ABDIB SE REÚNE COM PRESIDÊNCIA DO BNDES

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Dirigentes da ABDIB se reuniram nesta quarta-feira, dia 3 de abril, com o presidente do BNDES, Aluízio Mercadante. Pela ABDIB participaram o presidente do Conselho de Administração, André Clark, a vice-presidente Solange Ribeiro, os conselheiros André de Angelo e Maurício Bähr, o presidente-executivo Venilton Tadini e o diretor de Planejamento e Economia, Roberto Guimarães. O presidente do BNDES estava acompanhado pela diretora de Infraestrutura e Mudança Climática, Luciana Costa, pelo diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior, José Luís Gordon, e por executivos. 

A ABDIB aponta a mudança de postura do banco, que voltou a agir como instituição de fomento, como um dos fatores responsáveis pela ampliação dos investimentos em infraestrutura no país. A entidade tem defendido, porém, a ampliação dos recursos para novos investimentos à disposição do banco para suprir o hiato de investimentos que ainda se percebe na economia brasileira, sobretudo para a neoindustrialização e transição energética. 

“É necessário unir recursos públicos e privados para recuperar a infraestrutura brasileira”, diz a ABDIB. O setor privado, segundo observa a entidade, já demonstrou que, com planejamento, condições macroeconômicas favoráveis, segurança jurídica e estabilidade regulatória, responde às demandas de investimento. 

A ABDIB destacou que os investimentos em infraestrutura previstos para 2024 deverão alcançar R$ 235 bilhões — o maior valor da série histórica iniciada em 2010. Em 2023, foram investidos R$ 213 bilhões em obras de infraestrutura. De acordo com os cálculos da ABDIB, no entanto, seriam necessários mais R$ 222 bilhões (a maior parte nos setores de Transporte e Logística para que o país cobrisse todas as necessidades do setor. 

Na opinião da entidade, a ampliação dos projetos de infraestrutura é um passo fundamental para a geração de renda e empregos. Isso contribuiria de forma decisiva para colocar o país numa trajetória de crescimento econômico e social sustentável. A ABDIB considera, também, que a definição dos objetivos e prioridades do processo de transição energética facilitará a inserção da indústria brasileira — conforme prevê o programa Nova Indústria Brasil — nas cadeias globais de valor. E, para isso, o BNDES é fundamental.

Além disso, a ABDIB chamou a atenção para quatro pontos extremamente importantes no cenário atual. 

O primeiro é a necessidade de prover mais estrutura administrativa e tecnológica ao IBAMA, para destravar dezenas de programas de investimentos, cujos processos de licenciamento ambiental lá estão paralisados. Além disso, é preciso eliminar ou reduzir os subsídios cruzados existentes no modelo do setor elétrico, que onera as tarifas de energia justamente para os consumidores de menor renda. Outra ação importante consiste em fortalecer as agências reguladoras e evitar retrocessos regulatórios. Finalmente, é indispensável fomentar a indústria local no processo de transição energética. 

Por fim, a ABDIB se colocou à disposição para contribuir com o debate e discussões em prol da indústria e infraestrutura brasileira.