João Carlos de Souza Meirelles, secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, fez a palestra inaugural do seminário A Hora e a Vez do Gás Natural, promovido hoje, dia 11 de dezembro, pela Abdib. Meirelles explicou a configuração e as perspectivas para a matriz energética paulista.

Atualmente, SP já é o segundo maior produtor de gás natural do Brasil, com produção firme, mas ainda é obrigado a injetar novamente nos poços algo equivalente a 5 milhões de m³/dia. Dessa forma, o governo paulista elaborou planos para aumentar demanda e instalar rotas de escoamento para o gás natural ser um indutor de desenvolvimento econômico e regional.

O secretário de Energia e Mineração explicou que há uma oportunidade muito grande no momento com as mudanças da configuração do mercado e das possibilidades de ampliação da infraestrutura, da oferta e da demanda por gás natural, com perspectivas de movimentar investimentos e impulsionar a cadeia de bens e serviços para o setor energético.

Um dos planos tem objetivo de ampliar a inserção do gás natural na base da matriz de geração de energia elétrica a partir do desenvolvimento de novas usinas termelétricas em todo o estado (três novas termelétricas com potência total de 3.500 MW). Somente as duas plantas previstas para Piratininga somam 2.000 MW e R$ 6 bilhões em investimentos. Meirelles explicou que o projeto Roda 4, que visa trazer gás natural produzido em mar para o território paulista, está em fase de licenciamento ambiental.

Outro plano visa ampliar a geração de energia elétrica de forma distribuída a partir das usinas de açúcar e álcool. São Paulo tem hoje 201 usinas de açúcar e álcool e, destas, 66 estão a localizadas uma distância de 20 quilômetros da malha de gasodutos. Com dutos de conexão até elas, essas plantas industriais, que já produzem eletricidade com bagaço em períodos de safra, teriam um novo insumo, com fornecimento perene, para produzir energia elétrica o ano todo e em potência máxima e gerar mais desenvolvimento econômico e regional.

Meirelles ainda explicou detalhes e metas de um plano para ampliar a rede de gás canalizado pela maior parte dos municípios do estado. Em duas fases – até 2022 e até 2027, com apoio de investidores, o governo trabalha para atender mais cidades com a oferta do insumo.