Notícias do Dia – 21/11/2023

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Anatel decide liberar garantias para quem antecipar metas do 5G

As operadoras de telefonia que adquiriram frequências no leilão da tecnologia de quinta geração (5G) e anteciparam metas de cobertura passaram a contar com a devolução antecipada das garantias bancárias exigidas pelo edital. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu não esperar mais o prazo final de entrega para liberar os recursos. As três maiores prestadoras (Vivo, TIM e Claro) receberam R$ 100 milhões em garantias, o que representa 3,4% dos R$ 2,9 bilhões aportados por dez empresas com metas de cobertura.

Valor Econômico

 

Cemig soma R$ 1 bilhão de investimentos em eficiência

O programa de eficiência energética da Cemig completou 25 anos alcançando a marca de R$ 1 bilhão em recursos investidos em soluções de economia de energia para clientes, nos 774 municípios da área de concessão da companhia, em Minas Gerais. No período, o programa trouxe economia de 7.423 gigawatts-hora (GWh), suficiente para atender a 3,5 milhões de clientes durante um ano, e retirou do sistema elétrico carga de 168 megawatts (MW), equivalente à soma da potência de hidrelétricas do porte de Queimado (105 MW) e Rosal (55 MW).

Valor Econômico

 

Abespetro muda governança de olho em maior atividade

De olho no aquecimento da indústria do petróleo na economia brasileira, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (Abespetro) deu início a um novo modelo de governança corporativa, com a criação de um conselho de administração e presidência-executiva. Com 48 associadas, a entidade tem perspectivas da elevação do ritmo da indústriia de bens e serviços para o segmento de óleo e gás a partir das diretrizes do governo Lula para este mercado e com a maior atividade exploratória na América do Sul, que pode beneficiar a indústria local. A Abespetro terá, a partir de janeiro, oito conselheiros, que terão mandatos não coincidentes, um presidente-executivo e um vice-presidente, ainda em fase de seleção.

Valor Econômico

 

Plano estratégico é pano de fundo em impasse entre ministro e Petrobras

A disputa entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, sobre a política de preços de combustíveis praticada pela companhia ganhou novo “round” com declarações dos dois entre sexta-feira (17) e sábado (18). Como pano de fundo desse enfrentamento, está o novo plano estratégico da estatal para  o período 2024-2028, que deve ser apreciado pelo conselho de administração da empresa na quinta-feira (23), com divulgação no mesmo dia, após o fechamento do mercado. Parte do mercado enxerga interferência política do MME na Petrobras.

Valor Econômico

 

Os impasses para limitar o petróleo na COP28

A COP de Dubai, que inicia em 30 de novembro, tem muitas faces – a mais importante é o destino dos combustíveis fósseis. É incerto, contudo, o que sairá de concreto sobre esse ponto crucial para a emergência climática. Ninguém tem grandes expectativas. Os Emirados Árabes Unidos, país-anfitrião do evento, são grande produtor de petróleo; seus vizinhos, idem. O lobby do petróleo estará em peso em Dubai enfrentando a pressão de ambientalistas e cientistas, mas dizendo que são as petroleiras que vão bancar o caminho da transição. 

Valor Econômico

 

Ministro de Minas e Energia rebate presidente da Petrobras e volta a defender redução do preço dos combustíveis

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, rebateu o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e voltou a cobrar, neste domingo, a redução do preço dos combustíveis. Silveira disse que não compreendeu as declarações de Prates e afirmou que os preços dos combustíveis são importantes para garantir a inflação dentro da meta. Pelas redes sociais, Prates disse que, se o MME quiser “orientar a Petrobras a baixar os preços de combustíveis diretamente”, será necessário seguir tanto a Lei das Estatais e as regras do Estatuto Social da companhia.

O Globo

 

Artigo: Privatizar a Sabesp sem valorizar a agência que vai controlá-la é uma temeridade

As fortes chuvas em São Paulo deixaram milhares de pessoas sem acesso à energia elétrica por vários dias. A pachorrenta resposta da Enel resultou em uma situação caótica. A concessionária já não vinha bem. Pesquisa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de 2022 mostra que menos de um quarto dos consumidores optaria pela Enel se tivesse a opção de comprar energia de outra empresa. Aqui está o cerne do problema: a privatização de um monopólio natural é melindrosa. A ausência de concorrência torna o trabalho das agências reguladoras muito mais difícil, já que cabe a elas a reconstituição, em condições de laboratório, dos estímulos e restrições que um mercado competitivo naturalmente provê.

( Luís Eduardo Assis )

O Estado de S.Paulo

 

Conta de luz pode cair 35% no mercado livre de energia; entenda

Hotéis, pousadas, mercadinhos, laboratórios de análise, centros comerciais, galpões de logística, grandes restaurantes e pequenas indústrias. É extensa a lista de negócios que já podem escolher se querem continuar ligados na distribuidora ou migrar para o chamado mercado livre de energia. A mudança começa a valer em 1º de janeiro do ano que vem, mas os interessados já podem dar início ao processo. Nesse mercado é possível escolher de quem comprar a energia, por quanto tempo e que tipo de energia. Se quiser, pode comprar apenas fontes renováveis. Para incentivar a migração, as empresas que atuam nesse negócio oferecem descontos de 10% e 35%.

Folha de S.Paulo

 

Enel se torna alvo de Promotoria por falta de luz após temporal no Rio

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu procedimento para investigar a italiana Enel pela demora em restabelecer o fornecimento de energia após temporal que atingiu o estado neste sábado (18). A empresa enfrenta questionamentos pelo mesmo problema também em São Paulo. Até às 19h30 desta segunda-feira (20), havia queixas de falta de luz em diversas cidades do estado. Em Niterói, moradores fizeram protestos nas ruas contra a distribuidora. Em Areal e Petrópolis, os protestos fecharam parte da rodovia BR-040.

Folha de S.Paulo

 

Teles querem ‘privatizar’ a praia do Futuro, diz presidente de estatal no Ceará

O presidente da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Neuri Freitas, acusa as operadoras de telefonia e internet de tentarem criar uma reserva de mercado na praia do Futuro, onde chegam os cabos submarinos que conectam a internet do Brasil com o mundo. Em entrevista ao Painel S.A., Fabio Andrade, vice-presidente de Relações Institucionais da Claro, afirmou que a obra de uma usina de dessalinização na referida praia pode romper os cabos e gerar uma pane geral na internet.

Folha de S.Paulo

 

Distribuidora desistiu de licitação devido a créditos de descarbonização

A distribuidora Petronac desistiu de uma licitação pública diante das dificuldades financeiras impostas pelo Renovabio, programa que impõe a compra dos CBios (créditos de descarbonização) pela venda de combustíveis fósseis. A empresa disse ter desistido do edital para a construção de um terminal de combustíveis no pátio da Infra S.A (ex-Valec), em Santa Helena de Goiás (GO), apesar de ter vencido a concorrência pela elaboração do projeto. O grupo afirma que, pelas metas do Renovabio, seria preciso adquirir cerca de R$ 50 milhões em CBios, praticamente o mesmo valor do investimento na obra.

Folha de S.Paulo

 

Calor faz indústrias e grandes empresas consumirem mais energia

O mercado livre de energia, dedicado a indústrias e grandes empresas sem preços regulados, consumiu 25,6 mil MW em outubro –cerca de 40% do total do país–, um crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quando a economia cresce, também sobe o consumo de energia. Mas, segundo a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), embora a indústria tenha reagido, via crescimento de atividade, boa parte desse desempenho se deve ao calor, que puxou o consumo no comércio e serviços.

Folha de S.Paulo