ABDIB PARTICIPA DE WEBINAR DA LCA

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O presidente-executivo da ABDIB, Venilton Tadini, participou na terça-feira, dia 30 de janeiro, do webinar Os Desafios do Novo PAC e da Nova Indústria Brasil. O debate foi moderado pelo economista Eric Brasil, da empresa de consultora LCA, que promoveu o evento, e, além de Tadini, contou com a participação de Rafael Lucchesi, da Confederação Nacional da Indústria, e de Roberto Garibe, Secretário-Especial-Adjunto da Casa Civil e Coordenador do Novo PAC. A abertura foi feita pelo economista Bernardo Gouthier Macedo, sócio fundador da LCA.

Tadini chamou atenção, na abertura de sua apresentação, para a articulação existente entre os programas propostos pelo governo e as mudanças estruturais que estão em curso na economia mundial. Nesse cenário, o Brasil, que conta com uma matriz energética limpa e renovável, se apresenta como um ator importante na novo cenário global — o que permitirá que o país tenha um processo de reindustrialização que torne sua economia mais competitiva. 

Os participantes do debate analisaram as críticas que, com base em experiências do passado, os dois programas vêm recebendo de setores que apontam possíveis impactos fiscais negativos sobre dos dois programas sobre as contas públicas. Na opinião dos debatedores, os efeitos negativos serão mínimos (ou mesmo inexistentes), sobretudo se comparados com a transferência de renda para o setor financeiro proporcionado pela política de juros elevados dos últimos anos. 

“É importante ressaltar o efeito perverso do sistema de tetos de gastos, que acabou fazendo do Brasil um dos países com menor taxa de investimentos do mundo”, ressaltou Tadini. A responsabilidade fiscal é importante, mas é preciso saber como o dinheiro está sendo gasto e quem está se beneficiando dos recursos do Orçamento.

De acordo com Lucchesi, da CNI, as taxas de juros no pais tem sido responsáveis por uma grande transferência de renda de recursos públicos para a especulação financeira. Segundo ele, um levantamento realizado em 2022 apontou o Brasil como o país com o terceiro maior spread bancário do mundo. O spread é a diferença entre a taxa de captação dos recursos e a taxa cobrada pelo banco sobre os empréstimos concedidos.

O Brasil., que fica atrás apenas de Madagascar e do Zinbabwe nesse critério, tem um spread bancário de 27,4%. O segundo país latino-americano na lista, o Peru, tem um spread de 7,8%. 

A íntegra do debate pode ser vista clicando aqui.