Notícias do Dia – 11/12/2023

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Ondas de calor devem elevar tarifas, mas com impacto limitado

Ondas de calor que eventualmente atinjam o país nos próximos meses, no verão, quando ocorre o chamado período úmido, podem causar impacto sobre as contas de energia elétrica dos consumidores, especialmente aqueles que estão no mercado livre, em que se permite a escolha do fornecedor da eletricidade. O impacto deve ser limitado, avaliam especialistas, mas, caso as chuvas esperadas para o período não se concretizem, o acionamento de térmicas deve ser um dos efeitos mais imediatos, com os consequentes reflexos mais expressivos nas tarifas.

Valor Econômico

 

Brookfield vai investir R$ 1,2 bilhão em geração distribuída

A Brookfield vai investir R$ 1,2 bilhão na formação de um parque gerador de 300 megawatts-pico (MWp) de capacidade solar em 12 meses. A estreia da gestora canadense em geração distribuída (GD), que é gerada próxima ao local de consumo, se deu com a aquisição do controle da IVI Energia, por valor não informado, e continua agora com a construção das  futuras usinas. Os recursos aportados no projeto fazem parte do Brookfield Global Transition Fund (BGTF), fundo que captou US$ 15 bilhões no maior capital privado já levantado para apoiar a transição energética no mundo.

Valor Econômico

 

Divisão da Energisa dará início ao negócio de biometano do grupo

Braço de soluções da Energisa, a (re)energisa está se preparando para o início do novo negócio, de biometano, cujo pontapé foi dado em agosto com a aquisição da empresa de biofertilizantes Agric, com operações em Santa Catarina, por R$ 60 milhões. A empresa pretende colocar em operação uma usina localizada em Campos Novos com capacidade de processar 25 mil metros cúbicos por dia (m3 /dia) de biometano, de olho no grande potencial de negócios com a fonte. A Agric tem como operação principal a compostagem de resíduos orgânicos para a produção de biofertilizante.

Valor Econômico

 

Privatização da Sabesp deve atrair investidores e operadoras do setor

O mercado de capitais no Brasil deve continuar com poucas oportunidades de negócios no primeiro semestre de 2024, por isso a venda da Sabesp pode atrair gestoras e até operadoras do setor, em parceria com fundos de investimento, afirmam analistas. Entre as gestoras de investimento que aplicam recursos em infraestrutura citadas como possíveis interessadas, estão Pátria, Vinci Partners e Brookfield. A IG4 Capital e o Mubadala também estariam entre os interessados. Entre os estrangeiros que já atuam no Brasil especula-se sobre a participação do GIC, o fundo soberano de Cingapura, e o Canada Pension Plan (CPP).

O Globo

 

Gastos dos EUA com energia limpa e tecnologia estimulam corrida global por subsídios

Os Estados Unidos embarcaram no maior impulso de política industrial em gerações, oferecendo isenções fiscais, subsídios e outros incentivos financeiros para atrair novas fábricas de painéis solares, semicondutores e veículos elétricos. Esses gastos têm o objetivo de impulsionar o mercado doméstico de produtos essenciais, mas têm implicações muito além dos Estados Unidos. Isso está pressionando os governos da Europa ao Leste Asiático a tentar acompanhar o ritmo, propondo seus próprios planos de investimento, dando início ao que alguns estão chamando de corrida global por subsídios.

O Estado de S.Paulo

 

Artigo: Setor elétrico pode estar em espiral da morte

A legislação e a regulação do setor elétrico andam a passos lentos, e a necessidade de avanços e de pensar fora da caixa aumenta a cada novo governo. A matriz elétrica nacional está ganhando cada vez mais novos contornos e o sistema regulatório não acompanha as urgências de mudança do setor. As regras do setor elétrico nacional se estabeleceram com base nas redes de energia centralizadas. No entanto, nos últimos anos, a queda dos custos nas tecnologias da geração distribuída ampliou significativamente o acesso dos consumidores, em particular os de renda mais alta.

O Estado de S.Paulo

 

Lula libera empresa de Joesley a comprar energia da Venezuela, e Brasil pagará mais caro

Já é oficial. Quem vai importar a energia elétrica da Venezuela para reforçar o abastecimento de Roraima é a comercializadora da Âmbar, braço de energia da J&F Investimentos, dos empresários Joesley e Wesley Batista, que também controla a JBS, maior empresa de carnes do mundo. A Âmbar sugeriu, e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitou, que o consumidor pague de R$ 900 a R$ 1.080 pelo MWh (megawatt-hora), a depender do montante importado. Os preços são bem superiores aos cobrados pela Venezuela de 2001 até 2019, quando o governo Jair Bolsonaro (PL) suspendeu o fornecimento faltando dois anos para o encerramento do contrato.

Folha de S.Paulo

 

Pagamento de compensação ambiental por bloco da Petrobras na Foz do Amazonas se arrasta há 9 anos

A Petrobras protela o pagamento de uma compensação ambiental por tentativa de exploração de petróleo na bacia Foz do Amazonas, mais especificamente em um bloco onde um acidente resultou em danos em equipamentos e em vazamento de óleo hidráulico. O processo já se arrasta há nove anos. O bloco está próximo do atual poço que a estatal quer explorar a partir de 2024, na mesma bacia Foz do Amazonas. A Petrobras e o governo Lula (PT) vêm pressionando o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para concessão de licença ao empreendimento. A licença para o chamado bloco 59 foi inicialmente negada em maio, e a estatal recorre.

Folha de S.Paulo

 

ONS aumenta previsão e diz que carga de energia subirá 11,1% em dezembro no Brasil

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) elevou sua previsão para a carga nacional de energia em dezembro, passando a estimar agora um crescimento de 11,1% frente a igual mês de 2022, ante 9,5% previstos há uma semana, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (8). O órgão fez um ajuste importante de sua estimativa de chuvas que chegarão a reservatórios de usinas hidrelétricas do Sul, prevendo agora afluências equivalentes a 231% da média histórica em dezembro, ante 187% esperadas há uma semana.

Folha de S.Paulo