Novo PAC mostra desenvolvimento focado em temas da atualidade

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O presidente-executivo da ABDIB, Venilton Tadini, compareceu na manhã desta sexta-feira, dia 11 de agosto, no Rio de Janeiro, à cerimônia de lançamento do Novo Programa de Aceleração do Crescimento, o Novo PAC. Conforme a previsão do governo, o programa investirá pouco mais de R$ 1,3 trilhão até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026, sendo que há cerca de R$ 300 bilhões previstos para investimentos a partir de 2027. O total previsto é de R$ 1,68 trilhão.

Dos investimentos previstos, R$ 371 sairão do Orçamento da União; outros R$ 343 serão feitos por empresas estatais. Há, ainda, R$ 362 bilhões bancados por financiamentos feitos pelo BNDES e outros bancos estatais e R$ 612 resultantes de Parcerias Público Privadas.

O Novo PAC terá nove eixos de atuação. Dos investimentos previstos, R$ 610 bilhões serão destinados a Cidades Sustentáveis e Resilientes; R$ 540 bilhões irão para Transição e Segurança Energética. Outros R$ 349 para Transporte Eficiente e e Sustentável; R$ 28 bilhões para Inclusão Digital e Conectividades. R$ 31 bilhões para a Saúde; R$ 2 bilhões para Infraestrutura Social e Inclusiva, R$ 30 bilhões para o Água Para Todos e R$ 5 bilhões para a Defesa. A partir do próximo mês, o Governo lançará editais que, juntos, somam R$ 136 bilhões. Eles contemplarão projetos prioritários para estados e Municípios que não foram contemplados pelo Novo PAC.

A posição da ABDIB sobre o programa foi apresentada em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, assinado pelo presidente-executivo da ABDIB, Venilton Tadini, e pelo diretor de planejamento e economia, Roberto Guimarães. Eles analisaram o impacto que o Novo PAC poderá ter no setor de infraestrutura. Diante do elevado hiato verificado entre as necessidades de investimentos em infraestrutura e o realizado, em que pese o aumento recente dos investimentos privados, o país não tem conseguido sequer cobrir a depreciação dos ativos públicos de infraestrutura. Além disso, tem havido uma queda acentuada dos investimentos públicos em infraestrutura do governo federal, em decorrência, principalmente, do teto de gastos. Essa realidade, claro, poderá ser alterada com o novo programa do governo. 

Folha de S.Paulo