Notícias do Dia – 23/01/2024

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ABDIB NA IMPRENSA: Novo PAC tem licenciamento ambiental e governança como principais preocupações, aponta pesquisa

O licenciamento ambiental e a capacidade de governança são as principais preocupações apontadas por investidores do setor de infraestrutura em relação ao Novo PAC, segundo pesquisa realizada pela consultoria EY e pela Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), que ouviu 392 gestores, investidores e especialistas da área.  Para 58,7% dos entrevistados, a questão ambiental (prazo e capacidade técnica de análise dos órgãos ambientais) é um temor. A questão de governança também é um problema em potencial para 56,1% dos consultados.

Valor Econômico

 

ABDIB NA IMPRENSA: Saneamento é o setor de infraestrutura que mais deve atrair investimentos neste ano. Veja por quê

O setor de saneamento segue como o mais atrativo para receber investimentos nos próximos três anos, segundo um estudo da consultoria EY e da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), com 61,5% das respostas dos entrevistados citando esse segmento. O levantamento mostrou que em seguida aparecem o setor de energia elétrica (46,9%) e rodovias (32,4%). A 10ª edição do Barômetro da Infraestrutura no Brasil tem como objetivo identificar o ânimo de empresários e especialistas dos setores para o desenvolvimento de projetos e investimentos em infraestrutura.

O Globo

 

S&P pode rebaixar Itaipu por impasse em tarifa

A agência de classificação de risco de crédito S&P Global pode rebaixar a nota de crédito de Itaipu Binacional por causa do bloqueio do orçamento da usina promovido pelo governo do Paraguai. A possibilidade consta em relatório da própria S&P ao qual o Valor teve acesso. A classificação indica a capacidade de uma empresa ou país conseguir honrar seus compromissos financeiros. O bloqueio nas contas ocorre pela indefinição nas tarifas de geração da usina e da previsão orçamentária para 2024. Em 2023, o orçamento da empresa foi de US$ 2,48 bilhões (R$ 12,4 bilhões). O número para este ano não está fechado porque, primeiro, é preciso chegar a um entendimento sobre as tarifas de Itaipu.

Valor Econômico

 

Porto de Santos planeja novas PPPs e expansão de terminais

Após um ano em marcha lenta, o Porto de Santos traça novos planos e pretende acelerar seus projetos de crescimento, afirma o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini. A estatal pretende lançar até o fim de 2024 duas parcerias público-privadas (PPPs): uma para o aprofundamento do canal de acesso e outra para o túnel Santos-Guarujá. Além disso, a companhia descartou oficialmente a ideia de um megaterminal de contêineres no Saboó, o STS 10. Em contrapartida, estuda ampliar em cerca de 1,5 milhão de TEUs (contêineres de 20 pés) os terminais da Brasil Terminal Portuário (BTP) e da Santos Brasil por meio de aditivos, sem necessidade de licitação, diz ele.

Valor Econômico

 

Após ‘sobrevida’, Ecoporto pode renovar contrato

A renovação do Ecoporto, concessão da Ecorodovias no Porto de Santos, voltou à mesa de negociação, após ter sido negada pelo governo passado. O contrato do terminal deveria ter se encerrado em junho de 2023, mas a empresa conseguiu, com a nova gestão, seguir à frente da operação de forma liminar e, agora, poderá obter a prorrogação do contrato por mais 25 anos. O plano em estudo pela Autoridade Portuária de Santos (APS) é deslocar o terminal, mas manter o porte atual, segundo o presidente, Anderson Pomini. “Pretendemos transferir o terminal de passageiros, o Cocais, para o local onde hoje funciona o Ecoporto. 

Valor Econômico

 

Nova bolsa de energia, a N5X começa a operar no segundo trimestre

A N5X, nova bolsa de energia do Brasil formada a partir da joint venture entre a European Energy Exchange (EEX) e a L4 Venture Builder, fundo independente apoiado pela B3, deve começar as operações no segundo trimestre. A expectativa é elevar a liquidez do mercado brasileiro de energia, atuando como uma contraparte central ou “clearing”, que vai registrar, verificar, conciliar e liquidar ordens de compra e venda. A bolsa, sediada em São Paulo, terá o respaldo da EEX, uma bolsa de energia presente em mais de 21 países. Suas plataformas são dedicadas à negociação de uma variedade de ativos como eletricidade, gás natural, créditos de carbono, além de frete e produtos agrícolas.

Valor Econômico

 

Vibra cria app de gestão de frota

A Vibra e a Veloe (do grupo Elopar, pertencente ao Banco do Brasil e Bradesco) iniciam em fevereiro as operações do Frota+, uma ferramenta conjunta de gestão de frotas a ser usada na rede de postos da distribuidora de combustíveis. A nova plataforma, desenvolvida pelas duas empresas, vai brigar por espaço em um mercado com grande potencial de crescimento e promete incomodar a líder Sem Parar Empresas diante da sinergia das duas parceiras e dos descontos na rede.

Valor Econômico

 

Novas concessões têm de melhorar desenho de contratos e aprimorar monitoramento para garantir serviço de qualidade

Quando se fala em concessionárias de serviços públicos se multiplicam reclamações sobre a qualidade e a continuidade dos serviços e o valor das tarifas. Num ano que são esperadas, ao menos, 56 concessões e parcerias público-privadas (PPPs) federais e estaduais, especialistas dizem que é preciso melhorar o desenho dos contratos e aprimorar os sistemas de monitoramento e fiscalização para que os problemas atuais não se repitam. Especialista em direito administrativo e regulação, Natasha Salinas, professora da FGV Direito Rio, diz que há um problema de modelagem dos contratos, que se reflete diretamente na prestação do serviço:

O Globo

 

Setor energético movimenta parceria entre Brasil e China

O setor de energia é o carro-chefe dos investimentos chineses no Brasil e recentes movimentações indicam que há uma nova agenda direcionando os recursos, com foco em carros elétricos e metais raros, duas variáveis que ganham importância com a transição energética. Entre 2007 e 2022, empresas chinesas investiram US$ 71,6 bilhões no Brasil, com o setor de eletricidade absorvendo 45,5% do total, seguido pelas áreas de extração de petróleo (30,4%), conforme os dados mais recentes do Conselho Empresarial Brasil-China.

O Globo

 

Lula vai se reunir com aéreas nos próximos dias para discutir ajuda a setor, diz ministro

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou, nesta segunda-feira, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá, nos próximos dias, com os dirigentes das empresas de aviação civil. Segundo ele, a ideia é discutir formas de “fortalecer” o setor, bastante afetado durante o período da pandemia de Covid-19. — Vamos receber as companhias aéreas para que elas possam externar as dificuldades do seu dia a dia. Todo o governo quer dar uma contribuição às empresas, que vêm enfrentando sérios problemas em todo o mundo — afirmou o ministro.

O Globo

 

Brasil antecipou transição energética há meio século

O Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), objeto de Medida Provisória n.º 1.205, publicada no penúltimo dia de 2023, é mais uma etapa da pioneira trajetória do Brasil na trilha da descarbonização. Essa história começou há 49 anos, com o lançamento, em 1975, do Programa Nacional do Álcool (Proálcool). O passo seguinte ocorreu em 2003, com o carro flex, revolucionária tecnologia criada por nossos engenheiros. Ambas as iniciativas responderam a crises de majoração do petróleo, mas contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

O Estado de S.Paulo

 

BNDES aplica R$ 37 milhões em fundo da BB Asset voltado à diversidade

A BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aplicou R$ 37 milhões no fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) BB ETF iDiversa, da BB Asset, que replica o índice da B3 que reúne empresas que adotam boas práticas em diversidade de raça e de gênero. O investimento total do BNDES no fundo pode chegar a R$ 100 milhões. Segundo a diretora de Mercado de Capitais e Finanças Sustentáveis do banco de fomento, Natália Dias, os aportes vão espelhar a captação que o ETF obtiver junto ao mercado, e o BNDES terá um teto de 50% de participação no fundo. Até aqui, a distribuição foi na rede do Banco do Brasil, e os recursos vieram de pequenos investidores. Com o investimento do BNDES, o patrimônio líquido chegou a R$ 70,4 milhões.

O Estado de S.Paulo

 

Geração própria de energia solar no Brasil ultrapassa marca de 26 GW, diz associação do setor

A geração própria de energia solar acaba de ultrapassar a marca de 26 gigawatts (GW) de potência instalada em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos no Brasil, com mais de 3,3 milhões de unidades consumidoras atendidas pela tecnologia, informou a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo mapeamento da entidade, o País possui mais de 2,3 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos.

O Estado de S.Paulo

 

Governo Lula prevê R$ 300 bi em financiamento e subsídios à indústria em ação liderada pelo BNDES

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira, 22, um plano de estímulo à indústria brasileira, que enfrenta um quadro crônico de estagnação e perda de competitividade. Batizado de Nova Indústria Brasil, o pacote reedita políticas de antigas gestões petistas ao prever R$ 300 bilhões em financiamentos e subsídios ao setor, até 2026, além de uma política de obras e compras públicas, com incentivo ao conteúdo local (exigência de compra de fornecedores brasileiros). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lidera a iniciativa, mobilizando R$ 250 bilhões dos R$ 300 bilhões previstos em créditos ao setor produtivo. 

O Estado de S.Paulo

 

Petrobras planeja aquisição de 2 GW em ativos solares e eólicos em terra no Brasil, diz presidente

A Petrobras planeja avançar este ano na transição energética com a aquisição de participações em ativos de energia renovável, disse o presidente da empresa, Jean Paul Prates, em entrevista à Reuters, acrescentando que a petroleira espera formar inicialmente um portfólio de cerca de 2 GW (gigawatts) de ativos de geração eólica e solar em terra no Brasil. Segundo Prates, a petroleira fará parcerias com outras empresas em projetos já consolidados e que não enfrentam dúvidas sobre o sucesso do negócio. “Tem muito projeto bom aí de portugueses, espanhois, franceses e brasileiros, tudo onshore (em terra) e já rodando. Esses 2 gigawatts devem ser de solar e eólica em terra”, afirmou o executivo, em uma entrevista por telefone no fim de semana.

Folha de S.Paulo

 

Em plano de R$ 300 bi de Lula para indústria, BNDES quer voltar a comprar ações de empresas

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (22) um programa de estímulo à indústria. O chamado Nova Indústria Brasil recicla ideias antigas de gestões petistas, com forte intervenção estatal. Estão previstos até 2026 R$ 300 bilhões para o setor, que há décadas patina no Brasil. O governo diz que a maior parte dos recursos virá de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Uma das marcas do PT foi resgatada com a volta do BNDES “investidor”. Segundo o governo, a instituição, que terá protagonismo no plano, voltará a comprar ações.

Folha de S.Paulo