministério da Fazenda mapeou esses subsídios públicos em 2017 e 2018, mostrando sua evolução crescente de 3% do PIB, em 2003, para 6,7%, em 2015, recuando, posteriormente, para 5,4% do PIB em 2017. A publicação dos resultados desse mapeamento deverá ser anual. (Por: Alexandre Manoel Angelo da Silva, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e hoje exerce o cargo de Secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria do Ministério da Fazenda.)

Valor Econômico

Bolsonaro quer setor privado em projetos de infraestrutura

Caso Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito, sua equipe planeja um pacote para destravar projetos de infraestrutura. Os planos incluem a possibilidade de renovação antecipada de contratos em curso e relicitação dos que apresentam problemas. A base do plano é expandir ferrovias, rodovias e aeroportos principalmente com recursos privados. O BNDES poderá financiar a fase de construção, segundo Paulo Coutinho, economista que supervisiona propostas para infraestrutura do PSL.

O Estado de S. Paulo

Leilões de óleo e gás devem ser mantidos

Equipe de Bolsonaro para infraestrutura também planeja investir em energia eólica. As rodadas de licitação de áreas do pré-sal já programadas e o leilão do excedente de petróleo do pré-sal na área conhecida como cessão onerosa estão contemplados nos planos da equipe de Jair Bolsonaro (PSL) para o setor de energia. Segundo Luciano Irineu de Castro, professor da Universidade de Iowa (EUA) que coordena os debates do time do presidenciável para o segmento, a suspensão dos leilões pelos governos do PT prejudicou o País, que ficou sem os investimentos necessários e a receita oriunda da produção e ainda afastou o interesse de empresas. “Foi um absurdo o que aconteceu. O cronograma atual será mantido”, afirmou Castro, que falou ao ‘Estado’ por telefone dos EUA.

O Estado de S. Paulo

Programa prevê ampliar segurança jurídica

A discussão de propostas ainda está em fase inicial, mas a estratégia geral do programa de infraestrutura de transportes de um eventual governo do PSL é aumentar a segurança jurídica para atrair os investimentos privados. A ideia é reorganizar a gestão dos órgãos públicos de licenciamento, regulação e controle, que, muitas vezes, têm funções sobrepostas, o que traz incerteza nas decisões e atrapalha os planos de investimento de empresas e fundos, segundo Fábio Abrahão, sócio da consultoria Infra Partners, integrante da equipe de especialistas que trabalha no programa de governo.

O Estado de S. Paulo

 

Chineses desbancaram empresas tradicionais na geração elétrica

Com muito dinheiro em caixa e forte apetite por risco, os chineses conseguiram desbancar companhias tradicionais no setor elétrico e se tornaram líderes na geração privada de energia no Brasil. A posição é resultado de uma série de aquisições feitas nos últimos anos, especialmente durante o governo de Michel Temer.

O Estado de S. Paulo

Governo prepara análise pública de leilão no NE que pode elevar conta de luz

O Ministério de Minas e Energia deverá abrir uma consulta pública para contratar novas usinas térmicas movidas a gás natural no Nordeste do país. A ideia inicial era fazer o chamado leilão de reserva: tipo de contratação em que o governo compra a energia que será gerada para viabilizar o empreendimento e repassa os custos para a conta de luz de todos os consumidores, famílias e empresas. Esse conceito, segundo analistas, vai contra o atual modelo brasileiro, que é interligado por linhas de transmissão –ou seja, a energia não precisa ser gerada onde é consumida, pois pode ser transportada de uma região para a outra conforme a necessidade.

Folha de S. Paulo

À espera de ampliação do mercado livre de energia, comercializadoras crescem

A migração para o mercado livre de energia, em que os clientes podem escolher seu fornecedor, desacelerou neste ano, mas o número de corretoras que comercializam os contratos subiu 11,4%. A adesão é simples porque não há barreiras de entrada nesse setor, segundo Reginaldo Medeiros, presidente-executivo da Abraceel (associação dos comercializadores). “É um mercado aberto, pequenas e grandes empresas ingressaram no passado recente. Com uma ampliação e consumidores, será desenvolvida uma especialização pelo tipo de cliente final. ”

Folha de S. Paulo

Puxado por transportes, setor de serviços cresce 1,2% em agosto

Após queda no mês de julho, o volume do setor de serviços do Brasil apresentou alta de 1,2% em agosto, informou o IBGE nesta terça-feira (16). Foi o melhor desempenho do setor para este mês desde 2011. A leitura ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,3%.

Folha de S. Paulo

Senado rejeita projeto sobre venda de distribuidoras da Eletrobras

Agora, para o relator do projeto, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), a venda companhia se torna inviável. “Existe agora o risco iminente da liquidação da Amazonas Energia. A Eletrobras disse que já não tem interesse”, disse. Para Bezerra Coelho, os leilões que já foram realizados são um fato consumado e não serão afetados. O senador Eduardo Braga (MDB-AM), por sua vez, acredita que as companhias já leiloadas e que ainda não tiveram contratos assinados podem ter problemas.

Folha de S. Paulo

Após Bolsonaro criticar China, Vale diz que disputa não é boa

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse que uma disputa entre Brasil e China “não é bom para ninguém” e que espera que o presidente eleito perceba a importância do relacionamento entre os dois países. Principal cliente da Vale, a China tem sido alvo de questionamentos do candidato líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL). “A expectativa é que o eleito receba informações a respeito do estado das relações e da complementaridade das relações entre a China e o Brasil”, disse Schvartsman, em entrevista após evento no Rio, ao ser perguntado sobre a posição de Bolsonaro.

Folha de S. Paulo

Senado rejeita PL de venda de distribuidoras da Eletrobras

O plenário do Senado rejeitou ontem, por 34 votos a 18, o projeto de lei que viabilizar a operação das distribuidoras da Eletrobras. O resultado da votação coloca a estatal em uma situação complicada, com chances cada vez maiores de liquidação das operações da Amazonas Distribuidora – o que deve ter um custo de R$ 14 bilhões à elétrica, segundo BNDES.

Valor Econômico

Produtividade em marcha lenta

Aqueda de 3,4% da produtividade da indústria brasileira aferida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano, foi expressiva. A indústria vem perdendo espaço na produção total em todo o mundo. Tais mudanças decerto afetaram a produtividade. A pouca integração da economia brasileira à economia mundial reduz a competição e desestimula a busca de eficiência, inovação, tecnologia e modernização, indispensáveis para melhorar a produtividade. O peso dos impostos, a precariedade da infraestrutura, a burocracia excessiva, por sua vez, impõe custos adicionais que retiram competitividade do produto brasileiro, o que induz o produtor a buscar proteção, que leva à acomodação.

O Estado de S. Paulo