Notícias do Dia – 11/01/2024

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Lula sanciona lei que cria debêntures de infraestrutura

O presidente sancionou, sem vetos, nesta quarta-feira (10), o projeto de lei que cria debêntures de infraestrutura por concessionárias de serviços públicos. A proposta foi aprovada no Congresso no fim do ano passado e é vista pelo governo como uma forma para alavancar a captação de recursos privados para obras de longo prazo —o Novo PAC é uma das vitrines do governo Lula 3. Debêntures são títulos da dívida emitidos por empresas —neste caso concessionárias de serviços públicos—, negociáveis no mercado e disponíveis para compra de pessoas físicas ou jurídicas.

Folha de S.Paulo

 

‘O Brasil caminha para um superciclo de investimentos em infraestrutura’, diz presidente da CCR

O Brasil vai entrar em um superciclo de investimentos em infraestrutura, segundo o CEO do grupo CCR, o português Miguel Setas. E isso, para a concessionária de serviços de infraestrutura de transportes, se traduzirá em oportunidades de R$ 180 bilhões em negócios pelos próximos três anos, principalmente nos segmentos de rodovias e mobilidade urbana. Pela frente, estão mais concessões de rodovias acontecendo, que devem ser destravadas em relação a 2023, quando as poucas licitações do setor não atraíram muitos interessados.

O Estado de S.Paulo

 

Ministério prevê R$ 122 bilhões com leilões de rodovias

O Ministério dos Transportes planeja 13 leilões de concessão de rodovias à iniciativa privada em 2024. O ministro Renan Filho (MDB) anunciou ontem que as obras trarão investimento de R$ 122 bilhões para o setor nos próximos anos, se garantido o sucesso da contratação. Os 13 leilões anunciados fazem parte do plano maior de ofertar o total de 35 concessões ao longo dos quatro anos de mandato do governo Lula 3.

Valor Econômico

 

Governo cogita aporte bilionário para Ferrogrão

O governo não descarta fazer um aporte bilionário de recurso público para atrair investidores privados para a Ferrogrão, megaprojeto ferroviário proposto para escoar a produção agrícola do Centro-Oeste pelos portos do Norte. O ministro Renan Filho explicou que, antes, isso não era possível, mas a legislação atual permite. Durante o balanço de ações, Renan Filho chegou a dar o exemplo de que o governo poderia destinar R$ 5 bilhões enquanto a iniciativa privada se encarrega de aplicar valores da ordem de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões.

Valor Econômico

 

BNDES dobra crédito para indústria em 2023 e atinge pico desde 2014

O BNDES dobrou a aprovação de crédito para a indústria em 2023, em relação ao ano anterior. O volume liberado em operações diretas somou R$ 26 bilhões – o maior patamar desde 2014, mas bem abaixo do valor aprovado naquele ano, de R$ 48 bilhões. “Os números mostram a volta do BNDES à agenda industrial. O banco é um ator chave da política de neoindutrialização, que é prioridade no governo”, diz José Luis Gordon, diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do banco.

Valor Econômico

 

Leilões de transmissão podem atingir R$ 56 bi

Os investimentos em novas linhas de transmissão podem atingir R$ 56,2 bilhões nos próximos anos. As estimativas estão no Programa de Expansão da Transmissão (PET) e no Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP) relativo ao segundo semestre de 2023, conforme estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Desse total, R$ 24,7 bilhões são investimentos  em ativos que serão negociados nos dois leilões de linhas de transmissão previstos para este ano, que ocorrem em março e setembro.

Valor Econômico

 

FT: Portugal adota ‘baterias de água’ para armazenamento de energia renovável

O cilindro de metal de 230 toneladas emite um zunido retumbante enquanto gira a 600 rotações por minuto e alimenta uma bomba enterrada no subsolo, que dá um novo significado à ideia de ir contra a lei da gravidade. Longe de ser impossível, trata-se do cerne da tarefa de uma central elétrica portuguesa determinada a demonstrar que bombear água por sete quilômetros montanha acima pode ser uma parte essencial – e comercialmente viável — de um sistema de energia alimentado por fontes renováveis.

Valor Econômico

 

Nunes classifica Enel como “irresponsável” e diz que empresa precisa sair da cidade de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou nesta quarta-feira (10) a Enel como “irresponsável”, classificou o presidente da empresa, Max Xavier Lins, como mentiroso, e disse que a empresa precisa sair da cidade, depois que moradores de diversos bairros da capital paulista ficaram novamente sem energia elétrica. Em algumas regiões, há relatos de falta de luz por mais de 20 horas. Hoje, Nunes estava em um evento que teve de ser cancelado por falta de energia elétrica. “Essa empresa [Enel] precisa sair daqui”, disse Nunes. “O presidente mundial da Enel na semana passada me pediu uma reunião. Estou resistindo a fazer [a reunião] porque não tem mais o que conversar. São irresponsáveis. Falo isso com todas as letras: irresponsáveis”, disse o prefeito à imprensa.

Valor Econômico

 

Governo quer 13 leilões de rodovias em 2024 e prevê R$ 122 bilhões em investimentos

O governo pretende promover 13 leilões de estradas em 2024, com previsão de R$ 122 bilhões em investimentos privados, disse nesta quarta-feira o ministro dos Transportes, Renan Filho. As estradas estão localizadas em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rondônia. Renan informou ainda que o governo pretende atulizar 14 contratos de rodovias que hoje estão com problemas, com investimento adicional de R$ 110 bilhões.

O Globo

 

Plástico reutilizável pode reduzir lixo que vai para os oceanos em 20% ao ano, aponta relatório

A reciclagem de plástico costuma ser apontada como um dos melhores caminhos para reduzir a quantidade de lixo produzida pelas empresas, e pode ser uma alternativa para a economia circular. Contudo, uma opção melhor para o meio ambiente seria a redução na produção de plásticos de uso único, permitindo que os itens possam ser reutilizados após serem devidamente higienizados, aponta relatório da Fundação Ellen MacArthur. Segundo a publicação, substituir o uso de plástico descartável por modelos passíveis de reúso pode reduzir mais de 20% do total de plásticos que acabam anualmente jogados nos oceanos até 2040. 

O Estado de S.Paulo