FARIA LIMERS MENOS NERVOSOS

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Os Faria Limers estão menos nervosos, o humor está refletido em algumas estatísticas que medem risco e incerteza. Em comparação com o final do ano passado, o dólar está 7% menor, o Credit Default Swap (CDS) caiu 42% e o Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+) caiu 22%. E a bolsa de valores subiu 15%.

Vejamos se conseguimos indicar algumas razões para este comportamento.

Do lado interno, parece que eles entenderam que o novo arcabouço fiscal, mesmo não sendo o dos sonhos, não é tão ruim assim. E que mesmo que haja um pequeno déficit primário em 2024 seguido de superávit em 2025, também não será o fim do mundo. O fraco desempenho da economia e da arrecadação tributária nos últimos meses tem atrapalhado os planos da equipe econômica para alcançar mais rapidamente o equilíbrio fiscal. Os elevados níveis e a demora na redução das taxas de juros contribuíram para isto.

Ainda do lado interno, a inflação foi domada e temos mais de US$ 300 bilhões em reservas internacionais. 

Ainda do lado interno, há centenas de novos projetos de concessão/PPP de infraestrutura em estruturação pela União, Estados e Municípios, o que alavancará investimentos, renda e emprego de 2024 em diante.

Ainda do lado interno, tem a transição energética rumo a uma economia mais verde. Como já temos elevada capacidade de geração de energia renovável e de combustíveis verdes, as oportunidades que advirão desta área colocarão o Brasil em posição de destaque no mundo. Atento a isto, o Congresso Nacional está prestes a votar projetos de lei do mercado de carbono, combustível do futuro, eólicas offshore e hidrogênio verde.

Do front externo, em que pesem as dificuldades econômicas na Europa, são boas as notícias dos juros e inflação nos Estados Unidos.

Há muitos destaques do lado interno, mostrando que dependemos mais de nossas próprias ações do que dos ventos externos.