Notícias do Dia – 13/11/2023

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Estatal do pré-sal faz 10 anos em busca de novos negócios e quer dobrar tamanho

Criada sob críticas de que seria apenas mais uma estatal para abrigar apadrinhados de políticos, a Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA) completou ontem dez anos de sua entrada em operação com planos de dobrar de tamanho e ingressar em novos negócios. O governo prepara atualmente um pacote de medidas que visa colocar a empresa à frente de uma nova política para expansão do uso do gás natural no país. Na presidência interina da PPSA desde agosto, a diretora-técnica Tabita Loureiro diz que a gestão do programa Gás para Empregar, ainda em negociação na Casa Civil, e a entrada da estatal no segmento de refino exigirá uma expansão significativa do quadro de funcionários – considerado um gargalo histórico da empresa por antigos gestores. 

Valor Econômico

 

Exclusivo: IG4 busca investidor para Aenza para tornar companhia ‘CCR dos Andes’

A gestora IG4 reorganizou a Aenza, seu investimento em infraestrutura no Peru, para criar uma plataforma, a exemplo do que fez em outros negócios no Brasil, caso da empresa de saneamento brasileira Iguá. Para seguir com o crescimento orgânico, a gestora de Paulo Mattos vai levantar capital por meio de um aporte privado (“private placement”), no jargão do mercado financeiro, de US$ 200 milhões a US$ 300 milhões, com uma expectativa de concluir já no primeiro trimestre do próximo ano. “Criamos uma nova plataforma de infraestutura, que nasce com US$ 160 milhões de Ebitda (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) e que agora vai crescer organicamente e por meio de aquisições, com foco nos ativos no Peru e para que se expanda para ser uma empresa de concessões latina, excluindo Brasil”, afirmou Mattos, ao Valor.

Valor Econômico

 

Questões do presente e do futuro na COP-28 afetarão agro brasileiro

A semana passada começou “fervendo” com as questões do Enem, ponta do iceberg da ideologização à esquerda do ensino brasileiro. Tema estrutural que demanda grande atenção da sociedade civil organizada, especialmente quanto ao Plano Nacional de Educação 2024-2034, em elaboração. Mas há pontos outros com os quais se preocupar, como a COP 28 – Conferência das Partes – que se realizará em Dubai de 30 de novembro a 12 de dezembro próximos, que vai tratar de: 1) Sistemas agroalimentares: Pesa o argumento de que a agenda do clima deve incorporar mudanças no modo de produzir alimentos, com políticas de mitigação ou de adaptação do uso da terra; 2) Redução do uso de fósseis na geração de energia. 

O Estado de S.Paulo

 

O complexo de vira-lata na busca por energia renovável

No último domingo (5), o Estadão publicou uma longa matéria que chamou a atenção. A Prefeitura de São Paulo anunciou a compra de ônibus elétricos em substituição ao diesel, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). À primeira vista, a notícia é muito boa e deveria merecer muitos elogios, dado que o objetivo seria melhorar o ar que o cidadão da cidade de São Paulo respira. Mas por que a notícia chamou a atenção? Pelo fato de o Brasil ter soluções nacionais que protegem o meio ambiente e que poderiam gerar mais empregos no País em vez de beneficiar a China. Aliás, sob o mesmo argumento de preocupação com a emissão de gás carbônico (CO2), geramos mais empregos na China do que no Brasil com a geração distribuída solar, dado que os painéis vêm quase na sua totalidade da China. O mesmo ocorre na geração eólica, em que o aço das pás é chinês, e não o aço verde produzido no Brasil.

O Estado de S.Paulo

 

Artigo: Enel e a recusa às privatizações

 

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O apagão na cidade de São Paulo vem alimentando um intenso debate sobre a qualidade dos serviços prestados pela multinacional italiana Enel. Alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a empresa enfrenta agora uma nova CPI na Câmara Municipal da cidade, uma ação da Prefeitura de São Paulo e um inquérito instaurado pelo Ministério Público. A indignação causada pela falta de luz prolongada foi de tal monta que a população foi às ruas protestar. No dia 7, em uma manifestação na avenida Giovanni Gronchi, zona sul da capital, moradores atearam fogo em objetos e bloquearam as pistas nos dois sentidos.

( Camila Rocha )

Folha de S.Paulo

 

Licença de petróleo na Foz do Amazonas prevê impacto em 8 países e Petrobras diz buscar atingidos

Documentos do processo de licenciamento para exploração de petróleo na bacia Foz do Amazonas apontam a possibilidade de impacto de óleo na costa de oito países, além de dois territórios da França, em caso de vazamentos. Para tentar destravar a licença, a Petrobras, responsável pelo empreendimento, diz ter feito reuniões com autoridades de cinco desses locais em 2022 e em 2023, inclusive com missões in loco neste ano. Modelagens e simulações feitas mostram que, se houver um vazamento, o óleo pode chegar a Barbados, Granada, Guiana, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago e Venezuela, além de Guiana Francesa e Martinica (ambos territórios franceses).

Folha de S.Paulo

 

Primeiros leilões do governo Lula 3 têm poucos interessados e frustram expectativas

Os primeiros leilões de estradas, portos e aeroportos da atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tiveram uma característica em comum: o baixo número de interessados em disputar os ativos. A maioria dos certames contou com apenas dois concorrentes, número fraco diante do histórico brasileiro e considerado frustrante pelo setor. Há uma década, licitações tinham quase uma dezena de interessados. De janeiro de 2023 para cá, o governo federal transferiu à iniciativa privada sete ativos de infraestrutura. Foram dois lotes de rodovias no Paraná, um aeroporto no Rio Grande do Norte —que passou por relicitação— e quatro terminais portuários no Nordeste.

Folha de S.Paulo

 

Presidente da Sabesp diz que privatização continuará e não será afetada pelo caso Enel

O presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), André Gustavo Salcedo, afirmou nesta sexta-feira (10) que o processo de privatização da Sabesp deve continuar seu curso após a prestação de esclarecimentos da companhia a autoridades. Ele afirmou que as críticas feitas a privatizações em decorrência dos problemas enfrentados pela Enel para restabelecer a energia elétrica em São Paulo, após os fortes ventos e o temporal da última sexta-feira (3), não devem afetar o processo. “A minha percepção é que o processo vai andar após o esclarecimento acontecer”, afirmou o executivo em conferência com analistas após a Sabesp ter divulgado na quinta-feira (9) que teve queda de 21,7% no lucro líquido do terceiro trimestre ante o mesmo período de 2022, fechando a R$ 846 milhões.

Folha de S.Paulo