Notícias do Dia – 02/02/2024

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Ondas de calor e retomada da economia fizeram consumo de energia no Brasil crescer 3,7% em 2023

O consumo de energia elétrica no Brasil atingiu 69.363 megawatts médios em 2023, aumento de 3,7% em relação a 2022, conforme dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Essa alta na demanda foi impulsionada pelas ondas de calor no país durante o segundo semestre, e a recuperação de alguns setores econômicos desempenhou papel signnificativo nesse cenário. No mercado regulado, no qual os consumidores adquirem sua energia diretamente das distribuidoras, observou-se um aumento de 2,5%. 

Valor Econômico

 

Oi deve propor venda da carteira de clientes de fibra óptica

A Oi vai apresentar nos próximos dias a nova versão de seu segundo plano de recuperação judicial. De acordo com fontes do setor, a tele carioca vai propor a venda de sua carteira de clientes de fibra óptica, hoje reunidos na ClientCo. São mais de 4 milhões de usuários. Para isso, a tele carioca contratou recentemente advisors (conselheiros) para estruturar o processo de venda da unidade. O novo plano terá ainda a venda da fatia da Oi na V.Tal, empresa que é dona da infraestrutura de fibra óptica, com mais de 400 mil quilômetros de extensão. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, a venda de ativos ganhou força nos últimos meses durante as negociações com os credores.

O Globo

 

Petrobras reduz preço do QAV em fevereiro em meio à discussão no governo para socorrer setor aéreo

A Petrobras reduziu a partir de hoje em 0,4% o preço médio de venda de Querosene de Aviação (QAV) para as distribuidoras. A queda acumulada nos dois primeiros meses deste ano é de 10,2%. Nos últimos 12 meses, a redução chega a 30,3%. Semana passada, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que o governo prepara medidas para ajudar companhias aéreas, que amargam prejuízos e acumulam dívidas desde a pandemia de Covid-19.

O Globo

 

Avianca, American Airlines e Emirates anunciam mais voos diretos para o Galeão

Avianca, American Airlines e Emirates anunciaram mais voos para o Rio, na esteira da transferência de conexões domésticas para o Aeroporto Internacional do Galeão. Segundo a RIOgaleão, operadora do terminal, e a Prefeitura do Rio, são os primeiros resultados do fundo financeiro de até R$ 270 milhões que pretende atrair mais voos para a cidade. Turkish Airways, Qatar Airways e a Neos, italiana especializada em destinos de lazer, estão na fila para anunciar expansões. Os novos voos começarão a operar a partir de abril, outubro e dezembro, respectivamente.

O Globo

 

Importadores de turbinas eólicas pleiteiam cota para driblar nova tarifa de importação

A Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) levou ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) um pleito que, se atendido, pode adiar em mais de um ano os efeitos da nova tarifa de importação para turbinas eólicas, aprovada em dezembro. O pleito divide a associação, que é formada por importadores e também empresas com produção local. A volta da Tarifa Externa Comum para turbinas eólicas e módulos fotovoltaicos foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior com a justificativa de estimular a promoção nacional dessas tecnologias.

O Globo

 

Petrobras reduz em 2% preço do gás natural para distribuidoras

O preço de gás natural fornecido pela Petrobras às distribuidoras vai cair a partir desta quinta-feira. A queda será, em média, de 2% por m³ em relação ao mês passado e não vale para o GLP, o chamado gás de cozinha. Em 2023, o gás natural já havia recuado 22,2%. A redução para o consumidor final, seja uma residência, um comércio, uma fábrica ou um posto de combustíveis não se dará necessariamente na mesma proporção. Além do valor do gás em si, a composição do preço final inclui tributos e lucros das empresas que vendem e transportam o gás.

O Globo

 

Concessionária do grupo Águas do Brasil no Rio capta R$ 4,65 bi para pagar empréstimo e investir

A concessionária de água e esgoto Rio+Saneamento, sociedade do grupo Águas do Brasil e da gestora de fundo de investimentos Vinci Partners, captou R$ 4,65 bilhões por meio da emissão de debêntures (títulos de dívida) e empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O montante servirá para pagar o empréstimo-ponte que permitiu quitar as duas primeiras parcelas da outorga fixa — pouco mais de R$ 1,8 bilhão do total de R$ 2,2 bilhões devidos ao governo do Rio —, mas também para investimentos na rede que administra.

O Estado de S.Paulo

 

Usina solar flutuante em SP colocará o Brasil entre gigantes do setor

O projeto inaugurado pelo Governo de São Paulo em janeiro de uma usina de energia solar flutuante sobre a represa Billings deve colocar o Brasil entre os maiores atores do mundo no setor. A UFF (Usina Fotovoltaica Flutuante) Araucária, na zona sul de São Paulo, produz força a partir de painéis solares que flutuam sobre a represa, um método defendido por especialistas como mais eficiente na geração de energia limpa —ainda que com capacidade muito aquém de sistemas tradicionais, como hidrelétricas.

Folha de S.Paulo

 

China instala mais painéis solares em 2023 que os EUA em sua história

A China instalou mais painéis solares em 2023 do que qualquer outra nação já construiu, aumentando a sua enorme fonte de energia renovável, que lidera no mundo por uma grande margem. O país adicionou 216,9 gigawatts de energia solar no ano passado, superando seu recorde anterior de 87,4 gigawatts de 2022, disse a Administração Nacional de Energia (NEA, da sigla em inglês) em comunicado. Isso é mais do que toda a capacidade de 175,2 gigawatts nos Estados Unidos, o segundo maior mercado solar do mundo, de acordo com estimativas da BloombergNEF (BNEF).

Folha de S.Paulo

 

Aneel dá parecer a favor da J&F em briga por contrato de R$ 10 bilhões

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deu um parecer favorável à Âmbar Energia, da J&F, grupo dos irmãos Batista, em meio à negociação de um acordo no TCU (Tribunal de Contas da União) que pode beneficiar a empresa com um contrato de R$ 10,5 bilhões com a União por sete anos. Em despacho de 29 de janeiro, a agência informou o TCU que três usinas da Âmbar —UTE Edlux X, EPP II e Rio de Janeiro I— são capazes de suprir o fornecimento de energia que o governo federal havia contratado em 2021. O uso dessas usinas poderia resolver o impasse entre a Âmbar e o governo federal. Até o momento, a empresa vem tentando usar a UTE Cuiabá, uma térmica de mais de 20 anos, para cumprir seus contratos.

Folha de S.Paulo