Notícias do Dia – 14/11/2023

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Onda de calor faz carga de energia atingir maior patamar da história, diz ONS

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou nesta segunda-feira (13) um novo recorde na demanda instantânea de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). Às 14h17 foi atingido o patamar de 100.955 MW. Foi a primeira vez na história do SIN em que a carga superou a marca de 100 mil MW. A marca anterior era de 97.659 MW, medida em 26 de setembro deste ano. No momento em que o novo patamar foi registrado, o atendimento à carga era feito por 61.649 MW de geração hidráulica (61,1%), 10.628 MW de geração térmica (10,5%), 9.284 MW de geração eólica (9,2%), 8.505 MW de geração solar centralizada (8,4%) e 10.898 MW de geração solar proveniente de micro e mini geração distribuída (10,8%).

Valor Econômico

 

Calor leva Eneva a ativar térmicas e usinas a carvão

A Eneva acionou todo o parque térmico do Complexo Parnaíba por conta da forte onda de calor que atinge o país e, a partir desta terça-feira (14), liga também as usinas a carvão pela alta demanda por energia elétrica. Marcelo Habibe, diretor financeiro da companhia, disse ao Valor que a necessidade de ativar todas as térmicas a gás da companhia – o que não ocorria há dois anos – e as usinas a carvão apontam para a necessidade de manter essas fontes em funcionamento. As usinas a carvão não eram ligadas desde dezembro de 2021. “As fontes renováveis e as hidrelétricas não dão conta da alta demanda com a onda de calor. As termelétricas foram chamadas para manter a segurança energética.”

Valor Econômico

 

Braskem e Veolia inauguram térmica renovável

A Braskem vai substituir o gás natural, de origem fóssil, por vapor gerado a partir da queima de madeira de eucalipto e outros resíduos para atender a demanda térmica de uma planta de PVC em Alagoas. A petroquímica fechou um acordo com a Veolia, que investiu mais de R$ 400 milhões em uma usina de biomassa para viabilizar a mudança. A planta fica localizada em Marechal Deodoro, onde a Braskem tem um complexo industrial para produção de PVC. Essa inovação está projetada para resultar em uma redução de 30% das emissões diretas e indiretas na compra de energia da petroquímica no Estado. O impacto estimado é redução anual de 150 mil toneladas de CO2 eq a partir de 2025.

Valor Econômico

 

Apagão deixa 18 cidades do interior do Rio sem luz; situação foi normalizada quase três horas depois

Em meio a uma onda de calor, 18 cidades do Estado do Rio de Janeiro sofreram um apagão na tarde desta segunda-feira por quase três horas. De acordo com a Enel Distribuição, às 16h17 de hoje, uma ocorrência externa à rede da Enel, registrada no sistema de transmissão em Campos dos Goytacazes, impactou o fornecimento de energia para parte dos clientes da concessionária, principalmente nas regiões Norte e Noroeste do Estado. A Enel é a mesma empresa responsável pela distribuição de energia na região metropolitana de São Paulo, onde 2,1 milhões de residências e estabelecimentos ficaram sem luz por dias, na semana passada, após um forte temporal.

O Globo

 

Tesouro levanta US$ 2 bi em primeira emissão externa de títulos sustentáveis

O Tesouro Nacional levantou US$ 2 bilhões com a emissão de títulos sustentáveis (os chamados “green bonds”), na primeira oferta do tipo feita pelo governo. A demanda superou a oferta em mais de duas vezes. A taxa dos papeis, com vencimento de sete anos, ficou em 6,5%, de acordo com integrantes do Ministério da Fazenda. Até agora, o país nunca havia emitido títulos sustentáveis, e todas as captações externas que fez foram sem vinculações diretas. Segundo uma pessoa a par da negociação, os investidores fizeram pedidos de quase US$ 6 bilhões.

O Globo

 

Projeto de 1º parque privado de estocagem de petróleo do País ganha impulso após acordo com empresas

A perspectiva de aumento das exportações de petróleo pelo Brasil nos próximos anos fez a Vast, empresa que faz transbordo de petróleo no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, assinar memorandos de entendimentos com quatro grandes petroleiras para construção de um inédito polo de armazenamento de petróleo para exportações futuras, informou ao Estadão/Broadcast o presidente da Vast, Victor Bomfim. Os memorandos reforçam a relevância do projeto Spot, já lançado pela companhia, e que será o primeiro parque privado de estocagem de petróleo no Brasil. O empreendimento prevê investimento de R$ 2,5 bilhões e consiste na construção de 12 tanques com capacidade total de 5,7 milhões de barris de petróleo e dois oleodutos, que vão conectar o Terminal da Vast, no Porto do Açu, à malha de dutos de petróleo da região Sudeste. Segundo Bomfim, o projeto deve estar finalizado e operando em 2026.

O Estado de S.Paulo

 

Por que o preço do petróleo está caindo enquanto a guerra assola o Oriente Médio

Conflitos intensos estão ocorrendo numa região onde está boa parte das reservas de petróleo do mundo. No entanto, depois de alguns dias de apreensão após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, os mercados de energia vêm caindo. O barril de petróleo Brent, referência internacional da commodity, está sendo vendido a cerca de US$ 80, mais barato do que quando os combates começaram. Por que os preços não estão mais altos? Uma das principais razões, segundo os analistas, é que o conflito, por mais terrível que seja, pouco impacta a oferta de petróleo, levando os fornecedores a concluir que não há ameaça direta.

O Estado de S.Paulo

 

Hidrogênio brasileiro deverá ser um dos mais baratos do mundo, diz diretor da Petrobras

O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, afirmou que o hidrogênio produzido no Brasil deverá ser um dos mais baratos do mundo, devido à abundância de energias renováveis no País. Ele participou nesta segunda-feira, 13, do Fórum Internacional de Energia, em Oslo, Noruega, ao lado do presidente da companhia, Jean Paul Prates. “Acabo de falar em evento em Oslo que a produção de hidrogênio produzido no Brasil a partir de energias renováveis pode ser mais barato que o produzido a partir de gás natural em 2030, e que ele deverá ser um dos mais baratos do mundo, graças ao baixo custo de produção de renováveis”, disse o executivo em uma rede social.

O Estado de S.Paulo

 

O que são e como vão funcionar os títulos verdes emitidos pelo governo

O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira, 13, a primeira emissão de títulos verdes do Tesouro Nacional, com o selo de boas práticas nas áreas ambiental, social e de governança (ESG, na sigla em inglês). O novo título sustentável será emitido em dólares no mercado internacional com prazo de sete anos, com vencimento em 2031. Veja, abaixo, o que são e como funcionam títulos verdes. Também conhecidos como “green bonds”, títulos verdes são emitidos por governos, instituições financeiras ou empresas para financiar projetos ou atividades que tenham benefícios ambientais e sustentáveis.

O Estado de S.Paulo

 

Energia solar: Brasil ultrapassa 35 GW de capacidade instalada

 O Brasil ultrapassou a marca de 35 gigawatts (GW) de potência instalada da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos, o equivalente a 15,9% da capacidade instalada da matriz elétrica do País, informou a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Em termos de geração de energia, a fonte solar corresponde a cerca de 11% do total, superada pela geração eólica (15%) e hidrelétricas (64%).

O Estado de S.Paulo

 

Falha em subestação de Furnas provoca apagão em 19 cidades do Rio

Uma falha em um equipamento de Furnas, subsidiária da Eletrobras, provocou apagão em 19 municípios do interior do Rio de Janeiro na tarde desta segunda-feira (13). O abastecimento já foi totalmente normalizado, segundo a distribuidora Enel, que atende a região afetada. Segundo Furnas, a falha aconteceu às 16h17 em uma subestação em Campos dos Goytacazes (RJ), a 278 quilômetros da capital fluminense. “A equipe de manutenção da Eletrobras Furnas foi prontamente acionada, tendo sido identificada a falha de um equipamento de pequeno porte”, afirmou.

Folha de S.Paulo

 

Energia limpa na China deve fazer país diminuir emissões de CO2 a partir do ano que vem

As emissões de dióxido de carbono (CO2) da China, campeã nesse tipo de poluição, podem começar a cair consistentemente pela primeira vez a partir do ano que vem em meio a investimentos em energia sustentável, aponta estudo da organização europeia Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Crea), que monitora o setor. No terceiro trimestre deste ano, porém, as emissões subiram 4,7% e bateram recorde em relação ao mesmo período de anos anteriores, segundo dados divulgados agora, em meio à recuperação econômica do país neste ano após o fim das limitações da política de Covid zero, encerrada no fim do ano passado, que fechava regiões inteiras ao menor sinal de disseminação do vírus.

Folha de S.Paulo